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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Não deixe cair...

Vou seguir fiel ao compromisso de não deixar de postar. Já me desliguei de novo, o caso é que apareceram tantas outras coisas e os trajetos foram surgindo, esqueci de retornar ao meu espaço público de pensamentos sobre meu próprio trabalho.

Foi com alguma satisfação que decidi entrar de vez nos temas deste bimestre. Abandonei a frustração que vinha me acompanhando ao longo do semestre (apesar das boas expectativas, o trabalho com os anos finais do Fundamental mostrou-se mais penoso) e busquei forças onde eu realmente vejo resultados. Como falei anteriormente, não venho me arrependendo!!

Estou crente que um trabalho focado no interesse pelo conhecimento dá certo, comprovei na prática e ainda pude especular onde está o grande "pam" da educação: os alunos não são estimulados a pensar as coisas desenvolvendo relações entre elas!

Falando de beisebol nas oitavas séries, uma das questões que eu discutia era: "Dois dos países em que a modalidade é mais popular são ilhas. Quais são eles?". Em tempo, os países são Japão e Cuba.

Longe de mim querer me arriscar na Geografia, mas me orgulho dos conhecimentos que sempre aprimorei desde a disciplina Estudos Sociais na quarta série. Países, capitais, continentes, meridianos, trópicos, regiões e estados do Brasil... Agora, o que vemos é algo que torna-se totalmente abstrato aos alunos, pois eles não são capazes de retrucar instantaneamente em que continente se localiza este ou aquele país. Volto mais e me recordo da dificuldade de localizar os estados e regiões brasileiras quando tratamos das manifestações rítmicas...

Recorri ao mapa e confesso que saí vitorioso, pois levei aqueles que queriam saber como responder a encontrarem a resposta. Esses momentos levantam a minha moral, me ajudam a ter personalidade de professor, o professor que acompanha o aluno no processo de conhecer, interagir e modificar as informações com as quais ele tem contato na escola.

Por essas e outras, sinto falta daqueles famigerados chavões de multidisciplinaridade, transdisciplinaridade... Se essas coisas realmente existissem, eu acredito que daria para acreditar de verdade em ensino público de qualidade. Ahh, o futuro....
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