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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Jeitos de Fazer, Fazer de que jeito?

No dia 21 de maio, fui convidado para participar da disciplina EF722 Educação Física Escolar - Ensino Fundamental na Faculdade de Educação Física da UNICAMP, onde me formei. Foi muito prazeroso retornar a casa onde me formei como profissional e cidadão para falar sobre meu trabalho na rede estadual de ensino.

Além deste que vos escreve, estiveram presentes também outras duas professoras. Eu participei nas duas ocasiões, período integral e noturno, enquanto cada professora proferiu palestra em um dos horários. Caso fosse possível, tenho certeza que seria ainda mais rico ouvir todos juntos, dada a diversidade das realidades e maneiras de ensinar Educação Física.

De minha parte, pude aprender muito ouvindo colegas explicando o que fazem, como fazem e, principalmente, porque fazem. Iniciei em 2013 meu quinto ano de docência e percebo minha didática baseada nos princípios conhecidos ainda na faculdade e ampliada no cotidiano escolar. No fazer diário, nem sempre consideramos que existam infinitas maneiras de considerar determinados conteúdos e nossas opções, apesar de bem concebidas, podem não ser as melhores.


Tenho raízes em uma escola superior que abriga alguns dos autores da obra Metodologia do Ensino de Educação Física, escrita pelo grupo conhecido como Coletivo de Autores, a concepção "crítico-superadora". No entanto, a publicação que mais me chamou a atenção e ainda influencia muito do que faço em meu trabalho, até mesmo pela escolha dela na formulação dos conceitos do currículo da rede, é Transformação Didático-Pedagógica do Esporte, de Elenor Kunz, da concepção "crítico-emancipatória".


Ainda existem concepções como aquela encabeçada pelo professor Go Tani, chamada Desenvolvimentista, e a obra do professor Hildebrant que nos apresenta a concepção de Aulas Abertas. Ocasiões como a que vivi na outra semana mostram que nenhuma delas está errada ou ultrapassada, só tem méritos e vantagens. Ao fazer a opção de ensinar Educação Física baseado em quaisquer abordagens, o professor deve ter sempre consciente uma noção clara do que pretende em relação aos alunos e conteúdos.




A todo momento das palestras ouvidas, pensei em outros jeitos de fazer o que já faço. Vejo que falar sobre cultura (seja corporal, do movimento ou a que melhor se encaixa) é oferecer experiências e fazer experiências, um laboratório do movimento em constante evolução.

Breve reflexão a respeito. Neste mês vou trazer alguns textos sobre Educação Física e tudo mais. Quando chegar em julho, sairei de férias, o retorno em agosto trará as prometidas novidades por aqui. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aprimorando habilidades e competências

Boas! A ausência de postagens (espero que sentida) nestas últimas semanas tem vários motivos: a readaptação ao ritmo de trabalho, uma certa crise de criatividade e, principalmente, aos cursos que venho realizando.

Existem alternativas para o professor continuar estudando, exercer a prática docente requer uma contínua reciclagem daquilo que ensinamos. A combinação dessas duas situações orienta minha atuação ao longo dos anos (não são tantos, mas vividos plenamente!) e hoje recai sobre essa intenção a jornada de dupla de trabalho.


Primeiro, me inscrevi para cursar a especialização à distância oferecida pela UNICAMP, em convênio com a Secretaria de Educação. Chegando à reta final, com a definição do tema do TCC e cursando ainda outras duas disciplinas, o tempo vem se tornando escasso e precisei reformular o currículo na escola para atender ao tema escolhido.


Lá pelos idos de maio, surgiu um novo curso sobre Aula Interativa, recurso disponível nas escolas de minha Diretoria de Ensino (lousa digital e netbooks). Também à distância, mas ainda assim com demanda de participação nos fóruns, questões e atividades de elaboração.


Ainda cogitei cursar alguma disciplina na EEFE-USP, mas abandonei o projeto porque não teria tempo disponível. Quem sabe voltar à universidade no ano que vem, por enquanto preciso terminar com esses cursos para ter mais ferramentas a oferecer aos alunos e evoluir profissionalmente. Infelizmente, ao professor é oferecido pouco tempo em sua jornada de trabalho na participação em cursos, raramente realizados em horário de trabalho, pouco divulgados e desvalorizados quando o docente percebe sua remuneração.


Acredito que teríamos melhores escolas e melhores alunos se os melhores cursos fossem realizados da melhor forma. Somando-se uma melhor gestão a uma maior valorização profissional, os bons professores deixariam de fugir do trabalho na escola pública. Por enquanto, vou fazendo o que posso!

Abraços a todos e até a próxima!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Malhando em Maio

Boas! Por pura falta de organização, a sexta-feira que passou ficou em branco. Estive atolado de afazeres que permiti acumularem-se ao longo dos dias, não dei conta de tudo em minhas manhãs de tempo livre.

Não lamentarei tanto porque não tinha muito sobre o que discorrer antes, mas hoje voltei da escola refletindo um pouco sobre tudo aquilo que venho tratando como AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA. A atribuição de desenvolver as atividades pedagógicas neste componente curricular é de responsabilidade indivíduos licenciados em cursos superiores de Educação Física, meu caso. Caso de muitos por aí, inclusive. Mas o leitor deve estar se perguntando onde é que pretendo chegar com essa falação sobre o óbvio?

O fato é que não estou feliz com o andamento de minha atividade docente. Embora esteja caminhando com conteúdos e atividades, não observei efetividade no primeiro bimestre, constatação nas produções avaliativas dos alunos dos sextos anos. Dois meses e pouco mudou no entendimento deles a respeito do mundo do movimento... Concluo e informo: "Houston, we have a problem!"

O canal de comunicação anda falho. A famosa predileção pela Educação Física é algo completamente superado e o diferencial "fora da sala em movimento" também não tem sido atrativo. Por vezes, percebo em mim certo cansaço e frustração além do comum para as diferenças entre REAL e IDEAL. Nem mesmo para mim ando causando boa impressão...

Alguns degraus conquistados... Não quero descer e minhas pernas já alcançam passos maiores!

Um dia sonhei com a LUDocência a pleno vapor, transformando olhares, ideias e permitindo que aqueles projetos de gente, donos de alguns pensamentos e prontos para experimentar de tudo, conseguissem crescer um pouco melhor usando aquilo que viam nas aulas de Educação Física. Não questiono a influência que ainda posso ter, mas sim a viabilidade das opções que faço e venho fazendo. O mês de MAIO vai ser data-base nesta revisão do professor que eu sou e ainda posso ser. Aquele recém-formado de 2008 sabia que podia ser melhor...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Agora, 2012


Saudações a todos. Retorno os trabalhos aqui no LUDocência a partir da próxima sexta-feira. Aproveito para contar um pouco deste ano na escola: continuei com a jornada reduzida, contabilizando cinco turmas (até o momento, tramita no Judiciário a aplicação da Lei Nacional do Piso dos Professores, na qual também é definida uma parcela da jornada para trabalho dentro e fora de sala. A Secretaria Estadual de Educação utilizou-se de uma manobra matemática para contabilizar intervalos de 10min entre cada hora-aula e diminuir o número de aulas).

As aulas serão todas com quintas séries, agora sextos anos, conforme a nomenclatura atual. O ano promete!

Minhas perspectivas trarei na semana que vem. Abraços a todos, ótimo final de semana!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Precisa-se de professores blogueiros!!


Olá a todos! O site Blog Teia, da Agência WD1, está recrutando professores que escrevam blogs para construir um blog educacional com postagens das diversas áreas e temas. Quem estiver interessado em contribuir, acesse o site ou envie uma mensagem para alfredo_agenciawd1@hotmail.com.

Eu já estou dentro desde sempre, o Teia é um grande parceiro e ajuda na divulgação do LUDocência, espero por colegas com vontade de formar um grupo! Abraços a todos!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novas Visitas

Essa postagem é extraordinária para agradecer as visitas vindas do curso de formação docente da rede estadual de São Paulo. Um dos tutores divulgou meu link onde falo a respeito do trampneu no fórum e tenho recebido muitas visitas de todos os cantos do território paulista. Não se façam de rogados, sintam-se à vontade para visitar essa e outras páginas do blog, tem muita coisa para compartilhar, só esperando alguém com vontade de ler e contribuir. Podem deixar seus comentários!!

Fico feliz que este professor possa ajudar seus colegas de atuação e espero que vocês continuem acompanhando o LUDocência. Abraços a todos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Colhendo alegrias

Ontem era meu aniversário. Operacionalmente, muda muito pouco, afinal o trabalho continua, não tem boi...

Mas foi muito legal receber as parabenizações dos colegas de profissão, companheiros de diversão e cúmplices nas dificuldades, bem como ser valorizado pelos alunos com festinha, muitos "parabéns a você" e algumas lembranças. Tudo isso combinado aos telefonemas de quem representa demais (meu primeiro aniversário longe da família) e as mensagens de amigos nas redes sociais tornou esta quinta-feira mais que especial. Não pouparei meios de comunicação para agradecer a todos pelo carinho dispensado e só me cabe ficar feliz pelas homenagens.

O trabalho com pessoas tem lá suas dificuldades, eu já contei muitas delas por aqui desde 2008, mas essas recompensas são o que realmente valem a pena. Inúmeras profissões podem pagar melhor que a Educação Física, mesmo na minha área tem outras ocupações melhor remuneradas, e ainda fico com estes momentos porque dinheiro, ostentação e fama não são tudo.

Obrigado a todos, meus amigos, alunos e colegas, vocês tornam cada dia mais fácil. Abraços para vocês e até a próxima!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O mês de julho

Boas! Dá pra perceber que deixei o blog em stand by nestas semanas. Falta de assunto, espera por mais votos na enquete, preguiça, tudo se somou. Assim, deixarei para retornar à carga de acordo com o resultado da enquete em agosto... Vou me permitir uma pausa, férias do blog =D Nesse meio tempo, vou postar sobre algumas amenidades que forem acontecendo, nada muito pedagógico.

O mês de julho é a pausa estratégica para recarregar as baterias e voltar com vontade e disposição para mais dois bimestres. Bom para o professor, melhor para os alunos. Uma pena que recente publicação dos dirigentes da Secretaria de Educação daqui de São Paulo engessou o uso dos meses de janeiro e julho, atribuindo as nossas férias de 30 dias em duas quinzenas nos respectivos meses. Assim, logo se aproveitam da brecha para nos convocar em recesso para alguma discussão ou planejamento improdutivo.

Coisas de professor da rede pública. Como estou em recesso somente pela metade, uma vez que o SESC não para, aproveito só para viajar menos entre Campinas e São Paulo.

Abraços a todos e até a próxima!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Relacionamento aluno-professor

Atualmente, tenho parâmetros reais para falar a respeito, pois até 2010 eu só acumulava experiência profissional junto a crianças e adolescentes. Atuando a maioria do tempo na escola, diria que a percepção dos papéis assumidos por mim e pelos alunos acabava sendo pré-formatada: o professor entra na sala, manda no pedaço por 50 minutos, vai embora e passa o bastão para o próximo.

Já tentei ser muitos professores diferentes: o legal, o militar, o legal, o que não dá conversa, o que dá bronca, o que dá conselho, o que propõe, o que impõe, o que explica, o que pergunta... Com as crianças, você varia muito sendo a cada momento alguém diferente. Ando mais próximo de um perfil de respeito: não grito, não agrido, não dou no meio de ninguém. Eu aguardo a atenção deles, espero o quanto for necessário, falo com calma, ouço as dúvidas, explico novamente o que não tenha ficado claro, combino os procedimentos e exijo que sejam cumpridos.


O contraponto é o trabalho no SESC. O público adulto representa algum desafio no sentido de uma personalidade formada e opiniões/visões a serem defendidas. É preciso reforçar a cada oportunidade a função que desempenho no espaço de aula, sanar os conflitos eventuais e tomar decisões quando necessário. Ainda sinto alguma dificuldade, mas tudo é uma questão de hábito.

Cá entre nós, ainda gosto mais das crianças que sempre estão esperando a próxima proposta para entrarem com tudo no jogo... Tem vezes em que o adulto simplesmente não se entrega como poderia e frustra o professor em seu desejo de oferecer algo a mais. Abraços a todos!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Em aula


Vou dar uma pausa nos textos mais práticos. Logo escrevo mais sobre os conteúdos da Educação Física na escola, tem algumas experiências interessantes acontecendo...

Hoje quero escrever sobre o estar em aula. Quando fui aluno, as aulas não tinham um formato muito convidativo: eu e meus colegas sentados em fila, o professora falando na frente, enchendo a lousa com textos, questões e outras tarefas. Mais para o fim do ensino fundamental, tive a oportunidade de estudar em salas ambiente, carteiras organizadas em círculo, em grupo, foi muito animador! Boas memórias...

Quando lembro desses dias de aluno, sinto ainda mais vontade de transformar o meio da sala de aula de maneira a fazer os alunos tomarem parte. Facilmente tornam-se passivos, alheios ao que se fala e faz: as mesas e cadeiras não são confortáveis, ninguém consegue permanecer focado por tantos minutos (ainda mais quando se é jovem e a virtude da paciência é algo raro) e a sala é apertada, suja e sem graça.

Mesmo com o desejo de mudança, o sistema oprime: tenho 50 minutos e perder 20 deles arrumando mesas e cadeiras é improdutivo. Me resta levar uma dinâmica em que eles participem o tempo todo, propondo perguntas, exigindo opiniões, fomentando reflexões, os chamando pelo nome, apontando boas soluções e levando as verborragias no bom humor de sempre.

Poderia ser melhor ainda, com uma sala de aula especialmente preparada, mesas em círculo, muito material para ser visto, revisto e manuseado, uma quadra legal, salas de dança... O ideal não alcança o real por muito. Mas o professor comprometido em tornar aqueles minutos mais agradáveis, pode apostar, sempre estará presente (eu falo de mim mesmo!).

Talvez seja a paixão pelos conteúdos de que trato (basquete e esporte coletivo), às vezes mais, às vezes menos perceptível, mas tenho sentido os alunos mais próximos nestas últimas semanas. Que seja assim sempre, ainda estou em busca daquela maturidade profissional após os 3 anos de magistério, vai ver está chegando!!

Abraços a todos!!

sábado, 26 de março de 2011

Atletismo - a pedagogia em cada prova III

Boas! Para complementar a série, falaremos dos Lançamentos e Arremesso. E já vale explicar pra criançada a diferença entre lançar e arremessar, porque é batata! Você repete 467.925 vezes os nomes das provas e eles continuarão chamando Lançamento de Peso e Arremesso de disco (mas tudo porque o professor aqui também se confunde sempre, coisas de professor em formação).

Conforme pude averiguar junto a fontes confiáveis, o arremesso é o movimento no qual o objeto ou implemento utilizado parte próximo ao corpo antes de ser impulsionado a alguma distância. Já um lançamento é caracterizado pela posição afastada em que o implemento parte com relação ao corpo de quem executa a ação. Embora não exista tanta diferença visual, ajuda a entender os termos que usamos por aqui.

Mas vamos lá... Didaticamente, sempre explico que quando eles jogam bolinha de papel no cesto de lixo estão lançando e a tentativa de acertar a cesta de basquete é um arremesso em que a bola sai próxima ao corpo. Normalmente, eles gostam de ficar lançando e arremessando coisas para todos os lados, então pode apostar que eles vão curtir as provas.

OBSERVAÇÃO: Dado o caráter das atividades, em que objetos são impulsionados com força para longe, requer um olhar redobrado na segurança da aula, oferecendo as maiores áreas livres possíveis para os jogos de lançar e arremessar, verificando se não há ninguém na região em que acontecerão as quedas dos implementos. Evite acidentes e peça aos alunos que estejam atentos aos colegas!

Arremesso e Lançamentos

Aula 1 - Experimentação de lançamentos e arremessos diversos, utilização de diferentes materiais e diferentes alvos.

Exemplos de atividades:
Selecionar bolas de diferentes pesos e tamanhos, posicionando alvos que devem ser atingidos com uso de arremessos e lançamentos (cones, caixas, só não vale colocar o aluno que mais perturba de alvo); Uso de bambolês na atividade anterior; Estafetas de travessia em que o próximo elemento do grupo continua o lançamento do ponto onde o anterior conseguiu lançar; "Artilharia" - jogo em que posiciono uma bola no centro de um espaço e os alunos, divididos em duas equipes, uma de cada lado, tentam atingir a bola-alvo com outras bolas, induzindo-na a ultrapassar a linha adversária antes que ultrapasse a sua própria.

Aula 2 - Informações básicas sobre as provas de Arremesso e Lançamentos, verificando o conhecimento inicial dos alunos e apresentando a organização básica de cada modalidade de Arremesso e Lançamentos. Apresentar cada implemento para relação com objetos conhecidos. Se possível, trazer os equipamentos para exibição.

Exemplos de atividades:
Trazer imagens de atletas realizando as provas, pedindo que os alunos comparem e encontrem semelhanças e diferenças; Jogo de forca com palavras relacionadas às provas, oferecendo uma informação a cada palavra descoberta; Palavras cruzadas usando termos relacionados.

Aula 3 - Arremesso de peso e Lançamento de disco. Dinâmica e organização básicas de cada prova, uso de implementos semelhantes aos oficiais.

Exemplos de atividades:
Improvise algo mais simples de ser arremessado (por exemplo, uma sacola com areia envolvida por uma meia) e ensine a dinâmica do gesto, ressaltando a diferença entre lançar e arremessar, com o "peso" partindo da lateral do pescoço, ensinar o arremesso com deslocamento e com giro.

Deslocamento:


Com giro:


O disco pode ser construído com discos antigos preenchidos com folhas de jornal para fazer peso, frisbees de plástico comprados em lojas de brinquedos etc. Desenhar uma área de lançamento no chão, explicando como é a prova, regras básicas e técnica, que é a mesma do peso com giro.

Aula 4 - Lançamento de dardo e martelo. Dinâmica e organização básicas de cada prova, uso de implementos semelhantes aos oficiais.

Exemplos de atividades:
Sequência parecida com a da aula anterior. Os dardos podem ser improvisados com cabos de vassoura ou bambus de calibre médio. No meu caso, eu tinha na escola bambus com uma ponteira de metal, as pontas dos cabos de vassoura podem ser afiadas com estiletes para tornar mais parecido.Mostrar as fases do movimento e como lançar o implemento.

No caso do martelo, existem várias opções: amarrar uma corda em uma bola de borracha, usar uma bola velha, colocando um peso na parte de dentro, costurando com fios resistentes e amarrando uma corda ou ainda usar uma bola mais pesada dentro de sacolas mais resistentes, passando a corda pela alça das sacolas. O ideal é ter mais de um martelo, porque os lançamentos em sequência vão "detonando".

Créditos da imagem: http://coachr880.com/id92.html

Aula 5 - Atividade de fixação ou avaliação: Uma visita a uma pista de atletismo, exibição de vídeos de arremessos e lançamentos, roteiro de questões a serem respondidas, elaboração de quadro comparativo entre as provas estudadas etc. A ideia é estimular no aluno a tomada de consciência do que foi realizado: fui capaz de lançar e arremessar diferentes implementos em diferentes situações, avaliando meus próprios limites e potencialidades, conheço a organização do esporte competitivo etc.

Chega ao fim essa série de textos sobre uma organização de aulas de Educação Física Escolar em que o tema é o Atletismo. Pode ser que daqui um tempo, eu volte aqui nessas postagens e ache tudo muito diferente do que estarei fazendo, mas assim é o ensino. Torço para que estes exemplos possam servir de auxílio a quem, como eu, quer oferecer algo a mais a seus alunos nas aulas de Educação Física. Em um futuro próximo, mais sequências didáticas vinculadas ao jogar e brincar. Grande abraço a todos!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Atletismo - a pedagogia em cada prova II



Continuando a série sobre o estudo do Atletismo na escola, trataremos dos saltos. Criança que é criança gosta de saltar, é só lembrar da brincadeira de pular corda! Então basta oferecer o desafio de saltar mais alto e mais longe. Eu sugiro aproveitar as corridas com barreiras e obstáculos para iniciar a dinâmica dos saltos de maneira gradual, estudando os saltos logo na sequência.

Saltos

Aula 1 - Informações básicas sobre as provas de saltos, verificando o conhecimento inicial dos alunos e apresentando a organização básica de cada modalidade de Saltos. Apresentar a divisão das fases do movimento para compreensão dos gestos necessários (corrida de aceleração, impulsão, voo e queda/aterrissagem)

Exemplos de atividades:
Trazer imagens de atletas realizando as provas, pedindo que os alunos comparem e encontrem semelhanças e diferenças; Jogo de forca com palavras relacionadas aos saltos, oferecendo uma informação a cada palavra descoberta; Palavras cruzadas usando termos relacionados aos saltos.

Aula 2 - Experiências diversas para saltar.

Exemplos de atividades:
Brincadeiras com cordas, saltando individualmente, participando de jogos de salto em grupo; Saltos sobre trampolim para ajudar na impulsão (leia sobre um trampolim com pneu no post anterior Indo além do trivial).
Observação: Caso disponha de uma caixa de areia, é bem interessante oferecer aos alunos a oportunidade de saltar com uso do corpo todo, sem necessidade de cair somente em pé.

Aula 3 - Salto em distância e salto triplo. Peça que os alunos tentem saltar a maior distância possível saltando parados, inicialmente, e depois com uso de corrida para acelerar e deixem que percebam a diferença entre as distâncias alcançadas. Vale o mesmo para o salto impulsionando com uma perna ou outra, descobrindo qual das duas oferece mais projeção.

Exemplos de atividades:
Posicione bambolês ou desenhe círculos em distâncias graduais após uma linha traçada como referência para o salto. Os alunos devem tentar saltar para cair dentro dos alvos; Marque um jogo de amarelinha, que pode ser o tradicional ou com algumas alterações como quadrados onde se pisa somente com o pé esquerdo ou direito;
Utilize agora três marcações antes da linha de salto, sendo que os alunos deverão saltar três vezes antes de atingir a maior distância possível; Definir os três saltos: direita, direita, esquerda ou esquerda, esquerda e direita para conscientização da dificuldade de execução em equilíbrio do salto triplo.

Aula 4 - Salto em altura e salto com vara. Vale novamente a ideia de permitir aos alunos que reconheçam as dificuldades de executar o salto na maior altura possível sem uma corrida de aceleração. Após, apresente as diferentes maneiras de transpor a corda/barra: "tesoura", rolo ventral e apenas cite que a atual maneira mais eficiente de saltar em altura, o "Fosbury Flop", precisa de segurança e colchões mais adequados para absorver o impacto. No salto com vara, consiga alguns bambus ou mesmo cabos de vassoura, propondo aos alunos inicialmente transpor algumas distâncias, acrescentando obstáculos como cones ou bancos para que passem por cima.

Exemplos de atividades:
Brincar com a corda, permitindo que todos passem por ela em determinada altura, elevando gradualmente (vale a dica de manter a corda na diagonal, com uma ponta mais alta que a outra, oferecendo mais chances de transpô-la a todos); Pedir que todos ultrapassem a corda executando uma "tesoura"; Pedir que todos ultrapassem executando o rolo ventral (para a última parte, seria adequado posicionar colchonetes do outro lado da corda ou executar os saltos na areia para que eventuais quedas sejam amortecidas); Com uso de bambus ou cabos de vassoura, partir de um apoio da vara no solo e tentar cair dentro do bambolê ou círculo desenhado no chão, atravessar determinada distância, passar por cima de obstáculos, passar por cima da corda.

Aula 5 - Atividade de fixação ou avaliação: Uma visita a uma pista de atletismo, exibição de vídeos de saltos, roteiro de questões a serem respondidas, elaboração de quadro comparativo entre as provas de saltos estudadas etc. A ideia é estimular no aluno a tomada de consciência do que foi realizado: fui capaz de salter em diferentes situações, avaliando meus próprios limites e potencialidades, e conheço a organização do esporte competitivo.

Tem muita chiadeira por parte dos alunos durante um período de estudo nestas modalidades (na grande maioria das vezes, reclamam que não tem bola!). No entanto, quando eles se percebem detentores de conhecimento a respeito das provas, ficam contentes e não perdem tempo em nos contar quando assistem alguma das provas na televisão ou escutam falar a respeito. Isto sempre é gratificante!!! A série continua com os lançamentos e arremessos no próximo post. Abraços a todos!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Atletismo - a pedagogia em cada prova I


Toda criança corre, salta, lança e arremessa mesmo sem ser na aula de Educação Física. O lema, desde o surgimento dos Jogos Olímpicos, sempre foi "mais rápido, mais alto, mais forte" e as crianças adoram desafios!

Então vamos unir o interessante ao trivial! Com certeza, o Atletismo deve estar presente na maioria das aulas de Educação Física da escola. Ledo engano. Mesmo com toda essa bagagem motora, poucas crianças tem contato com um estudo organizado das provas de corrida, salto, lançamento e arremesso durante os anos escolares. Justificativas surgem aos montes (como surgem corredores africanos de longas distâncias): falta de espaço, falta de material, falta de tempo... Só não falam da falta de vontade do docente!

Com um grupo de 4 ou 5 aulas é possível tratar bem do tema e apresentar ao aluno um tipo de esporte em que ele pode encontrar outros tipos de limite para sua própria experiência de movimento:

Corridas

Aula 1 - Introdução histórica das provas de Corrida e sua origem na sobrevivência do homem; A divisão das provas entre corridas rasas, meio-fundo, fundo, com barreiras e obstáculos e marcha.

Exemplos de atividades:
Trazer imagens de atletas realizando as provas de atletismo e pessoas normais em tarefas comuns semelhantes aos esportes (como alguém caçando com uma lança e um atleta de lançamento de dardo), pedindo que os alunos comparem e encontrem semelhanças e diferenças.

Aula 2 - Experiências diversas para correr: jogos de pegar, provas de estafeta, atividades com obstáculos, percursos variados, corridas por equipe.

Exemplos de atividades:
Pega-ajuda, Pega-corrente, Pega-gelo, Estafetas de correr e voltar para que o próximo colega da fila continue (uso de obstáculos e mudança na distância percorrida).

Aula 3 - Corridas rasas e de meio fundo (corridas de velocidade): A saída utilizando o bloco de partida (improvisado com dois cones, por exemplo); Os sinais para a largada ("Em suas marcas", "Preparar", "Já!"); O deslocamento na raia; Desenvolvendo velocidade em trechos curvos e retilíneos.

Exemplos de atividades:
Correr a quadra toda sem invadir a raia do colega, Correr com uma fita de papel/jornal amarrada na cintura e desenvolver velocidade para que a fita fique paralela ao chão.

Aula 4 - Corridas de fundo (corridas de resistência) e revezamento: O ritmo de corrida em percursos mais longos; O escalonamento das posições de largada; O uso do bastão no revezamento; A passagem do bastão em movimento.

Exemplos de atividades:
Corrida de estafeta com aumento progressivo do número de voltas a serem dadas, Divisão de equipes com 4 corredores para se deslocarem até o próximo colega e ficarem no lugar, Usar cabos de madeira cortados e pintados ou tubos de papelão como bastão do revezamento.

Aula 5 - Atividade de fixação ou avaliação: Uma visita a uma pista de atletismo, exibição de vídeos de corridas, roteiro de questões a serem respondidas, elaboração de quadro comparativo entre as provas de corrida estudadas etc. A ideia é estimular no aluno a tomada de consciência do que foi realizado: fui capaz de correr em diferentes situações, avaliando meus próprios limites e potencialidades, e conheço a organização do esporte competitivo.

Na semana que vem, continuo com as provas de salto. Abraços a todos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Estar em rede, isto é formação em ação!

Faço a mea culpa quando pesquisas ou pessoas recriminam o tempo exagerado que gastamos na internet, principalmente com futilidades como as redes sociais. Eu mesmo já programo meu navegador para abrir as páginas do e-mail (para o caso de alguém querer trocar uma ideia: GUILHERMEFREITAS@PROFESSOR.SP.GOV.BR) e também do Orkut, do qual participo desde 2004. Confesso que antigamente era mais para ficar sabendo dos amigos e ver o que todos estavam fazendo. No entanto, desde que iniciei minha carreira profissional, venho usando a rede para encontrar pessoas envolvidas na mesma área que eu em comunidades afins e, assim, debater e discutir assuntos e opiniões que muitas vezes surgem e ficam sem serem colocadas em apreciação, justamente pela falta de espaço.


Participo ativamente da comunidade Educação Física Escolar desde meu ingresso na rede estadual de ensino como professor. Primeiro, como aquele cara recém-formado que buscava responder inúmeras dúvidas sobre como proceder com os alunos. Depois, fui exercendo a prática, observando e participando das discussões com argumentos vindos da realidade. Nesse processo, ajudei a criar um espaço virtual de armazenamento de arquivos produzidos pelos professores e artigos relacionados, um HD virtual sobre Educação Física Escolar. Ali, todos podem encontrar modelos e ideias do que fazer. Sempre aparece alguém querendo aprender como fazer um planejamento, que atividades utilizar com determinada faixa etária... Bastava alguém dizer que tinha um arquivo sobre o assunto que choviam respostas pedindo tudo por e-mail! Agora, a pessoa acessa e verifica o que lhe interessa, contribuindo com o que possui! Antes de dar o peixe, ensinar a pescar!

Atualmente, entro diariamente para conversar sobre muitos assuntos legais, conhecer a realidade de vários colegas professores de todos os cantos do Brasil, das aulas em escola pública e particular, do Infantil ao EJA. Nesses tópicos, fica fácil perceber que todo mundo cresce um pouco mais ao repensar sua própria prática na leitura do que faz o colega.


Convido a todos para participar da comunidade no Orkut. E recomendo: se puder, esteja sempre em contato com colegas para saber como andam trabalhando, que experiências legais andam tendo, quais novidades andam aplicando, o que deu errado, o que fazem para melhorar... Se nas escolas houvesse espaço para esse tipo de momento, garanto que cada aula sairia melhor que a outra. Deixaríamos de perder tempo com assuntos desnecessários nos HTPCs e falaríamos do que realmente importa: ensinar bem e sempre melhor do que ontem!

Abraços a todos! Bom fim de semana e até a próxima!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Festejos da hora

Na última quinta-feira, estive a convite na Faculdade de Educação Física da UNICAMP, minha estimada FEF, para participar de uma aula na disciplina de Estágio em Licenciatura. O objetivo era levar um pouco da experiência de trabalhar em escola pública ao longo desses (poucos) anos, relacionando os conhecimentos adquiridos na formação e na prática diária.

Foi muito legal estar com quem ainda descobre o que é ser professor e está conhecendo as alegrias e frustrações da docência, dividindo um pouco das ideias formadas no decorrer das tantas aulas em escola estadual desde 2008. No meu relato, procurei mostrar o caminho para chegar lá, as primeiras impressões, a experiência adquirida através dos erros e acertos e a felicidade de ter, pela primeira vez, a maioria das turmas do ano anterior, testemunhando de perto as evoluções e mudanças pelas quais eles passam.

Conto com os futuros colegas que ouviram meu apaixonado relato para ingressarem na escola e ajudarem a fazer mais um pouco pela educação, pela Educação Física e pelo Brasil-sil-sil... Agradeço à Profª. Helena pelo convite e à Profª. Liane pela lembrança!

Acho até que tem gente disposta a se abalar até minha escola só pra ver se o que falo, faço, ou fico só na conversa! Tomara que dê certo para receber alguém no estágio, ficarei imensamente feliz em ter alguém com quem compartilhar a rotina diária de trabalho.

Por agora, fico com o feriado que começa amanhã e vai até quarta-feira! Nada de agitação ou barulheira, eu quero é sossego. Abraços a todos, bom carnaval para quem vai aproveitar! Se beber, não dirija, e use camisinha.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Referências importantes!

http://blog.cev.org.br/joaofreire/2010/o-blog-do-guilherme/

Post excepcional nesta segunda-feira para agradecer ao Prof. João Batista Freire pela menção e transcrição de meu post "Podia terminar só nisso..." em su blog. O professor João é um pesquisador da área da Pedagogia do Movimento, foi docente da FEF-UNICAMP por muito tempo e escreveu uma das obras que são referência na área: "Educação de Corpo Inteiro". Quem ainda não leu, leia para saber mais de criança, de jogo, de vida.

Obrigado, professor! Sua visita e sua admiração são motivações eternas para a continuidade desse registro virtual.

Abraços a todos!!

domingo, 11 de julho de 2010

Pausa

Tá cheio de gente por aí que fala que professor é folgado e tem férias duas vezes por ano. Já dizia o velho "deitado": todo mundo vê as pingas que eu bebo, mas ninguém lembra dos tombos que eu levo. Só reforçando, não sou adepto de bebidas alcoólicas, mas me permiti uma licença porque o dito popular cai bem.

Esse recesso de meio de ano não chega a ser como as férias, pois dura quase sempre duas semanas, no máximo. E é recortado pelas reuniões de planejamento e convocações escolares, ou seja, quando os alunos voltam, já estamos por lá há quase uma semana.

Opa, alguém disse alguma coisa: MAS AINDA ASSIM É UMA FOLGA PROLONGADA DO TRABALHO!!

Certo, certo... E quando é que acham que eu planejo minhas atividades? Só é folga completa para o professor que trabalha de qualquer jeito, perco muito tempo desse recesso em pesquisas e elaboração de sequências didáticas mais próximas dos meus alunos. Afinal, depois de dois bimestres, agora sim é possível construir aulas que falem diretamente ao que se passa na cabeça deles.

A experiência do projeto serviu para mostrar o quanto ainda preciso evoluir na minha capacidade de organização e avaliação de resultados. Aliás, em breve, postarei algumas fotos das atividades de semana passada. Entro no recesso em dois dias, mas continuo trabalhando no CRASS. Hum, cadê o cara que falou da folga prolongada? Diria que é um breve refresco e nada mais. Em agosto, volta a pauleira. Abraços a todos!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu não me sinto alienado!

Falta pouco para começar a Copa do Mundo FIFA 2010. Em alguns dias, 32 seleções nacionais tentarão chegar ao mais importante titulo do mundo futebolístico. Todo o clima criado ao redor dessa reunião de varias línguas, costumes, tradições e historias traz a sensação de que o mundo pode ser melhor se esquecermos os problemas e falhas do ser humano pelos momentos de êxtase proporcionados pelos atletas durante as partidas.

Esquecer problemas e falhas? Soa como descaso e falta de compromisso social para um professor forjado e profissionalmente colocado em instituições estaduais de ensino. Espera-se dele maior força de mudança e iniciativas que possibilitem aos seus alunos a transformação do mundo em que vivem. Não se pode aceitar que este professor permita ser influenciado pela mídia e compre a ideia da Copa permitir a conciliação dos povos e a união das nações.

O complicado reside no fato de eu ter crescido num lugar chamado Brasil. Aqui se vive, come e dorme futebol todos os dias. Apesar de eu nunca ter sido dos maiores entusiastas quando menor, hoje sou um admirador ferrenho e não me envergonho disso. Durante os anos de faculdade, aprendi que posso transcender o simples torcedor apaixonado e vestir a camisa do admirador do jogo. Continuo acompanhando tudo o que diz respeito ao futebol... E ainda abri espaço para outras boas preferências esportivas.

Meu papel na escola também considera esta mudança de postura. Mas tenho me sentido meio fora de orbita durante as aulas, flutuando por cima dos alunos como se nada disso me atingisse... Agora que ficou mais latente, sinto que preciso ser mais humano, quem sabe...

Tenho algumas semanas para tentar observar essa nova-velha maneira de lidar. Vou começar revelando um pouco dessa paixão pelo futebol e pela Copa do Mundo (adoro mesmo, se fosse em algum programa de perguntas e respostas, escolheria responder sobre todas as Copas!), criar expectativas e tentar ver se desperto neles algum interesse comum. De minha parte, acho que faço o que posso e não estarei sendo massa de manobra.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Experiência e consciência


Valia um post. Aliás, ainda vale, afinal aqui estou eu depois de algum tempo... Pena que aconteça assim, de repente, de quando em quando, queria me beliscar mais vezes para sentar e escrever sobre essas coisas diferentes de sempre.

Essa semana eu me senti bem fazendo o que faço. Talvez eu estivesse sentindo falta da rotina de aulas (estive em greve juntamente com outros professores do estado de SP do dia 12/03 a 08/04), talvez eu esteja falando de algo que eu gosto... Prefiro pensar que aquela maturidade docente, algo de mito (o professor desenvolve uma maneira segura e pessoal de desempenhar sua função dentro de um período aproximado de 3 anos) na carreira, está finalmente acontecendo. Naqueles momentos em que eu percebo que certos procedimentos não vão bem, consigo reformular tudo na hora. Avalio que a mesma atividade não dará certo com todas as turmas, adapto aqui e ali para fazer funcionar. E funciona!

Imagem: Site Revista Nova Escola
Hoje as minhas duas primeiras aulas foram especiais. Normalmente, são sempre as primeiras aulas que dão mais certo... (Nota mental: tema interessante - o espaço-tempo escolar e o aproveitamento dos alunos) Entrei na sala, conferi os presentes, retomamos os conceitos trabalhados nas aulas anteriores, expliquei as atividades, ouvimos e esclarecemos as dúvidas, descemos à quadra e aplicamos os três exemplos previstos anteriormente. Tudo isso com participação, questionamento e ação dos alunos, o que ainda deu direito a um final de aula livre com o "futebol" dos meninos e as preferências das meninas.

A sexta-feira também ajuda, eita dia abençoado de tranquilo... É só ir deixando que ele passa sossegado, gostoso, escorre pelo tempo e logo já estamos no sábado. E o final de semana chega, mas tem segunda-feira de novo depois do domingo. Com o início de uma nova semana, mais chances de continuar melhorando aquilo que faço por gosto.

Antes de ir, deixo a dica para conferirem o blog-tirinha em quadrinhos genial publicado pelo Digo no endereço http://esbocais.blogspot.com Esse menino tem talento! Sem falar que é meu mano caçula preferido ;)

Abraços a todos!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Do verbo "professorar"

Para alguns dos meus leitores, talvez o sentimento de ser professor e estar à frente de uma turma seja algo ainda não experimentado. Para vocês, digo: não há coisa melhor para viver bem.

Falo disso sem me colocar à margem de um sentimento meio egocêntrico, de orientar um grupo, de ser observado por eles, ser imitado, de fazê-los rir. Eu me sinto bem fazendo o que faço, assim como acho que faço bem o que faço por que acredito fazê-los se sentirem bem (complexo... revejo depois o raciocínio).

Uma semana está se passando e os primeiros contatos com os alunos bastam para reavivar aquele gostoso impulso de montar aulas, de pesquisar sobre coisas que ainda sei muito pouco - quase todas! -, de chegar na escola e cumprimentar todos, mesmo sem ainda saber muito sobre eles, inclusive os nomes. Essa parte eu resolvo rápido, se tem alguma coisa que eu consigo resolver cedo é guardar os nomes de todos os alunos. Espero até o final do bimestre saber até o daqueles mais quietinhos...

É ainda mais gratificante recepcionar os alunos da quinta série, vindos de outras escolas. Melhor para eles, que com certeza encontrarão uma escola bem bacana, e para mim, que posso já quebrar um pouco da rotina repetitiva identificada na grande maioria dos diagnósticos já realizados: vôlei, queimada, futebol.... vôlei, queimada, futebol...

Um post por semana! Vou me beliscar para não esquecer. Abraços a todos!
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