Mostrando postagens com marcador educação física. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação física. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Jeitos de Fazer, Fazer de que jeito?

No dia 21 de maio, fui convidado para participar da disciplina EF722 Educação Física Escolar - Ensino Fundamental na Faculdade de Educação Física da UNICAMP, onde me formei. Foi muito prazeroso retornar a casa onde me formei como profissional e cidadão para falar sobre meu trabalho na rede estadual de ensino.

Além deste que vos escreve, estiveram presentes também outras duas professoras. Eu participei nas duas ocasiões, período integral e noturno, enquanto cada professora proferiu palestra em um dos horários. Caso fosse possível, tenho certeza que seria ainda mais rico ouvir todos juntos, dada a diversidade das realidades e maneiras de ensinar Educação Física.

De minha parte, pude aprender muito ouvindo colegas explicando o que fazem, como fazem e, principalmente, porque fazem. Iniciei em 2013 meu quinto ano de docência e percebo minha didática baseada nos princípios conhecidos ainda na faculdade e ampliada no cotidiano escolar. No fazer diário, nem sempre consideramos que existam infinitas maneiras de considerar determinados conteúdos e nossas opções, apesar de bem concebidas, podem não ser as melhores.


Tenho raízes em uma escola superior que abriga alguns dos autores da obra Metodologia do Ensino de Educação Física, escrita pelo grupo conhecido como Coletivo de Autores, a concepção "crítico-superadora". No entanto, a publicação que mais me chamou a atenção e ainda influencia muito do que faço em meu trabalho, até mesmo pela escolha dela na formulação dos conceitos do currículo da rede, é Transformação Didático-Pedagógica do Esporte, de Elenor Kunz, da concepção "crítico-emancipatória".


Ainda existem concepções como aquela encabeçada pelo professor Go Tani, chamada Desenvolvimentista, e a obra do professor Hildebrant que nos apresenta a concepção de Aulas Abertas. Ocasiões como a que vivi na outra semana mostram que nenhuma delas está errada ou ultrapassada, só tem méritos e vantagens. Ao fazer a opção de ensinar Educação Física baseado em quaisquer abordagens, o professor deve ter sempre consciente uma noção clara do que pretende em relação aos alunos e conteúdos.




A todo momento das palestras ouvidas, pensei em outros jeitos de fazer o que já faço. Vejo que falar sobre cultura (seja corporal, do movimento ou a que melhor se encaixa) é oferecer experiências e fazer experiências, um laboratório do movimento em constante evolução.

Breve reflexão a respeito. Neste mês vou trazer alguns textos sobre Educação Física e tudo mais. Quando chegar em julho, sairei de férias, o retorno em agosto trará as prometidas novidades por aqui. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Manifestações de ritmo nacionais - Sem sair da marcação VI

Chegamos ao fim dessa série de postagens sobre manifestações de ritmos nacionais! Para o texto de hoje, trago uma sugestão de avaliação do processo.

Atividade Avaliativa 1

Divida os alunos em grupos (no mínimo 4 integrantes, no máximo 8). Realize um pequeno sorteio das manifestações de ritmos nacionais estudadas entre os grupos. Cada grupo deverá realizar uma breve pesquisa para apresentar ao restante da turma as informações básicas a respeito da respectiva manifestação, bem como elaborar uma coreografia simples, incluindo movimentos caraterísticos e, se possível, figurino. Definir um tempo para cada apresentação, deixando claro que deve ser algo bem prático, que os outros alunos também possam acompanhar.

Fonte: http://portais.seed.se.gov.br/sistemas/portal/noticias_fotos/n5598_1.jpg

Atividade Avaliativa 2

Uma pequena "provinha" com questões relacionadas aos conteúdos desenvolvidos. Fuja das perguntas diretas, optando por elas, sempre exija justificativas para as respostas. Vou deixar uma sugestão de 4 questões!

1 - Cada região do Brasil apresenta manifestações de ritmos diferentes das outras. Explique como surgiram e por que são diferentes entre as regiões.

2 - Associe as  manifestações de ritmos da primeira coluna aos termos dispostos na segunda:

CHULA RITMO ELETRÔNICO
FREVO VIOLA CAIPIRA
FORRÓ LANÇA
FUNK SANFONA
CATIRA SOMBRINHA COLORIDA


3 - Escolha uma manifestação de ritmo da região NORDESTE, conte sua origem, características da dança e instrumentos musicais utilizados.

4 - "As manifestações de ritmos nacionais surgiram há muito tempo atrás e hoje já não aparecem novas danças ou ritmos no Brasil". Você concorda com essa afirmação? Existem danças e ritmos que surgem de outras manifestações de ritmos já existentes? Dê exemplos.

5 - Escolha uma manifestação de ritmo nacional e conte sobre a experiência de conhecê-la e experimentar alguns movimentos, que sensações e significados você encontrou ao dançar este ritmo?


Diria que essa série foi das mais difíceis de escrever. Seja pela falta de proximidade com o tema, confesso, seja pela amplitude de possibilidades existentes no tema... Me esforcei bastante e busquei elaborar um conteúdo de qualidade, espero que tenha sido de bom tamanho. Se alguém quiser saber mais a respeito ou tiver sugestões, dúvidas e reclamações, só deixar aqui um comentário, mandar e-mails, sinais de fumaça. Sabem onde me encontrar =D

Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Manifestações de ritmo nacionais - Sem sair da marcação V

Boas! Passei por uma séria crise de criatividade nesse período sem postagens... Me faltava ímpeto e motivação, não encontrava mais o que escrever e pensei em alguma novidade que me trouxesse maior compromisso com este blog. Assim, novidades estão por vir!

Em tempo, vou dar continuidade à série sobre manifestações de ritmo.

Vamos discutir um pouco a respeito de ritmos e danças mais contemporâneos: axé music e funk. O principal motivo para serem trazidos é mostrar a evolução dos ritmos ao se misturarem e ressurgirem como novas manifestações para cantar, ouvir e dançar.

Axé Music

Surgida pelos idos de 1980, nas ruas de Salvador, misturou alguns ritmos já existentes como frevo, forró e as guitarras elétricas em uma batida contagiante e dançante que encontrou nos trios elétricos o veículo perfeito para arrastar multidões "pulando que nem pipoca".

Letras românticas, animadas, coreografadas, todas fazem muito sucesso e os intérpretes são aclamados como ídolos, gerando muita disputa pelos abadás usados nos blocos do carnaval e das micaretas (carnaval fora de época). Vale apenas um cuidado com algumas vertentes muito sensuais, o debate a respeito deve ser bem pensado, sugiro ficar apenas com as bem humoradas e leves! Deixo uma sugestão que permite até mesmo a criação de coreografias simples...

Tchakabum - Tesouro do Pirata (Olha a Onda!)
Festival de dança, Colégio São Domingos. 2010. Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=KwHUthF6Tqk


Funk

O funk conhecido aqui no Brasil difere bastante do funk original, nascido nos EUA e mais próximo dos ritmos R&B, soul e jazz. O funk é caracterizado por uma batida rítmica dançante e contagiante, o principal representante do funk "original" foi James Brown.

Para diferenciar desse funk americano, o nome adotado é "funk carioca". Esta manifestação originou-se do ritmo conhecido como "Miami Bass", com batidas eletrônicas e músicas erotizadas, combinado ao "free style", das rimas em frases curtas com duplo sentido, normalmente de conotação sensual, aproximando-se também do "Rap" pela linguagem próxima ao cotidiano das favelas e comunidades pobres onde os bailes aconteciam.

A popularização dos bailes funk, nos quais os ritmos tocados eram o soul e black music, entre os anos 1970 e 1980 chegou aos anos 1990 com alguns artistas funkeiros se apresentando em programas de grande audiência na televisão. Latino, Cidinho e Doca, MC Maluco trouxeram a primeira onda, quando a chegada dos anos 2000 foi conduzida por Bonde do Tigrão, MC Serginho, MC Tati Quebra Barraco, intensificando o alcance do funk como ritmo popular e de coreografias sensuais.

Atualmente, o funk carioca foi declarado "movimento cultural e musical de caráter popular do Rio de Janeiro" e deve ser considerado como manifestação de ritmo relevante junto ao público jovem. Recentemente o ritmo adquiriu  uma vertente batizada de "funk ostentação", cujas letras tratam de carros luxuosos, baladas caras, consumo de bebidas da moda e relacionamentos e originam-se principalmente do estado de São Paulo.

O histórico aqui apresentado é importante para contextualizar a respeito das transformações e combinações que contribuem para o surgimento das manifestações rítmicas, devem ser discutidas com os alunos, assim como problematizadas as letras e coreografias sensuais: Faço porque é o movimento que entendo ser mais adequado para mim ou só reproduzo algo que não possui significado e me coloca em situação constrangedora?

Sugestões de músicas de funk: 


Rap do Silva (MC Bob Rum)


Conquista (Claudinho e Buchecha) - http://www.youtube.com/watch?v=DOZM3L-bkzw
Ela é Top (MC Bola) - http://www.youtube.com/watch?v=OI09qNY3Fng
Tamborzão (MC Koringa) - http://www.youtube.com/watch?v=_4gMJ_1tTr0

Aqui ficamos com o fim das sugestões de trabalho. Escolhi algumas que entendo serem interessantes, mas todas as outras manifestações podem ter seu espaço, depende bastante do tempo disponível e do diagnóstico realizado junto a turma.

Semana que vem trago uma proposta de avaliação neste tema para encerrar a série, finalmente! Tardo, mas não falho! Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Manifestações de ritmo nacionais - Sem sair da marcação IV

Continuamos a falar de manifestações de ritmo genuinamente brasileiras. Depois de trazer algumas ideias sobre forró e frevo, hoje teremos uma ideia a respeito da chula (RS), catira (SP) e carimbó (PA).

As lanças usadas na chula
Fonte: http://gramadomagazine.com.br/revista/revista1.php?c=75

Chula - dança tipicamente gaúcha, praticada por homens (desde muito tempo, embora os tempos sejam outros) e caracterizada por sapateios, saltos e giros executados ao longo de uma lança colocada no chão e acompanhados pelo toque do acordeão. O surgimento desta manifestação vem da competição entre os homens, desafios de habilidade, agilidade e força que deveriam ser repetidos pelos adversários. A sugestão é deixar a criatividade acontecer ao redor de cabos de vassoura ou o que estiver a mão...


Catira - guarda algumas semelhanças com a chula, talvez pelas mesmas influências europeias: sapateados e saltos de bastante agilidade executados por homens (novamente, novos tempos, ilustrados no vídeo). As diferenças residem no fato de incluir as palmas entre os movimentos coreográficos, acontecer em grupos normalmente dispostos em colunas e no acompanhamento musical protagonizado pela viola. Ocorre em São Paulo, Minas Gerais e também na região Centro-Oeste.


Carimbó - originária do Pará e com traços das culturas indígena e africana, é visualmente marcada pelas saias rodadas das mulheres que fazem movimentos amplos enquanto as dançarinas executam giros.

Dançando Carimbó - Thaís Ibañez
Fonte: http://quadrosthaisibanez.blogspot.com.br/2011/11/dancando-carimbo.html

Homens e mulheres participam dessa manifestação marcada pela percussão forte dos tambores e atualmente influenciada também pelo toque da guitarra e instrumentos de sopro.


Vale reforçar que a apresentação das manifestações de ritmo precisa guardar relações estreitas com a informação a respeito de suas origens, região em que ocorre, vestuário, participação e instrumentos musicais que acompanham. A prática pode ser acompanhada dessas informações e pode estimular uma pesquisa mais específica. Fica a critério do docente definir a que ponto vai conduzir o trabalho, só não devemos deixar de enriquecer as experiências e ampliar os horizontes relacionados ao ritmo, uma vez que a principal influência atualmente fica a cargo da mídia e ela não faz muito esforço para valorizar aquilo que temos de nosso.

Reservo mais uma postagem para trabalhar manifestações de ritmo mais contemporâneas como o axé music e o funk carioca, para então encaminhar uma proposta de avaliação. Continue acompanhando a série. Obrigado pelas visitas, abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Manifestações de ritmo nacionais - Sem sair da marcação III

Saudações, leitor! As conversas sobre manifestações de ritmo brasileiros continuam, hoje teremos um pouco mais de prática. Antes, algumas considerações sobre a postagem anterior.

Num universo rico em opções como é a cultura rítmica brasileira, dificilmente tudo pode ser abordado durante as aulas de Educação Física. Assim, precisei optar por manifestações mais significativas no espaço e momento em que atuo. Poderia acrescentar diversas outras danças, outros ritmos e outros folguedos relevantes como maracatu, siriri e xaxado, sem qualquer prejuízo. No entanto, pensando na sequência didática adaptada ao número de aulas disponível/definido, optei por trabalhar deste modo. Considere sempre aquilo que cabe mais em sua realidade...

Agora, aquilo que realmente interessa! O importante aqui é reforçar que dançar nada mais é que movimentar-se no ritmo da música. Incluindo certos passos característicos, tudo se torna uma experiência agradável e informativa. Nada é mais valioso que o conhecimento aliado ao saber fazer.

Aula 3 e 4 - Prática de ritmos brasileiros

No básico, a marcação do ritmo com passos (um passo para a direita, volta ao centro, um passo à esquerda, volta ao centro, repete!). Daí, acrescentamos um passo para cada lado, movimentações para frente e para trás, giros no tempo da música. A gestualidade pode ser liberada com braços para acompanhar! Vou listar algumas opções de passos característicos no forró e no frevo, ilustrados por vídeos. na próxima postagem eu continuo com outro ritmos.

Luís Gonzaga, grande músico e promotor da cultura rítmica nordestina
Fonte: http://viniciosroddrigues.blogspot.com.br/2012/08/caricatura-luiz-gonzaga.html

Forró: individualmente ou aos pares, executar o dois pra lá-dois pra cá (direita-esquerda, frente-trás).


Algumas variações podem ser incluídas!



O frevo tem ocorrência no estado de Pernambuco, olha os guarda-chuvas e roupas coloridas!
Fonte: http://misturao.blogspot.com.br/2013/02/recife-e-olinda.html

Frevo: ritmo mais acelerado, o básico fica mais perto de saltos dentro da marcação. Aí existem alguns passos que deixam o desafio mais interessante!


Voltamos neste tema na próxima semana com mais alguns passos selecionados para que os alunos experimentem. Abraços a todos e até a próxima!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Manifestações de ritmo nacionais - Sem sair da marcação II

Ando relapso, não me adaptei a escrever e acabo acumulando obrigações para as manhãs de sexta-feira, tradicionalmente usadas para postar novidades aqui.

Antes tarde do que nunca.

Insisto que antes de buscar um estudo mais específico, é necessário que os alunos tenham dialogado com o tema Ritmo previamente. Movimentar-se na cadência da música, utilizar diversos formas de expressar o que se ouve e produzir sons ritmados são dinâmicas enriquecedoras e tem muito a contribuir para um melhor aproveitamento das discussões e atividades aqui relatadas.

MANIFESTAÇÕES DE RITMO NACIONAIS

Aula 1 - Daqui ou de fora?

Uma conversa inicial sobre ritmo e dança cabe bem no início do estudo. Pode ser que alguns tenham tudo na ponta da língua, outros não foram tão longe e alguns ficaram pelo meio do caminho. Assim, recorde estudos anteriores, atividades realizadas e construa uma linha de raciocínio que inclua o novo assunto. Quando atribuem significado ao que se faz em aula e encontram desdobramentos, os alunos se envolvem mais.

Peça exemplos de ritmos conhecidos por eles, ritmos que gostam, ritmos que os pais gostam, ritmos que tocam nas rádios, danças que eles já viram ou ouviram falar... Esses exemplos são reveladores do ponto de partida!

Logo estarão preparados para entender que dança e música estão presentes na humanidade desde os primórdios da civilização, ligados à festa, comemoração e expressão de sentimentos. Cada região do mundo possui ritmos, danças e músicas caracterizadas pelo povo que a cultiva, pelo ponto geográfico em que ocorre pelas influências sofridas ao longo do tempo, principalmente em países colonizados, como é o caso do Brasil.

Apresente as influências de ritmo que incidiram em nosso país desde os primeiros habitantes, os índios, passando pelos colonizadores europeus (mais tarde, representados pelos imigrantes), os africanos escravizados e a proximidade com outros povos da América Latina. Discuta também a respeito de cada região do país e as músicas e festas que apresenta: que relações a ocupação desses povos tão diferentes guarda com os ritmos ainda hoje conhecidos?

Aula 2 - Audição e Identificação

Prepare um CD ou sequência de músicas usadas em manifestações de ritmo nacionais. Dois exemplos de cada ritmo/música são suficientes e essa coletânea ainda pode ser usada para a prática orientada das próximas aulas. Sugestão de organização:

2 faixas de forró (universitário e tradicional)
2 faixas de samba (1 de pagode pode servir para discutir a modernização)
2 faixas de axé music (atenção às letras, sempre ouça antes!)
2 faixas de sertanejo (universitário e tradicional)
2 faixas de funk ("das antigas" e outro mais atual)
2 faixas de frevo
1 faixa de carimbó
1 faixa de chula

Chula, típica do Rio Grande do Sul. Fonte: http://bobeoudancou.wordpress.com/2012/05/05

1 faixa de quadrilha junina
1 faixa de catira/cateretê
1 faixa de folia-de-reis
1 faixa de bumba-meu-boi

Não vou discorrer a respeito de cada manifestação, há muita informação disponível na internet, basta procurar! Costumo apresentá-los através de um jogo no qual desenho o mapa do Brasil na lousa e pergunto aos alunos a qual região pertence cada música ouvida, pontuando os grupos pelos acertos geográficos e oferecendo um bônus se acertarem também o nome da manifestação. Em caso de erro, a chance do palpite é do próximo grupo.

Se possível, utilize um projetor ou monitor para mostrar imagens de cada manifestação, visto que algumas não são tão difundidas na mídia e para oferecer mais informações sobre instrumentos musicais presentes, vestuário, participação dos gêneros, dentre outras coisas.
Difícil ouvir alguns ritmos e continuar parado... Fonte: http://timjcoyle.wix.com/art

Se estiver num ambiente bacana, vale deixar que os alunos comecem a dançar como quiserem... Sempre tenho trabalho com isso na audição e poucos participam na prática, ainda estou buscando alternativas. Na próxima aula, um pouco dos movimentos para que eles conheçam e também possam criar sua própria forma de se manifestar através do ritmo.

Obrigado pelas assinaturas no feed, aposto que já estão recebendo tudo no e-mail. Continuem visitando e apoiando o blog! Abraços a todos, boa semana e até a próxima.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Manifestações de ritmo nacionais - Sem sair da marcação! I


Saudações a todos!

Inicio 2013 com uma nova bateria de postagens temáticas a respeito de um tema mais contemporâneo nas aulas de Educação Física Escolar. Possivelmente, você, leitor, deve ter passado longos anos nas aulas de Educação Física sem qualquer tipo de referência a atividades de ritmo. Até o final da década de 1980, o esporte era prioridade na imensa maioria dos programas da disciplina, até surgirem novas ideias, novas formas, novos tempos... Mas isso é assunto recorrente e demanda um tempo considerável para ser discutido, sigamos falando do assunto em pauta.

Trataremos aqui de tudo o que envolve o ritmo em nosso território! Não só ritmos musicais e danças tradicionais, mas também festas e folguedos populares, comemorações folclóricas e manifestações contemporâneas que viram a cabeça da molecada aqui no Brasil.


Conhece todas as que estão representadas na fotografia?
Créditos: http://abambae.blogspot.com.br/

Por englobar essa infinidade de atividades, concordo com a adoção do título "manifestações rítmicas" pelo currículo oficial das escolas estaduais de São Paulo. Só simplifico a questão da palavra "rítmicas" por "de ritmo", para que eles se acostumem com o termo de forma mais natural se comparada à imposição de um vocábulo complicado e distante do cotidiano.

A cara desse estudo considera as influências recebidas pelos povos que chegaram ao Brasil em seu processo histórico, os povos que já moravam aqui, os povos que moram por perto e a atual circulação da informação pelo mundo que continua modificando e criando novas maneiras de se manifestar através do ritmo. Informar para dissipar preconceito é fundamental, mas também cabe ao professor entender que os alunos tem muito a dizer sobre dançar e sobre ritmo, principalmente os contemporâneos.

Antes disso, eu queria ter escrito mais sobre os trabalhos iniciais com ritmo, mas vou deixar para o final do ano, para ficar em paralelo com as aulas dos sextos anos, me cobrem! Por enquanto, ficamos por aqui. Na próxima semana, trago as sugestões de atividade iniciais.

Obrigado por continuarem visitando o blog, espero trazer mais novidades em 2013. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - parte 1

Boas! Para encerrar mais este ano, as tradicionais postagens para relembrar realizações, objetivos alcançados e algumas frustrações no campo profissional. Em 2012, as experiências se mantiveram semelhantes ao ano anterior, SESC e escola. Poderia acrescentar o início de meu trabalho voluntário junto ao 309º Grupo Escoteiro do Ar Anhanguera, mas este ainda deu os passos iniciais, sem grandes relatos.

Em geral, foi um bom ano para mim, mesmo que alguns planos importantes não tenham vingado ou eu não tenha conseguido desenvolver todas as ideias de forma plena. Fiz cursos, me aprimorei, apliquei ideias e pude diversificar as experiências sem abandonar as raízes do jogo (afinal, essa é a principal motivação deste blog, continuar buscando uma metodologia completamente baseada no jogo como conteúdo e ferramenta).

Teria muito mais a contar se deixasse a atividade profissional de lado e pesasse mais minha vida pessoal. Frustrar-se faz parte da vida e regozijar-se dos sucessos é motivante! Encontrar amigos, estar perto de quem a gente gosta... Isso faz falta.

Mas sem lamentações, por ora. Vamos esperar mudanças para o ano que está chegando. Na próxima semana, o início dos relatos deste ano que promete não terminar, segundo as previsões...

Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ausência justificada

Olá a todos!

Sei que fiquei ausente por mais de um mês do blog, nada de novidades, mas tudo tem motivo.

Recorri a este mês para conseguir finalizar o texto de meu trabalho de conclusão de curso (TCC) para o título de Especialista em Educação Física Escolar, cujo tema foi o handebol, exigindo uma boa dedicação. Além disso, também realizei outros dois cursos à distância: Aula Interativa e Informação e Opinião na Contemporaneidade.

Muito legal a experiência de continuar me aprimorando através da internet, mas o compromisso foi grande e achei que não fosse dar conta! Felizmente, tudo terminou bem e hoje enviei a última versão do texto!

Logo postarei a tradicional série de retrospectiva anual de minha atuação profissional. Em 2013, esperemos por novidades.

Abraços a todos e até a próxima!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Projetando novas ideias - recordar é viver!

   
Sei que essa série estava encerrada, mas só estou retornando para fazer algumas reflexões a respeito do que vi na minha escola durante II Semana Cultural - Cidadania e Tecnologia!

Pessoalmente, não confiava que a proposta fosse envolver os alunos, uma vez que conciliava um tema geral, além de uma divisão das turmas entre os estados brasileiros. A confusão de conteúdos a serem organizados e apresentados era uma preocupação que não se confirmou. Obviamente, foi necessário um esforço no sentido de delimitar grupos de trabalho para cada uma das expressões artísticas - dança típica do estado, dança livre, show de talentos, paródia musical e teatro -, com uma prévia das atividades em grupo e escolha voluntária entre as opções de participação.

Sempre há aqueles que não se identificam com nada e preferem ficar alheios ao processo, mas a participação na construção inicial torna todos minimamente hábeis a respeito das temáticas e capazes de auxiliar quando um participante se ausentasse, por exemplo.

Foi gratificante observar o desempenho da sala na qual sou professor representante. A participação foi qualitativa em todos os quesitos, ainda que eu só tivesse duas aulas por semana para os ensaios e conversas. Curiosamente, esta mesma sala abriga problemas de aprendizagem e indisciplina diversos, complicando o ambiente de sala de aula cotidianamente. Nesta semana que se passou, vi uma outra turma.

Nem preciso argumentar mais a favor desses eventos artísticos-culturais. Para o próximo ano, já pensamos em oferecer mais alternativas que incrementem as apresentações, além de gerar expectativas benéficas. Vale a pena apostar as fichas em algo diferente, desde que todos participem com afinco!

 

Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mãos em jogo - propostas no handebol VI

Acumulou entrega de trechos do TCC, atividades de outros cursos e depois o feriado. Só não dá pra deixar a série sem um ponto final adequado!

O exercício de pensar em possibilidades para chegar a um jogo melhor e mais organizado trouxe novas ideias, mas não pode estar distante de referências e estudos relacionados. Também teremos um pouco disso nesses instantes finais, incluindo algumas impressões que compartilho na iniciação esportiva.

Como recurso durante o jogo, sim. Como regra formar "barreira", não!

É comum observar o ensino do handebol nas escolas com uma orientação clara: o time perde a bola e deve voltar para formar uma barreira, uma aproximação do sistema 1-6-0 (um goleiro, seis defensores em linha. Para mais sobre organização tática em esportes coletivos, clique aqui). Discordo desse comportamento de "barreira", afinal a decisão de defender desta ou daquela maneira é própria do jogador e sua formação deve atender a necessidade de desenvolver essa percepção. Durante minha formação e em outros estudos, algo que ficou é a preocupação de ensinar a defender nos primeiros anos de prática esportiva. Para definir as formas e meios de defender, vale lembrar os princípios operacionais do esporte coletivo como norte. Novamente, a série sobre Estudo dos Esportes Coletivos vale a consulta!

Como em qualquer esporte coletivo, a defesa pode ser feita de maneira individual e por zona. Na defesa individual, cada defensor é responsável por acompanhar um atacante. Na defesa por zona, cada defensor é responsável por um setor da quadra defensiva, devendo exercer marcação sobre os atacantes que permaneçam em sua zona de atuação. Marcar individualmente é um exercício de responsabilidade intenso, exige tomadas de decisão constantes em relação ao adversário, mas o desgaste físico é alto. Marcar por zona permite um maior controle do espaço, incute o retorno defensivo, porém precisa de uma base sólida no comportamento defensivo para não termos aquelas "barreiras", inconcebíveis na atual conjuntura esportiva. As opções de defesa por zona são 6:0, 5:1, 3:3, 4:2, opções feitas pela própria equipe, além de organizações que combinam zona e individual.

No ataque, especializar nessa etapa do ensino do handebol não tem validade. Cabe estimular diferentes papéis (sejam eles as posições ponta, armador e pivô) para desenvolver capacidades e tornar o aluno conhecedor de todas as situações ofensivas possíveis. Conforme o aprofundamento e amadurecimento das ideias (permitindo um jogo mais elaborado do ponto de vista tático), lá pelo 13 ou 14 anos, aí podemos apresentar sistemas ofensivos: 3:3, 4:2, 5:1, 6:0 (novamente, a primeira linha sendo a mais próxima da defesa, assim, o sistema ofensivo 3:3 tem 3 jogadores na primeira linha de ataque, armadores,  e outros 3 na segunda linha, sendo dois pontas e um pivô).

Referências

Pedagogia do Handebol - site desenvolvido pelo Prof. Lucas Leonardo com muitos artigos que discutem o aprendizado, ensino e desenvolvimento da modalidade sob a perspectiva de uma formação completa e embasada em estudos acadêmicos e práticos. Vale uma consulta aprofundada e perder algum tempo nas interessantes leituras!

KROGER, Christian; ROTH, Klaus – Escola da Bola - 1. ed. São Paulo: Phorte, 1999

REVERDITTO, Riller Silva, SCAGLIA, Alcides José. Pedagogia do Esporte: Jogos Coletivos de Invasão. São Paulo: Phorte, 2009

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mãos em jogo - propostas no handebol V

Normalmente, o conhecimento sobre o handebol apresentado pelos alunos do Ensino Fundamental é muito superficial. Para quem jamais teve a oportunidade de jogar ou mesmo assistir uma partida, saber que nele usamos as mãos em detrimento dos pés, por exemplo, não é suficiente para que consigamos apreender toda a dinâmica de possibilidades permitida por essa modalidade.

No handebol, a situação de drible é menos usual pelo tamanho e característica da bola. A maior ocorrência dentre os movimentos de jogo recai sobre o passe. No entanto, este é feito de forma objetiva, ofensiva e buscando a melhor oportunidade de finalizar em gol. Para tanto, combinamos os passes com o número de passos permitido quando de posse da bola. 

Tenho a bola, e agora? Melhor continuar me mexendo!

O chamado RITMO TRIFÁSICO difere do basquete na contagem de passos: enquanto o jogador de basquete pode movimentar um dos pés livremente se mantiver o outro no lugar, o jogador de handebol deve estar consciente de que qualquer mobilidade além do permitido será penalizada. Da mesma forma, precisa garantir que seus três passos sejam bem utilizados taticamente. Ainda, é possível o DUPLO RITMO TRIFÁSICO: o jogador recebe a bola, executa os três passos, dribla e realiza mais três deslocamentos de posse da bola.

Não existe uma forma correta ou uma ordem a ser aprendida de executar o ritmo trifásico, assim, estimula-se o jogador para que se desloque com qualidade e objetividade nas suas ações em jogo. A questão: como? Vejamos algumas possibilidades... Ah, sim, isso tudo pensado para um jogo mais organizado também!

Aula 4 - Ritmo Trifásico e Organização Tática

-  Apropriação das regras de deslocamento: proponha o jogo livre, sem qualquer intervenção prévia sobre regras, cobrando apenas o respeito ao espaço da área dos goleiros e a saída da bola nos limites da quadra.

Cabe ao professor a observação de situações nas quais possa colocar os alunos para refletir sobre a organização do jogo e incentivar a proposição de novas regras: alguém está ficando mais com a bola do que os outros?  Vocês acham justo que um jogador possa andar a quadra toda de posse da bola? Permanecer tanto tempo com a bola não é arriscado em algum momento?

-  Alerta ao Ataque: o grupo é dividido em duas equipes iguais, os jogadores numerados de forma a fazerem par com um adversário. O início do jogo se dá com um jogador com a bola no centro da quadra e cada equipe posicionada em meio círculo. Ao lançar a bola ao alto, o jogador dirá um dos números correspondente a um adversário. Este deverá buscar recepcionar a bola, ao mesmo tempo que grita ALERTA!

Enquanto a bola viaja, os adversários deverão se posicionar defensivamente para proteger o cone colocado dentro da área do goleiro. A equipe que ficará com a bola também poderá se mexer, mas todos deverão permanecer no lugar após o grito de ALERTA! A partir do recebimento da bola por parte do jogador correspondente ao número chamado, ele poderá executar três passos e passá-la a um companheiro ou arremessá-la em direção ao cone, se assim entender conveniente. A defesa pode movimentar a parte superior do corpo sem modificar sua posição na quadra, tentando bloquear passes e arremessos.
Variações: maior número de cones; cones em lugares variados da quadra; arremessar em gol; os dois jogadores de mesmo número disputam a posse da bola.

- Bola ao Pivô: duas equipes, sendo que um jogador ficará dentro da área adversária como pivô. Ao possuir a bola, a equipe deve passá-la até o pivô para marcar um ponto.
Variações: pivô não pode se deslocar; pivô se movimentando dentro da área; maior número de pivôs; restrição de passos com a bola na mão; maior número de bolas em jogo; um pivô de cada equipe dentro de cada área.

Encerro a série na próxima semana com algumas referências para maior aprofundamento. E já será outubro, o que trazer para conversar aqui no LUDocência? Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mãos em jogo - propostas no handebol IV

Acho que a missão vai ser difícil, posicionamento é tudo!

Boas! Acompanho sempre os acessos ao blog pelo Feedjit.live e tem muita gente que busca termos como "quadra de handebol", "posicionamento dos jogadores de handebol", dentre outras possibilidades semelhantes. Imagino que sejam estudantes querendo estas informações, talvez incentivados pelos seus professores de Educação Física. Mas em que saber as medidas da quadra ou nomes das posições vão ajudar no desenvolvimento de uma prática melhor?

O movimento deveria estar direcionado para aprender a jogar e reter informações como essas são um pano de fundo para outros momentos, jamais deveriam ser uma justificativa para atribuir nota ou servirem como trabalho para quem estuda a modalidade. Atribuo importância ao conhecimento da origem social e histórica de cada esporte, pois sua compreensão permite ir além na prática, mas cobrar minúcias no ensino do esporte é bobagem!

Hoje vamos aos gols! Jogo cheio de tentos para todos os lados e com tantas possibilidades, já que as mãos executam movimentos diversos, vamos estimular o arremesso e também incentivar o mais ingrato dos jogadores, o goleiro!

Aula 3 - Arremessos em gol e o goleiro

A princípio, os arremessos podem ser executados de três maneiras:

Apoiado

Suspensão

Queda

Mas a criatividade... ahh, deixe sempre o cara livre para inventar!

Bom, mas falando de atividades para trabalhar arremesso, tudo fica na base de jogos. A motivação será outra se comparada a uma atividade de estafeta em que os alunos esperam pela sua vez e arremessam em gol.

- Videogame: para facilitar os ajustes, use meia quadra para cada equipe (duas equipes). O jogo consiste na passagem da bola entre os jogadores, chegando ao próximo posicionado perto da linha de sete metros, o qual deverá acertar o alvo da vez.


A bola sai da ponta esquerda, sendo passada de jogador em jogador até chegar no arremessador, que segue a seguinte sequência:
1. Cone da esquerda
2. Cone do centro
3. Cone da direita
4. Cone no centro do gol
5. Cone ao lado da trave esquerda
6. Cone ao lado da trave direita

Cada tentativa é válida somente se for executada na ordem correta. Caso o arremesso falhe, o arremessador recupera a bola e passa para o jogador localizado na ponta esquerda. Todos executam um rodízio em direção ao passe. Vence quem cumprir todas as etapas.
Variações: Usar duas bolas para acelerar o passe e arremesso; Incluir outros alvos (arcos, caixas, coletes pendurados na trave); incluir obstáculos para driblar antes de passar a bola; cone deitado exigindo um salto por cima do mesmo, executando arremesso em suspensão; colchões para fazer o arremesso em queda; usar outro espaço para incluir maior número de equipes.

Para o sofrido goleiro, vamos incluir um exercício que estimula o uso de pés e mãos na interceptação da bola

- Barreira: cada equipe divide-se em três linhas, sejam elas uma linha de goleiros, uma linha de meio e uma linha de ataque. A linha de defesa se desloca sobre a linha da área, a linha de meio sobre a linha de 3 metros    do voleibol (por exemplo) e a linha de ataque na linha de funda da quadra de voleibol. 
Observação: a ocupação das linhas pode variar de acordo com o tamanho da quadra, para criar outras distâncias, basta desenhar com giz.


O objetivo é marcar gols do lado oposto e impedir a marcação de gols adversários. Para tanto, a interceptação da bola pela defesa poderá valer-se do corpo todo, com restrição de deslocamento entre as linhas de cada barreira. Caso a bola permaneça em uma região neutra, um jogador da defesa tem preferência em recuperar a bola e passá-la, desde que o faça na linha a que pertence. No caso de gols, as barreiras devem trocar de lugar, no sentido defesa --> ataque.
Variações: permitir todo tipo de passe; passes quicando no chão; a bola passa por todos de cada barreira antes de ir ao ataque; as linhas de ataque também podem jogar nas linhas laterais; os arremessos devem ser apoiados; os arremessos devem ser em suspensão etc.

Guardei a questão do ritmo trifásico para a última postagem de atividades. Vamos construir essa regra importante junto com os alunos para evitar aquela situação de vê-los contando UM, DOIS, TRÊS durante o jogo... Também vamos falar um pouco da tática no jogo e como ensinar.

Abraços a todos e bom final de semana, até a próxima!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mãos em jogo - propostas no handebol III

O estudo de uma modalidade coletiva não tem muito segredo quando entendido a partir das relações dos elementos presentes: o jogador, a bola (implemento), companheiros de equipe, jogadores adversários e o espaço de jogo (incluindo os alvos). A complexidade aumentando conforme o desenvolvimento do tema!


Foi assim quando tratamos de basquete, vôlei e futsal, não será diferente no handebol! Mas vamos trazer algumas novidades para agitar e motivar ;) A única ressalva que faço é com relação à aplicação das regras específicas da modalidade oficial. Muitas vezes é nesse preciosismo esportivo que uma modalidade não cai no gosto das pessoas, o envolvimento inicial morre na cobrança exagerada de aprender que só são permitidos três passos ou não se pode nem pisar a linha da área!

Aula 2 - Passe e Drible

Embora as situações não fiquem assim tão separadas, vamos explorar possibilidades em passar e driblar no handebol.

- Donos da rua: 

Organização - dividir um espaço com uma linha central. O grupo é dividido entre pegadores, postados na linha central do campo de jogo, e atravessadores, localizados nas extremidades do campo, sem uma proporção fixa: mesmo número, superioridade, inferioridade, um contra todos... 
Desenvolvimento - A metade de cada lado deve tentar passar pelos pegadores com a bola dominada (segura nas mãos ou em drible). Permitir a criação das estratégias que forem consideradas mais adequadas para tentar superar os pegadores do centro e chegar ao lado oposto, o ao que deverá ser devolvida a bola com um passe.
Variações - O jogador que tenta atravessar é interceptado (tocado) e deve retornar ao local inicial; O jogador tocado troca de papel com o pegador; A bola pode ser passada, sendo que somente o jogador em posse da mesma poderá tentar atravessar e/ou ser pego; A travessia só pode ser realizada por meio do drible; O passe que devolve a bola deve ser feito no alto; O passe que devolve a bola deve ser feito com um quique no chão; O pegador que conseguir interceptar a bola troca de papel com o último a tocá-la; aumentar o número de atravessadores; aumentar o número de pegadores, dentre outras possibilidades.

- Bola no pivô

Organização - em espaço delimitado, determinar duas áreas restritas onde somente um jogador poderá permanecer. Duas equipes serão divididas e iniciam o jogo do lado oposto ao seu representante isolado na área (pivô).
Desenvolvimento - A equipe com a posse da bola busca trocar passes para que o pivô a receba, marcando um ponto. Os jogadores podem se movimentar por todo o espaço da quadra, com exceção às áreas restritas. A determinação de proibições no jogo pode ser feita no desenrolar da atividade, de acordo com situações que exijam uma reflexão por parte dos jogadores.
Variações - Os jogadores não podem se deslocar com a posse da bola; os jogadores podem se deslocar por meio do drible; só será permitido deslocar-se por meio do drible e segurar a bola uma vez; exigir determinado tipo de passe; permitir todo tipo de passe; o jogador com a posse da bola pode executar um número de passos; o pivô permanece sobre um local elevado como banco, cadeira, medicine ball (maior precisão); aumentar o número de pivôs, dentre outras possibilidades.

Equipes dispostas, Vermelho com a posse da bola objetiva trocar passes para que a bola chegue ao seu pivô, localizado dentro da área, Azul tentando recuperar a bola e impedir que chegue ao pivô adversário

O importante é que a definição dos movimentos citados na aula anterior apareça. A determinação do que pode ou não pode através dos fundamentos básicos de jogo será coletiva e situacional, conforme aparecerem nos jogos. Por meio de variações, uma das atividades poderia ser explorada por uma aula inteira sem que se extinguissem as possibilidades. Neste momento, vamos reservar o foco e deixar alguma lenha para queimar nas próximas postagens!

Volto na semana que vem com a continuação da série. Bom feriado a todos, abraços e até a próxima!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mãos em jogo - propostas no handebol II

Agora, do começo. Relembrando, me espanta que uma modalidade tão empolgante fique restrita ao espaço escolar como prática esportiva. Ao handebol, precisamos ceder mais espaço e maiores possibilidades de apropriação por parte dos alunos. Nesse caso, vale mais permitir que eles entendam e encontrem a forma de jogar do que simplesmente transmitir um conjunto de "jeitos de fazer" tidos como eficazes. A noção de eficácia de cada um é que o permite envolver-se ou não pela atividade!

Primeiro, uma daquelas vivências orientadas de que gosto, seguindo a diagnóstico de impressões a respeito e um quadro informativo.

Aula 1 - Conhecendo o handebol

O lance é experimentar. Que bolas você tem disponíveis? Legal que sejam pequenas, possam ser empunhadas (seguras apenas por uma mão) e quiquem, mas nem tanto. Se estiver difícil, adapte bolas de meia, quebram o galho!

Atividade: Proponha trocas de passes e arremessos em direção ao alvo - será que eles sabem que no handebol se faz gols? Não se surpreenda se alguns tentarem cestas na tabela de basquete!

Agora, uma conversa: Quem já jogou handebol? Pode explicar como é? Parece com algum esporte que vocês conhecem? Quais as semelhanças e diferenças? Quantos jogadores? Já viu esse esporte na televisão?

Com alguns esclarecimentos básicos, vamos fazer a construção daquele quadro informativo que uso para as modalidades coletivas. Como sugestão, e se for possível, trabalhe com os alunos a pesquisa a respeito dessas informações. No meu caso, eles apresentam dificuldades absurdas na seleção e interpretação de dados contidos em textos.

Atividade: Em texto previamente selecionado/elaborado ou por meio de pesquisa na internet, os alunos deverão encontrar as informações que completam o quadro a seguir:


HANDEBOL
Significado do nome oficial =
Origem =
Objetivo =
Movimentos fundamentais = 
Regras básicas = 
Quadra de jogo =

Minha vez, minha vez, posso responder a primeira na lousa?!
Significado do nome oficial = "hand" significa MÃO e "ball" significa BOLA.

Origem = na Alemanha, pelo professor Karl Schelenz, em 1919 (Wikipedia)
Objetivo =Arremessar a bola com as mãos fazendo com que ultrapasse a linha de fundo no espaço delimitado pelas metas.
Movimentos fundamentais = Passe, Arremesso, Empunhadura, Ritmo trifásico, Finta, Drible

Regras básicas = Duas equipes de 7 jogadores, sendo um deles o goleiro. Deve-se usar as mãos para tentar marcar gols. Somente o goleiro pode permanecer dentro de sua área e ele pode defender com qualquer parte do corpo.
Quadra de jogo =

Para começar, até que está razoável. O final dessa primeira dinâmica de aula pode conter um vídeo com algumas belas jogadas de handebol ou mesmo trechos de partidas, tudo muito fácil de achar no Youtube!

Abraços e até a próxima!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mãos em jogo - propostas no Handebol I

Demorou, mas eu consegui motivos para abordar um novo tema aqui no LUDocência. Parece uma obviedade, afinal o handebol deve ter feito parte da vida escolar da maioria dos estudantes de graduação (cada vez menos!) e professores de Educação Física, não faz tanto tempo, era o esporte mais praticado nas escolas. Não sei como está essa estatística hoje, mas eu particularmente joguei muito handebol!

Na escola, fui ponta direita e esquerda por algum tempo, mas acabei ficando como goleiro mesmo. Diria que ao goleiro cabe um papel meio ingrato (sofre muitos gols sem poder evitar!), o qual é também um dos maiores atrativos dessa modalidade. O uso das mãos apresenta infinitas possibilidades de manipulação da bola e admite jogadas plasticamente espetaculares!


Infelizmente, atualmente não não percebo a devida valorização desse esporte empolgante, tanto na mídia quanto na prática. Inclusive desenvolverei meu TCC da especialização nessa temática. Então aqui teremos uma prévia das atividades que trabalho em aula, pensadas para ampliar as possibilidades de movimento e tornar o handebol uma opção comum, mais próxima do futebol, basquete e voleibol na preferência da criançada.


Conto com a participação de vocês aqui. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aprimorando habilidades e competências

Boas! A ausência de postagens (espero que sentida) nestas últimas semanas tem vários motivos: a readaptação ao ritmo de trabalho, uma certa crise de criatividade e, principalmente, aos cursos que venho realizando.

Existem alternativas para o professor continuar estudando, exercer a prática docente requer uma contínua reciclagem daquilo que ensinamos. A combinação dessas duas situações orienta minha atuação ao longo dos anos (não são tantos, mas vividos plenamente!) e hoje recai sobre essa intenção a jornada de dupla de trabalho.


Primeiro, me inscrevi para cursar a especialização à distância oferecida pela UNICAMP, em convênio com a Secretaria de Educação. Chegando à reta final, com a definição do tema do TCC e cursando ainda outras duas disciplinas, o tempo vem se tornando escasso e precisei reformular o currículo na escola para atender ao tema escolhido.


Lá pelos idos de maio, surgiu um novo curso sobre Aula Interativa, recurso disponível nas escolas de minha Diretoria de Ensino (lousa digital e netbooks). Também à distância, mas ainda assim com demanda de participação nos fóruns, questões e atividades de elaboração.


Ainda cogitei cursar alguma disciplina na EEFE-USP, mas abandonei o projeto porque não teria tempo disponível. Quem sabe voltar à universidade no ano que vem, por enquanto preciso terminar com esses cursos para ter mais ferramentas a oferecer aos alunos e evoluir profissionalmente. Infelizmente, ao professor é oferecido pouco tempo em sua jornada de trabalho na participação em cursos, raramente realizados em horário de trabalho, pouco divulgados e desvalorizados quando o docente percebe sua remuneração.


Acredito que teríamos melhores escolas e melhores alunos se os melhores cursos fossem realizados da melhor forma. Somando-se uma melhor gestão a uma maior valorização profissional, os bons professores deixariam de fugir do trabalho na escola pública. Por enquanto, vou fazendo o que posso!

Abraços a todos e até a próxima!

sábado, 28 de julho de 2012

Projetando novas ideias III

Torneios, campeonatos, interclasses... Com o nome que entender ser mais apropriado, a competição esportiva tem espaço garantido no cotidiano escolar e segue como predileção de grande parte dos alunos, tanto pelo caráter diferenciado da atividade como pelo esporte propriamente dito.

Primeiro, defina os objetivos a serem atingidos com a competição, inclusive se será mesmo competitivo o formato. Existem opções que podem trabalhar com jogos mais recreativos, mesclando alunos de diferentes salas, modalidades mistas e até mesmo práticas alternativas, cujo enquadramento seja diverso do esporte, como jogos com bola e de tabuleiro. Se todas as turmas participarão em igualdade de condições, se as disputas acontecerão dentro da mesma faixa etária, com equipes masculinas e femininas, uma equipe representando cada turma ou a permissão para formar mais equipes. Também existe a opção pelos festivais, em que não há classificação e normalmente os participantes são incluídos em equipes mistas, com muitos jogos e premiação geral para todos.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Projetando novas ideias II


Algumas considerações sobre os festivais ou shows de talentos. Em minha formação escolar, não tive oportunidade de participar de nada parecido. Já na faculdade, como exigência avaliativa de algumas disciplinas da área ginástica, integrei grupos para apresentar juntamente com colegas. Nestes momentos, o contato com o formato e o processo de composição permitiram o despertar de intenções e ideias para uma futura aplicação no trabalho escolar.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Projetando novas ideias I

Prometi essa nova série até o fim das minhas férias e aqui ela começa. Escolhi escrever sobre projetos possíveis de serem aplicados na escola, mesmo sendo tradicionais. A oportunidade que oferecem à comunidade escolar permite mobilizar conhecimento, habilidade, criatividade e trabalho em equipe. Não sou daqueles que acreditam que a educação prepara a criança para o mundo e estas características são necessárias para viver em nossa sociedade, valorizo sim a experiência de colocar em evidência aquilo que cada um consegue fazer e como consegue ser mais unido a um grupo.

Desde que iniciei o trabalho como docente, me baseei em experiências próprias para construir os eventos de que falarei na sequência, obviamente, refletidos em uma formação profissional e pessoal atingidas através da Educação Física. A perspectiva cultural garante terreno em relação às tarefas motoras, situação comum nas opções didáticas que estabeleço.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...