quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O que dizer de conduta social?

Parece um daqueles assuntos ouvidos em folhetins policiais de fim de tarde, que friamente analisam todo sujeito que comete um crime, sem observar os motivos, válidos ou não, de um desfecho por vezes trágico ou violento.

Mas observar a conduta de um indivíduo em sociedade diz muito sobre os tempos em que vivemos. Dia após dia, percebo aumento de conflitos em ambientes nos quais isto é extremamente prejudicial. Nem preciso falar que a primeira lembrança é a escola.

Não sou fã fervoroso de certas rusgas militaristas que ainda insistem em se fazerem vivas na escola até hoje. No entanto, as filas são a maneira mais rudimentar de organizar e classificar um grande grupo de pessoas. Assim são feitos os retornos do invervalo em minha escola. E diria que é um processo fácil, já que manter-se alinhado em relação a alguém é tarefa que eu julgo simples! Mas não dá pra ver isso... Empurrões, perseguições, escaladas na grade, agarrões, pontapés, socos e outros tipos de ações semelhantes que não vale a pena citar. Fico assustado ao assistir esse espetáculo todos os dias.

Da mídia, tornaram-se públicos casos de assassinato frio e cruel contra mulheres, motivados por ciúme ou "mordaça", vindos de uma pessoa pública, atleta e campeão e um ex-policial. Ex-policial!?

E, nos dois últimos finais de semana, dois pilotos brasileiros de Fórmula 1 envolveram-se em casos de prova pública da convivência esquisita de que falo: Massa abdicou de sua posição ética para abaixar a cabeça ao seu contratante e deixar seu companheiro ultrapassá-lo; Rubinho Barrichello, tantas vezes também subordinado ao mesmo tipo de situação, mas muito mais queixoso de fazer jogo de posições, realizou bela manobra pra cima do Schumacher, o mesmo beneficiado das inúmeras trocas de posições, e este último simplesmente tentou jogar o carro de Rubinho no muro!

O que eu vejo não é normal. Fico cada dia mais decepcionado com o ser humano e sua tolerância exagerada com comportamentos danosos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Falemos de ginástica

O retorno do recesso acontece em sala de aula nessa sexta-feira, porque na quinta não trabalho.

Volto ao ambiente escolar para continuar o trabalho junto às quintas séries e sextas séries A, B, C e D do La Fortezza (parênteses: por que usamos artigos masculinos para nos referirmos ÀS ESCOLAS? Mais uma da cultura escolar...). O terceiro bimestre tem uma característica bem interessante nesses primeiros anos do fundamental II: o estudo da ginástica em suas diferentes manifestações.

Alguns alunos acham bobeira, alguns acham chatice e uma minoria sente interesse. Espero causar algumas mudanças nesse comportamento, porque eu já fui assim também. Fui assim até estudar e compreender que a ginástica nada mais é do que uma forma de expressar pelo movimento aquilo que sentimos, queremos e podemos. Não há limites na ginástica: tudo é possível no espaço, no tempo, no ritmo, nos aparelhos, nos exercícios, no tema.

Tudo vira uma grande brincadeira. Aliás, queria que a aula sempre fosse encarada como uma brincadeira "séria", como todo jogo deve ser. Mas já começa errado quando eles não me levam a sério... Sigo aberto ao que vem por aí! Tomei minha injeção de motivação semestral com essa semaninhas de pausa.

As intenções dos trabalhos:
5ª série - aplicar os conceitos da Ginástica Artística relacionados às brincadeiras e construindo uma revista informativa com registros das aulas e pesquisas sobre a modalidade.

6ª série - rever os conceitos da Ginástica Artística, conhecer a estruturação e aparelhos da Ginástica Rítmica (bem como possíveis adaptação de material) e vivenciar diferentes possibilidades na Ginástica Geral. Valendo-se de todas as vivências realizadas, construir uma apresentação de GG em grupos.

Será que vai dar certo? Aceito sugestões e comentários, aliás, são sempre muito bem vindos. Abraços a todos!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Projeto Copa do Mundo La Fortezza 2010

Algumas imagens das atividades realizadas. Com a aplicação desta série de ações idealizada ainda no mês de maio, procuramos construir um grande quadro informativo a respeito da reunião do mundo da bola durante a Copa do Mundo, suas semelhanças e diferenças evidenciadas na presença dos países que cada sala representou.

A 5ªE na pesquisa e preparação dos seus trabalhos

Alguns trabalhos expostos
Decoração da 5ªD, representando a França

A 6ªD representando a Espanha com bandeira e mascote

5ªF na pose de time entrosado!

Primeiro jogo da Mini Copa do Mundo de Futsal Misto: Alemanha x México

domingo, 11 de julho de 2010

Pausa

Tá cheio de gente por aí que fala que professor é folgado e tem férias duas vezes por ano. Já dizia o velho "deitado": todo mundo vê as pingas que eu bebo, mas ninguém lembra dos tombos que eu levo. Só reforçando, não sou adepto de bebidas alcoólicas, mas me permiti uma licença porque o dito popular cai bem.

Esse recesso de meio de ano não chega a ser como as férias, pois dura quase sempre duas semanas, no máximo. E é recortado pelas reuniões de planejamento e convocações escolares, ou seja, quando os alunos voltam, já estamos por lá há quase uma semana.

Opa, alguém disse alguma coisa: MAS AINDA ASSIM É UMA FOLGA PROLONGADA DO TRABALHO!!

Certo, certo... E quando é que acham que eu planejo minhas atividades? Só é folga completa para o professor que trabalha de qualquer jeito, perco muito tempo desse recesso em pesquisas e elaboração de sequências didáticas mais próximas dos meus alunos. Afinal, depois de dois bimestres, agora sim é possível construir aulas que falem diretamente ao que se passa na cabeça deles.

A experiência do projeto serviu para mostrar o quanto ainda preciso evoluir na minha capacidade de organização e avaliação de resultados. Aliás, em breve, postarei algumas fotos das atividades de semana passada. Entro no recesso em dois dias, mas continuo trabalhando no CRASS. Hum, cadê o cara que falou da folga prolongada? Diria que é um breve refresco e nada mais. Em agosto, volta a pauleira. Abraços a todos!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Avaliando desse jeito

Semana para fechar notas e diários de classe. É o momento mais sacal da profissão professor, sem a menor dúvida. Fico pensando: por que não implementam um sistema informatizado de presenças dos alunos? Por que não permitem que apenas entreguemos planilhas eletrônicas com os conceitos de cada turma? Paciência, a escola é um ambiente preso a certas antiguidades...

Já é o terceiro ano passando por esses processos e tenho buscado melhorar sempre o método avaliativo que desenvolvi. Considero a disciplina Educação Física um espaço privilegiado em que oportunizamos aos alunos possibilidades de serem eles mesmos em diversas dimensões da vida. A avaliação do aluno não poderia deixar de lado este caráter diferenciado.

Como o sistema permite conceitos de 0 a 10, distribuí os 10 pontos entre quatro critérios: PARTICIPAÇÃO, ATIVIDADES, OBJETIVOS GERAIS e OBJETIVOS ESPECÍFICOS.

Participação (4 pontos): O interesse e envolvimento do aluno durante a atividade, considerando o caráter motor da maioria das aulas e a relação positiva do aluno com a necessidade humana de se movimentar.

Atividades (2 pontos): O estudo que busca transcender a discussão dos temas realizada durante a aula e traz dados da realidade vivida pelo aluno relacionados às experiências vivenciadas em aula. Constitui-se da realização de entrevistas, pesquisas de campo, composições de trabalho e outras atividades.

Objetivos Gerais (2 pontos): Marcador da conduta humana do aluno durante as aulas, considera sua relação com o colega, com o material utilizado, com a atividade, com a aula, com o professor e com todas as varáveis que envolvem o processo de estudo do movimento proposto em cada dia.

Objetivos Específicos (2 pontos): Este último critério tem como finalidade atender a uma necessidade objetiva de alcançar determinado nível de conhecimento e experiência nos assuntos tratados em aula. A pontuação corresponde à (evolução da) compreensão dos temas bimestrais pelo aluno, avaliada por diferentes métodos ao longo do tempo.

Ainda não cheguei a algo final, pois existem falhas e momentos em que acabo deixando a correria prejudicar a relação do ser humano com o movimento visto e realizado. Mesmo assim, esse método tem sido justo com a maioria das turmas e alunos e espero continuar melhorando-o com o passar dos anos. Neste primeiro semestre, optei por não aplicar as questões discursivas sobre os conteúdos e verifiquei que ficou meio vaga a orientação do último critério, baseado apenas as provas diagnósticas aplicadas nos bimestres (sujeitas a erros de gabarito, erros de digitação, ausência do aluno etc.). Vou voltar a utilizá-las e comparar os resultados.

Aberto a sugestões. Grande abraço a todos!
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