sexta-feira, 1 de julho de 2011
Enquete
Abraços a todos e obrigado pelas visitas! Entrou, vote, peça o pedaço de LUDocência que você está procurando!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades III
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades II
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades I
sábado, 7 de maio de 2011
Lutas - a pedagogia da superação III
Aula 4 - O código de honra dos samurais
Os samurais, guerreiros japoneses da antiguidade, possuíam normas rígidas de comportamento e postura relacionadas não só ao aprendizado das artes da guerra, mas também ao modo de vida geral. Muito dessa tradição foi apropriado pelas lutas criadas depois de alguns séculos. Este código dos samurais se chamava BUSHIDÔ (bushi=guerreiro, do=caminho). A seguir, uma sugestão de texto para realizar atividades em sala:
Literalmente traduzido, Bushido significa "Caminho do Guerreiro", sendo "bushi" igual a guerreiro e "do" igual a caminho. Neste sentido, o ideograma para caminho, em japonês, é equivalente à forma chinesa “Tao”, e exprime o conceito filosófico de absoluto. Este conceito traz a idéia de origem, princípio e essência de todas coisas.É composto de sete virtudes nas quais se apóiam todas as ações do guerreiro ao longo de sua vida, entendida como caminho.
Cada pessoa trilha seu próprio caminho, já que existem vários caminhos como o caminho da cura pelo médico, o caminho da literatura pelo poeta ou escritor, e muitas outras artes e habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação. Por isso pode-se chamar de guerreiro, aquele que segue seu caminho específico.
"O caminho do guerreiro é o caminho da pena e da espada", esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava que dominassem tanto a arte da guerra quanto a leitura, apreciando ambas as artes. O bushi deve aprender o caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos, apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares, deverá estar sempre praticando algo, seja a leitura ou a escrita, armazenando em sua mente a história antiga e o conhecimento geral, comportando-se bem a todo momento para ter uma postura digna de um samurai, tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o bushido.
A etiqueta deve ser seguida, todos os dias da vida cotidiana, assim como na guerra pelos samurais. Sinceridade e honestidade são as virtudes que avaliam suas vidas. Transcender um pacto de fidelidade completa e confiança esta ligado à dignidade. Os samurais também precisavam ter autocontrole, desapego e austeridade para manter sua honra, em função disso, podemos dizer que o samurai é o guerreiro completo e seu código de honra - o bushido - tem forte influência no estilo de vida do povo japonês e oferece uma explicação do caráter e da indomável força interior desse povo.
Para o bushido, o caminho do guerreiro exige que a conduta de um homem seja correta em todos os sentidos, dessa forma, a preguiça é um mal que deve ser abominado. Mas existe problemas quando a pessoa se apóia no futuro, pois torna-se preguiçosa e indolente, já que deixam pra amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje. Pessoas que agem dessa maneira, não seguem o verdadeiro preceito do bushido, que de um modo geral, é a aceitação resoluta da morte de maneira honrada.
Se o guerreiro tem plena consciência da morte, evitará conflitos, estará livre de doenças, além de ter uma personalidade com muitas qualidades e diferenciada às dos demais seres humanos. O guerreiro vive o presente sem se preocupar com o amanhã, de modo que quando contempla o rosto das pessoas, sente como se nunca mais fosse vê-los novamente, e portanto, seu dever e consideração as pessoas, serão profundamente sinceros. O verdadeiro guerreiro é aquele que aceita a morte, dessa maneira, ele não irá se meter em discussões desnecessárias que venham a provocar um conflito maior, já que assim ele pode acabar sendo morto e isso talvez resultaria na sua desonra ou afligiria a reputação e nome de sua família. Se a idéia de morte é mantida, será cuidadoso e suscetível de ser discreto e não dirá coisas que ofendam às outras pessoas. Também não cometerão excessos doentios com a comida, bebida e sexo, usando moderação e privação em tudo, permanecendo livre de doenças e mantendo uma vida saudável.
Resumindo, bushi é aquele que segue o caminho do guerreiro. Miyamoto Musashi disse uma vez: - Os homens devem moldar seu caminho. A partir do momento em que você ver o caminho em tudo o que fizer, você se tornará o caminho.
Adaptado de Bushido Online - http://www.bushido-online.com.br
Filmes - São um apoio interessante para ilustrar as discussões realizadas e as atividades práticas.
- Karate Kid: vale a versão filmada recentemente com Jaden Smith e Jackie Chan, mas como a maioria deve ter assistido, busque o original e a relação interessante entre mestre e discípulo (sr. Myagi e Daniel).
- O Último Samurai: um filme muito bem feito e tocante com Tom Cruise e Ken Watanabe. Um soldado americano vai ao Japão treinar as tropas militares, mas acaba capturado pela resistência formada pelos samurais ainda existentes e contrários à abertura internacional do país. Durante seu período de reclusão na vila dos samurais, o capitão Algren aprende um pouco do modo de vida e das artes de guerra cultivadas, identificando-se e até mesmo lutando ao lado de quem antes enfrentara. Conceitos como honra e lealdade, princípios do bushidô, estão muito bem representados em várias passagens.
Assim termina nossa série sobre um conteúdo tão deixado de lado. As atividades aqui propostas são apenas um norte para quem está em busca de alternativas para discutir o tema nas aulas, modifiquem as ideias conforme entenderem funcionar melhor. Aposto que conseguirão ótimos resultados! Não esqueçam de voltar aqui e contar como foi! Abraços a todos e até a próxima!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Lutas - a pedagogia da superação II
Após um momento de prática que tinha como objetivo facilitar a assimilação de uma pedagogia baseada em jogos de oposição, podemos trazer mais informações para a discussão. Fazer alguns questionamentos sobre aquilo que já sabem é bem rico, pois eles percebem que apropriaram conhecimento e podem saber mais a respeito. Pergunte como podemos saber que uma pessoa pratica alguma luta só olhando para ela, pergunte também como é o lugar onde acontecem os treinos ou aulas de lutas e o que eles fazem nestes lugares. Daí já fica fácil tirar três possíveis assuntos: Vestimentas, Local e Organização Prática.
O referencial teórico fica para a última parte, com sugestões de textos, livros e filmes relacionados. Abraços a todos, até a próxima, não esqueçam de discutir comigo nos comentários, as participações são sempre bemvindas!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Lutas - a pedagogia da superação I
- Como assim?? Achei que Educação Física fosse só jogar na quadra e dar a maior nota para quem tem mais habilidade...
Espero sinceramente que você não concorde com o senso comum que me questionou aí em cima... Se assim for, ficará mais fácil de entender essa série de propostas relacionadas às Lutas.
Conforme escrevi aqui no outro post, gosto do tema e aprecio sua presença na escola. Vejo possibilidades de proporcionar aos alunos uma compreensão diferente, uma aproximação entre o mundo da prática de atividade física e uma base filosófica cujos objetivos vão de encontro à demanda atual: humanizar as relações e tornar cada um consciente dos seus limites.
Chega de blá, blá, blá!
Aula 1 - Conhecimentos iniciais
Para começar os trabalhos, é interessante desenvolver algo que facilite as discussões, levantando informações que eles já tenham, suas impressões a respeito, se já assisitiram algo relacionado na televisão... Tudo vale para começar a conversa. Não esqueça de construir a diferença entre luta e briga, enfatizando o caráter organizado da segunda em detrimento da resolução desordenada de problemas e violência da primeira.
Exemplos de atividades: dividir os alunos em equipes e realizar um pequeno jogo de forca com nomes de modalidades de lutas e outros termos relacionados; elaborar um roteiro de questões sobre o assunto, perguntando quais lutas conhecem, se já praticaram alguma, de que lugar do mundo tem origem as lutas que conhecem, se lutas sempre são ligadas à violência etc.
Aula 2 - A divisão por padrões de movimento
Se conseguirmos olhar a maioria das modalidades de luta, veremos que é possível agrupá-las de acordo com o que é determinante na prática. Assim, lutas como karatê, tae kwon do, capoeira, kung fu e boxe preconizam o CONTATO. Algumas também englobam ações que visam levar o adversário ao chão por meio do DESEQUILÍBRIO, quase todas as que também apresentam a IMOBILIZAÇÃO como característica marcante: judô, luta olímpica, jiu jitsu e aikidô. Ainda podemos acrescentar as lutas em que ocorre a EXPULSÃO DO TERRITÓRIO, situação predominante no sumô, por exemplo. Vale também citar aquelas em que são usados implementos como espadas e bastões, classificamos estas entre as lutas COM INSTRUMENTOS, das quais são exemplos a esgrima e o kendô.
http://www.corporesanoacademia.com.br/lutas-na-educacao-fisica-escolar/
sábado, 16 de abril de 2011
Lutas na escola
sábado, 26 de março de 2011
Atletismo - a pedagogia em cada prova III
quinta-feira, 24 de março de 2011
Atletismo - a pedagogia em cada prova II
Utilize agora três marcações antes da linha de salto, sendo que os alunos deverão saltar três vezes antes de atingir a maior distância possível; Definir os três saltos: direita, direita, esquerda ou esquerda, esquerda e direita para conscientização da dificuldade de execução em equilíbrio do salto triplo. sexta-feira, 18 de março de 2011
Atletismo - a pedagogia em cada prova I
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Falemos de ginástica
Volto ao ambiente escolar para continuar o trabalho junto às quintas séries e sextas séries A, B, C e D do La Fortezza (parênteses: por que usamos artigos masculinos para nos referirmos ÀS ESCOLAS? Mais uma da cultura escolar...). O terceiro bimestre tem uma característica bem interessante nesses primeiros anos do fundamental II: o estudo da ginástica em suas diferentes manifestações.
Alguns alunos acham bobeira, alguns acham chatice e uma minoria sente interesse. Espero causar algumas mudanças nesse comportamento, porque eu já fui assim também. Fui assim até estudar e compreender que a ginástica nada mais é do que uma forma de expressar pelo movimento aquilo que sentimos, queremos e podemos. Não há limites na ginástica: tudo é possível no espaço, no tempo, no ritmo, nos aparelhos, nos exercícios, no tema.
Tudo vira uma grande brincadeira. Aliás, queria que a aula sempre fosse encarada como uma brincadeira "séria", como todo jogo deve ser. Mas já começa errado quando eles não me levam a sério... Sigo aberto ao que vem por aí! Tomei minha injeção de motivação semestral com essa semaninhas de pausa.
As intenções dos trabalhos:
5ª série - aplicar os conceitos da Ginástica Artística relacionados às brincadeiras e construindo uma revista informativa com registros das aulas e pesquisas sobre a modalidade.
6ª série - rever os conceitos da Ginástica Artística, conhecer a estruturação e aparelhos da Ginástica Rítmica (bem como possíveis adaptação de material) e vivenciar diferentes possibilidades na Ginástica Geral. Valendo-se de todas as vivências realizadas, construir uma apresentação de GG em grupos.
Será que vai dar certo? Aceito sugestões e comentários, aliás, são sempre muito bem vindos. Abraços a todos!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Prezando ambientes
A região nordeste realmente é quase outro país... Se percebe na fala, na maneira de pensar, de vestir, em tudo. E lá, como sempre acontece ao chegar em lugares desconhecidos, você é o estranho pois não fala, pensa e age como o restante. Paulista desde sempre (sem renegar a herança mineira muito apreciada!), a gente realmente estranha certos fatos e se surpreende com a maioria.
Enfim, terei o que lembrar por muito tempo.
Mas a realidade está aí. Me culpei ao retornar quando percebi que outubro já está terminando e quase não comecei o 4° bimestre em seus novos temas. Para variar, o que vejo da proposta curricular não me satisfez, inclusive nem chegaram os benditos dos cadernos desses últimos dois meses de aula. Erro ao pisar fora da linha e engrenar a segunda?
Erraria se não estivesse indo de encontro às ideias e intenções que construo junto com meus alunos. Já fizemos as opções que estavam em aberto, já identifiquei o que existe de lacunas para ligar informações e conhecimentos e retomarei o trabalho para garantir que, ao final do ano, eu tenha a satisfação de encontrar alunos que experimentaram a sensação de saber pensar e fazer diferente do que sempre fizeram.
Ahh, mas e a indiferença deles nesse processo? Que eu não desanime perante negativas nem me deixe abalar por alguns desmerecedores de ensino. Vou realizar pelos meus ALUNOS e não me desmotivarei pelos que preferem não o ser. Abraços a todos!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Reflexões ansiosas
Essa reorganização do meu acervo pessoal foi quase um báu de memórias aberto. Encontrei textos de disciplinas que eu já nem me lembrava que havia cursado, alguns deles muito bons, inclusive. Outros eu não pensei duas vezes em amontoar na pilha de inutilidades. Até lembrei de algumas aulas, após ver anotações e comentários para reler alguns trechos. Ah sim, também vi rabiscos de impaciência desenhados nas margens dos textos, símbolos daquilo que eu pensava não ter qualquer importância naquele momento.
E mesmo algumas das coisas que eu pensava serem inúteis, hoje entendo como fundamentais. As aulas de Saúde Coletiva, uma completa desorganização de professores convidados que nos apresentou a alguns conceitos básicos, textos de História da Educação Física, os primórdios dos modelos de ginástica importados da Europa, referências que me indicaram até as fontes para alguns trechos do meu TCC... Nutrição, os conceitos de obesidade e desnutrição, informações importantes que a grande maioria dos planejamentos em Educação Física desconsideram totalmente.
É pensando nessa infinidade de assuntos que venho tentando compôr um modelo de planejamento que dê conta da enormidade de temas relacionados ao corpo, ser humano e saúde. Não seria presunçoso em afirmar que pertencem à disciplina Educação Física, mas penso que dentro da escola, no atual panorama da educação, não há espaço mais adequado para tratar destes assuntos. Pensando nessa mudança de conceitos é que venho construindo minha metodologia.
Crítico-superadora, crítico-emancipatória, desenvolvimentista, concepções abertas... Tentei ver o que conseguia de melhor dos ótimos trabalhos de cada um dos autores que elaboraram estas concepções. Uma Educação Física que proporcione ao aluno emancipar-se, tornar-se capaz de entender e promover transformações sociais, facilite o desenvolvimento e aprimoramento em alguns aspectos físicos, ofereça ao aluno oportunidades sugerir conteúdos que ele domine ou tenha interesse, mas que, principalmente, contribua para transformar o indivíduo dela participante em alguém diferente do que era antes.
Ainda não sei dizer o que encontrarei quando realmente começar, mas as boas idéias e a vontade de fazer tudo são imensas, mesmo conhecendo a realidade do magistério na rede pública através de minha mãe, professora de Biologia e Ciências há quase 25 anos, próxima da aposentadoria.
Até a próxima.




