sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aprimorando habilidades e competências

Boas! A ausência de postagens (espero que sentida) nestas últimas semanas tem vários motivos: a readaptação ao ritmo de trabalho, uma certa crise de criatividade e, principalmente, aos cursos que venho realizando.

Existem alternativas para o professor continuar estudando, exercer a prática docente requer uma contínua reciclagem daquilo que ensinamos. A combinação dessas duas situações orienta minha atuação ao longo dos anos (não são tantos, mas vividos plenamente!) e hoje recai sobre essa intenção a jornada de dupla de trabalho.


Primeiro, me inscrevi para cursar a especialização à distância oferecida pela UNICAMP, em convênio com a Secretaria de Educação. Chegando à reta final, com a definição do tema do TCC e cursando ainda outras duas disciplinas, o tempo vem se tornando escasso e precisei reformular o currículo na escola para atender ao tema escolhido.


Lá pelos idos de maio, surgiu um novo curso sobre Aula Interativa, recurso disponível nas escolas de minha Diretoria de Ensino (lousa digital e netbooks). Também à distância, mas ainda assim com demanda de participação nos fóruns, questões e atividades de elaboração.


Ainda cogitei cursar alguma disciplina na EEFE-USP, mas abandonei o projeto porque não teria tempo disponível. Quem sabe voltar à universidade no ano que vem, por enquanto preciso terminar com esses cursos para ter mais ferramentas a oferecer aos alunos e evoluir profissionalmente. Infelizmente, ao professor é oferecido pouco tempo em sua jornada de trabalho na participação em cursos, raramente realizados em horário de trabalho, pouco divulgados e desvalorizados quando o docente percebe sua remuneração.


Acredito que teríamos melhores escolas e melhores alunos se os melhores cursos fossem realizados da melhor forma. Somando-se uma melhor gestão a uma maior valorização profissional, os bons professores deixariam de fugir do trabalho na escola pública. Por enquanto, vou fazendo o que posso!

Abraços a todos e até a próxima!

sábado, 28 de julho de 2012

Projetando novas ideias III

Torneios, campeonatos, interclasses... Com o nome que entender ser mais apropriado, a competição esportiva tem espaço garantido no cotidiano escolar e segue como predileção de grande parte dos alunos, tanto pelo caráter diferenciado da atividade como pelo esporte propriamente dito.

Primeiro, defina os objetivos a serem atingidos com a competição, inclusive se será mesmo competitivo o formato. Existem opções que podem trabalhar com jogos mais recreativos, mesclando alunos de diferentes salas, modalidades mistas e até mesmo práticas alternativas, cujo enquadramento seja diverso do esporte, como jogos com bola e de tabuleiro. Se todas as turmas participarão em igualdade de condições, se as disputas acontecerão dentro da mesma faixa etária, com equipes masculinas e femininas, uma equipe representando cada turma ou a permissão para formar mais equipes. Também existe a opção pelos festivais, em que não há classificação e normalmente os participantes são incluídos em equipes mistas, com muitos jogos e premiação geral para todos.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Projetando novas ideias II


Algumas considerações sobre os festivais ou shows de talentos. Em minha formação escolar, não tive oportunidade de participar de nada parecido. Já na faculdade, como exigência avaliativa de algumas disciplinas da área ginástica, integrei grupos para apresentar juntamente com colegas. Nestes momentos, o contato com o formato e o processo de composição permitiram o despertar de intenções e ideias para uma futura aplicação no trabalho escolar.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Projetando novas ideias I

Prometi essa nova série até o fim das minhas férias e aqui ela começa. Escolhi escrever sobre projetos possíveis de serem aplicados na escola, mesmo sendo tradicionais. A oportunidade que oferecem à comunidade escolar permite mobilizar conhecimento, habilidade, criatividade e trabalho em equipe. Não sou daqueles que acreditam que a educação prepara a criança para o mundo e estas características são necessárias para viver em nossa sociedade, valorizo sim a experiência de colocar em evidência aquilo que cada um consegue fazer e como consegue ser mais unido a um grupo.

Desde que iniciei o trabalho como docente, me baseei em experiências próprias para construir os eventos de que falarei na sequência, obviamente, refletidos em uma formação profissional e pessoal atingidas através da Educação Física. A perspectiva cultural garante terreno em relação às tarefas motoras, situação comum nas opções didáticas que estabeleço.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Driblando a "boleiragem" no futsal VIII

Finalmente, o final. Reservei algumas linhas para falar sobre o jogo propriamente dito e oferecer uma proposta de avaliação, bem como referências que utilizo.

Tratei de várias dinâmicas relacionadas aos fundamentos, mas não incluí nenhum momento de jogo, divisão de equipes para jogar a modalidade futsal ou exigências de regra. Acredito que seja possível diluir partidas entre as aulas que tratam das partes do jogo. Facilitará a compreensão dos temas de cada aula, além de permitir que sejam colocadas em prática toda a experiência acumulada.

A divisão das equipes exige um cuidado pedagógico que a simples aplicação de gênero não resolve. Meninos e meninas teoricamente apresentam níveis de compreensão diferentes, mas não é algo determinado. A preocupação deve repousar mais no equilíbrio do que em possíveis situações de lesão e contato, afinal ali pelo início da escolaridade até os 12 anos a compleição física é semelhante.

Quanto mais gente jogando, melhor. Permita que ocorram jogos de quadra inteira, principalmente para se habituarem com os espaços e regras de circulação da bola, mas privilegie espaços menores que vão estimular o uso de movimentos previamente ensaiados, além de novas possibilidades dentro da prática. De novo, quanto mais gente jogando, melhor.

Avaliação

Já arredondei esse tema ao longo de todas as séries aqui no blog, acho de fundamental importância saber o que ficou de todo o planejamento e execução das aulas, se foram satisfatórias as situações oferecidas e quais os pontos deficitários. Pode ser feita de tantas formas diferentes quantas puderem ser incluídas, em momentos diversos, mas fazemos uma opção conforme o que foi abordado.

Dessa vez, sugiro a realização da observação de jogo através do scout ou análise de jogo (um artigo interessante a respeito do uso deste recurso você encontra no site Pedagogia do Handebol). Basicamente, trata-se da coleta de dados relacionados às ações de jogo, sejam fundamentos, ações táticas, posicionamento de jogadores, ocorrências na partida e outras variáveis julgadas relevantes.

Um exemplo mais complexo, sugiro reduzir as variáveis e simplificar os campos de anotação

Para iniciar, exiba vídeos com cenas de jogos de futebol de campo, futebol de areia, futsal e momentos de brincadeira com a bola no pé. Os alunos deverão delimitar quais os momentos em que  observaram o futsal e suas características para diferenciar esta prática das demais. Conjuntamente, podem ser aplicadas outras características de análise: número de participantes, número de equipes, movimentos utilizados, interrupções de jogo...

Divida grupos e peça que eles definam o que é mais importante para ser observado em jogos de futsal. Direcione a discussão para a eleição de movimentos de jogo e sugira a construção de uma tabela para que acompanhem um vídeo de um trecho de partida de futsal. Este mesmo modelo pode ser utilizado na observação, por exemplo, de partidas de colegas, quando for a opção por partidas na quadra inteira. Assim, o restante pode participar ativamente mesmo sem estar na quadra!

Para fechar, peça a cada grupo a confecção de um trabalho de análise do jogo de uma das equipes formadas pelos colegas: movimentos observados, jogadores participantes, comentários sobre o jogo. Esta dinâmica aqui proposta permitirá entender se o futsal está sob domínio de todos e todas, além exigir a construção de relações que vão além do esporte: análise de dados e números, divisão de trabalho, reflexão sobre a prática.

Sugestões de leitura



SANTANA, W. C. Futsal: Apontamentos Pedagógicos na Iniciação e na Especialização. São Paulo: Autores Associados, 2003.

DAOLIO, J. Cultura, educação física e futebol. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.

FREIRE, J. Pedagogia do futebol. Campinas: Autores Associados, 2003.

KRÖGER, C.; ROTH, K. Escola da bola: um ABC para iniciantes nos jogos esportivos. São Paulo: Phorte, 2002.

Site

Pedagogia do Futsal  -http://www.pedagogiadofutsal.com.br/ - Wilton Carlos de Santana



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