sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Retrospectiva 2012 - parte atrasada


Sejam todos bem-vindos a 2013!

Estive ausente nesse final de ano, vou me entregar: tive preguiça de retornar a escrever entre esses meses. A rotina foi tão corrida em 2012, senti tanta tranquilidade com a não necessidade de correr para lá e para cá por causa do trabalho, acabei me acomodando...


Mas aqui estamos de volta para continuar a formular novas ideias, oferecer novas possibilidades e, principalmente, falar de Educação Física na escola!

O que ficou para falar de 2012? Eu diria que foi um ano de maturidade profissional nas frente em que atuo. Encontrei meios de otimizar o trabalho sem perder qualidade e pude observar resultados interessantes ao longo das aulas.

Na escola: novamente na jornada reduzida, assumi cinco turmas de sexto ano, recém-chegadas à escola. Consegui desenvolver todo o currículo proposto de forma razoável, embora tenha dado maior foco ao tema de minha especialização no terceiro bimestre, relegando conteúdos importantes como Ginástica a um papel secundário. Mesmo assim, nada deixou de ser realizado. O espaço das aulas dos sextos anos foi aquilo que eu planejei e também deixou a desejar, os momentos alternaram bastante, resultado do estranhamento inicial dos alunos na nova rotina e ocasionais "ousadias" pedagógicas.

O grande momento foi a seleção do trabalho realizado dentro do curso Aula Interativa, no qual desenvolvi um outro blog para que os alunos acompanhassem registros das aulas e respondessem atividades através das ferramentas do projeto. Infelizmente não fomos premiados, mas neste ano vamos participar novamente.

No SESC: Na unidade em que trabalho, a estrutura organizacional não permite grandes mudanças de escala. Na discussão de atribuição das aulas, continuei com a maioria das turmas, com destaque para a turma de Esportes para Idosos, meu xodó particular, e troquei alguns horários, ficando com aulas de Condicionamento do Corpo. Tive meu primeiro período de férias regular (no mês de julho) e concluí o curso Reeducação do Movimento. Ao final de 2012, algumas mudanças aconteceram: deixei as turmas de vôlei adulto, após dois anos, com a satisfação de dever cumprido, mesmo com a pouca experiência nesta modalidade; fiquei com a turma de futsal jovem (13 a 15 anos) às quartas e sextas-feiras, um grupo com o qual esperava trabalhar.

Na vida: entrei em 2012 na expectativa de finalmente ter a oportunidade de transferência de meu cargo no SESC, conseguindo assim conciliar a distância para meu trabalho na escola. Infelizmente, por motivos que estão além de minha intervenção, me foi negada essa chance. Estou entrando em um novo ano para a definição de meu futuro. Não sei como será até o final de 2013, pois não pretendo mais continuar nessa rotina desgastante por muito tempo.

Conto com a presença dos leitores para acompanhar novamente as postagens semanais (normalmente às sextas-feiras), andei considerando investir uma parcela maior de meu tempo ao blog, adicionando mais um dia na semana com novidades no blog, mas depende do retorno que eu consegui alcançar.

Desejo a todos um ótimo 2013, sucesso e realizações profissionais e pessoais na vida de vocês! Continuem vendo de perto a LUDocência acontecer aqui. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - parte 1

Boas! Para encerrar mais este ano, as tradicionais postagens para relembrar realizações, objetivos alcançados e algumas frustrações no campo profissional. Em 2012, as experiências se mantiveram semelhantes ao ano anterior, SESC e escola. Poderia acrescentar o início de meu trabalho voluntário junto ao 309º Grupo Escoteiro do Ar Anhanguera, mas este ainda deu os passos iniciais, sem grandes relatos.

Em geral, foi um bom ano para mim, mesmo que alguns planos importantes não tenham vingado ou eu não tenha conseguido desenvolver todas as ideias de forma plena. Fiz cursos, me aprimorei, apliquei ideias e pude diversificar as experiências sem abandonar as raízes do jogo (afinal, essa é a principal motivação deste blog, continuar buscando uma metodologia completamente baseada no jogo como conteúdo e ferramenta).

Teria muito mais a contar se deixasse a atividade profissional de lado e pesasse mais minha vida pessoal. Frustrar-se faz parte da vida e regozijar-se dos sucessos é motivante! Encontrar amigos, estar perto de quem a gente gosta... Isso faz falta.

Mas sem lamentações, por ora. Vamos esperar mudanças para o ano que está chegando. Na próxima semana, o início dos relatos deste ano que promete não terminar, segundo as previsões...

Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ausência justificada

Olá a todos!

Sei que fiquei ausente por mais de um mês do blog, nada de novidades, mas tudo tem motivo.

Recorri a este mês para conseguir finalizar o texto de meu trabalho de conclusão de curso (TCC) para o título de Especialista em Educação Física Escolar, cujo tema foi o handebol, exigindo uma boa dedicação. Além disso, também realizei outros dois cursos à distância: Aula Interativa e Informação e Opinião na Contemporaneidade.

Muito legal a experiência de continuar me aprimorando através da internet, mas o compromisso foi grande e achei que não fosse dar conta! Felizmente, tudo terminou bem e hoje enviei a última versão do texto!

Logo postarei a tradicional série de retrospectiva anual de minha atuação profissional. Em 2013, esperemos por novidades.

Abraços a todos e até a próxima!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Projetando novas ideias - recordar é viver!

   
Sei que essa série estava encerrada, mas só estou retornando para fazer algumas reflexões a respeito do que vi na minha escola durante II Semana Cultural - Cidadania e Tecnologia!

Pessoalmente, não confiava que a proposta fosse envolver os alunos, uma vez que conciliava um tema geral, além de uma divisão das turmas entre os estados brasileiros. A confusão de conteúdos a serem organizados e apresentados era uma preocupação que não se confirmou. Obviamente, foi necessário um esforço no sentido de delimitar grupos de trabalho para cada uma das expressões artísticas - dança típica do estado, dança livre, show de talentos, paródia musical e teatro -, com uma prévia das atividades em grupo e escolha voluntária entre as opções de participação.

Sempre há aqueles que não se identificam com nada e preferem ficar alheios ao processo, mas a participação na construção inicial torna todos minimamente hábeis a respeito das temáticas e capazes de auxiliar quando um participante se ausentasse, por exemplo.

Foi gratificante observar o desempenho da sala na qual sou professor representante. A participação foi qualitativa em todos os quesitos, ainda que eu só tivesse duas aulas por semana para os ensaios e conversas. Curiosamente, esta mesma sala abriga problemas de aprendizagem e indisciplina diversos, complicando o ambiente de sala de aula cotidianamente. Nesta semana que se passou, vi uma outra turma.

Nem preciso argumentar mais a favor desses eventos artísticos-culturais. Para o próximo ano, já pensamos em oferecer mais alternativas que incrementem as apresentações, além de gerar expectativas benéficas. Vale a pena apostar as fichas em algo diferente, desde que todos participem com afinco!

 

Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mãos em jogo - propostas no handebol VI

Acumulou entrega de trechos do TCC, atividades de outros cursos e depois o feriado. Só não dá pra deixar a série sem um ponto final adequado!

O exercício de pensar em possibilidades para chegar a um jogo melhor e mais organizado trouxe novas ideias, mas não pode estar distante de referências e estudos relacionados. Também teremos um pouco disso nesses instantes finais, incluindo algumas impressões que compartilho na iniciação esportiva.

Como recurso durante o jogo, sim. Como regra formar "barreira", não!

É comum observar o ensino do handebol nas escolas com uma orientação clara: o time perde a bola e deve voltar para formar uma barreira, uma aproximação do sistema 1-6-0 (um goleiro, seis defensores em linha. Para mais sobre organização tática em esportes coletivos, clique aqui). Discordo desse comportamento de "barreira", afinal a decisão de defender desta ou daquela maneira é própria do jogador e sua formação deve atender a necessidade de desenvolver essa percepção. Durante minha formação e em outros estudos, algo que ficou é a preocupação de ensinar a defender nos primeiros anos de prática esportiva. Para definir as formas e meios de defender, vale lembrar os princípios operacionais do esporte coletivo como norte. Novamente, a série sobre Estudo dos Esportes Coletivos vale a consulta!

Como em qualquer esporte coletivo, a defesa pode ser feita de maneira individual e por zona. Na defesa individual, cada defensor é responsável por acompanhar um atacante. Na defesa por zona, cada defensor é responsável por um setor da quadra defensiva, devendo exercer marcação sobre os atacantes que permaneçam em sua zona de atuação. Marcar individualmente é um exercício de responsabilidade intenso, exige tomadas de decisão constantes em relação ao adversário, mas o desgaste físico é alto. Marcar por zona permite um maior controle do espaço, incute o retorno defensivo, porém precisa de uma base sólida no comportamento defensivo para não termos aquelas "barreiras", inconcebíveis na atual conjuntura esportiva. As opções de defesa por zona são 6:0, 5:1, 3:3, 4:2, opções feitas pela própria equipe, além de organizações que combinam zona e individual.

No ataque, especializar nessa etapa do ensino do handebol não tem validade. Cabe estimular diferentes papéis (sejam eles as posições ponta, armador e pivô) para desenvolver capacidades e tornar o aluno conhecedor de todas as situações ofensivas possíveis. Conforme o aprofundamento e amadurecimento das ideias (permitindo um jogo mais elaborado do ponto de vista tático), lá pelo 13 ou 14 anos, aí podemos apresentar sistemas ofensivos: 3:3, 4:2, 5:1, 6:0 (novamente, a primeira linha sendo a mais próxima da defesa, assim, o sistema ofensivo 3:3 tem 3 jogadores na primeira linha de ataque, armadores,  e outros 3 na segunda linha, sendo dois pontas e um pivô).

Referências

Pedagogia do Handebol - site desenvolvido pelo Prof. Lucas Leonardo com muitos artigos que discutem o aprendizado, ensino e desenvolvimento da modalidade sob a perspectiva de uma formação completa e embasada em estudos acadêmicos e práticos. Vale uma consulta aprofundada e perder algum tempo nas interessantes leituras!

KROGER, Christian; ROTH, Klaus – Escola da Bola - 1. ed. São Paulo: Phorte, 1999

REVERDITTO, Riller Silva, SCAGLIA, Alcides José. Pedagogia do Esporte: Jogos Coletivos de Invasão. São Paulo: Phorte, 2009
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