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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Retrospectiva 2012 - parte atrasada


Sejam todos bem-vindos a 2013!

Estive ausente nesse final de ano, vou me entregar: tive preguiça de retornar a escrever entre esses meses. A rotina foi tão corrida em 2012, senti tanta tranquilidade com a não necessidade de correr para lá e para cá por causa do trabalho, acabei me acomodando...


Mas aqui estamos de volta para continuar a formular novas ideias, oferecer novas possibilidades e, principalmente, falar de Educação Física na escola!

O que ficou para falar de 2012? Eu diria que foi um ano de maturidade profissional nas frente em que atuo. Encontrei meios de otimizar o trabalho sem perder qualidade e pude observar resultados interessantes ao longo das aulas.

Na escola: novamente na jornada reduzida, assumi cinco turmas de sexto ano, recém-chegadas à escola. Consegui desenvolver todo o currículo proposto de forma razoável, embora tenha dado maior foco ao tema de minha especialização no terceiro bimestre, relegando conteúdos importantes como Ginástica a um papel secundário. Mesmo assim, nada deixou de ser realizado. O espaço das aulas dos sextos anos foi aquilo que eu planejei e também deixou a desejar, os momentos alternaram bastante, resultado do estranhamento inicial dos alunos na nova rotina e ocasionais "ousadias" pedagógicas.

O grande momento foi a seleção do trabalho realizado dentro do curso Aula Interativa, no qual desenvolvi um outro blog para que os alunos acompanhassem registros das aulas e respondessem atividades através das ferramentas do projeto. Infelizmente não fomos premiados, mas neste ano vamos participar novamente.

No SESC: Na unidade em que trabalho, a estrutura organizacional não permite grandes mudanças de escala. Na discussão de atribuição das aulas, continuei com a maioria das turmas, com destaque para a turma de Esportes para Idosos, meu xodó particular, e troquei alguns horários, ficando com aulas de Condicionamento do Corpo. Tive meu primeiro período de férias regular (no mês de julho) e concluí o curso Reeducação do Movimento. Ao final de 2012, algumas mudanças aconteceram: deixei as turmas de vôlei adulto, após dois anos, com a satisfação de dever cumprido, mesmo com a pouca experiência nesta modalidade; fiquei com a turma de futsal jovem (13 a 15 anos) às quartas e sextas-feiras, um grupo com o qual esperava trabalhar.

Na vida: entrei em 2012 na expectativa de finalmente ter a oportunidade de transferência de meu cargo no SESC, conseguindo assim conciliar a distância para meu trabalho na escola. Infelizmente, por motivos que estão além de minha intervenção, me foi negada essa chance. Estou entrando em um novo ano para a definição de meu futuro. Não sei como será até o final de 2013, pois não pretendo mais continuar nessa rotina desgastante por muito tempo.

Conto com a presença dos leitores para acompanhar novamente as postagens semanais (normalmente às sextas-feiras), andei considerando investir uma parcela maior de meu tempo ao blog, adicionando mais um dia na semana com novidades no blog, mas depende do retorno que eu consegui alcançar.

Desejo a todos um ótimo 2013, sucesso e realizações profissionais e pessoais na vida de vocês! Continuem vendo de perto a LUDocência acontecer aqui. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ausência justificada

Olá a todos!

Sei que fiquei ausente por mais de um mês do blog, nada de novidades, mas tudo tem motivo.

Recorri a este mês para conseguir finalizar o texto de meu trabalho de conclusão de curso (TCC) para o título de Especialista em Educação Física Escolar, cujo tema foi o handebol, exigindo uma boa dedicação. Além disso, também realizei outros dois cursos à distância: Aula Interativa e Informação e Opinião na Contemporaneidade.

Muito legal a experiência de continuar me aprimorando através da internet, mas o compromisso foi grande e achei que não fosse dar conta! Felizmente, tudo terminou bem e hoje enviei a última versão do texto!

Logo postarei a tradicional série de retrospectiva anual de minha atuação profissional. Em 2013, esperemos por novidades.

Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Em estágio de recepção, colaboração e reflexão


Saudações. Duas semanas conturbadas sem postagem em razão do fim dos módulos na pós e do feriado, que ninguém é de ferro.

Foi produtiva essa parada para me dedicar à compreensão das práticas pedagógicas que escolhi até o momento. Como voltei a trabalhar com os sextos anos em 2012, tive de relembrar um pouco de 2009 e 2010. Mudei o que entendi ser importante e achei caminhos bons, enquanto outros se mostraram errados ou em momentos errados.

Aqui, tem sido muito importante a presença das meninas que estão em estágio nas minhas aulas. O papel delas, mais do que auxiliar na organização dos alunos e atividades, função minoritária, vem sendo questionar e me levar a pensar em outras maneiras de conduzir as aulas.

Não é tanto, mas já são quase cinco anos desde o término da licenciatura e dois anos fora da universidade. A vinda das meninas reavida as ideias e colabora na revisão de conceitos e formas de fazer, porque o que me parece adequado e inquestionável pode ser dúbio e incompleto perante uma mente em constante atividade.

Para fins de registro, a dinâmica das capacidades físicas que desenvolvi nesta semana que termina requisitava dos alunos a compreensão do tema e elaboração de atividades. Tentei em grupo, fora da sala e dentro da sala, ao longo das aulas. Na quarta-feira, foi tudo bem diferente: resolvi explicar novamente os conceitos e pedi que criassem a atividade individualmente, reunissem suas criações por capacidade física e, enfim, escolhemos as mais interessantes para servirem de exemplo.

Apareceram mais opções, com maior participação, maior ligação com a proposta de jogos participativos e menor desorganização. A maturidade de considerar que ensinar e aprender são processos contínuos vem com o tempo, mas nunca deixa de nos surpreender. Do mesmo modo, a humildade de reconhecer opções erradas só oferece benefícios quando usada para seguir em frente.

Meus agradecimentos a Dani, Nádia e Rosana, as estagiárias, obrigado pela ajuda e pelas reflexões. Abraços a todos e até a próxima!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

XI Seminário de Educação Física Escolar


Neste final de semana, entre 25 e 27 de novembro de 2011, acontecerá na Escola de Educação Física e Esporte da USP o XI Seminário de Educação Física Escolar. Já me organizei para participar das palestras, espero que traga novas reflexões para minha atuação!

Sempre gosto de eventos como esses, ver o que as pessoas andam pesquisando, porque acontecerá também uma exposição de pôsteres, ouvir estudiosos tratando da escola, da Educação Física... Essa correria anda me deixando meio distante do pensamento organizado, então uma reaproximação da academia não faz mal a ninguém.

Ainda volto com a postagem dessa semana, dando continuidade ao Vôlei! Na semana que vem, o encerramento da série Sacando o Voleibol e também os relatos do evento. Abraços a todos!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um pouco da alegria que se vai

Perdoem a ausência de temas relacionados à LUDocência, mas são coisas que a gente não consegue lidar se não botar para fora, é fato. Neste dia 12 de outubro, foi-se a Lilinha. Semana que vem, espero retornar minhas séries didáticas, por hoje, ficarei com a saudade dela.

Lilinha dormindo no domingo, 09 de outubro de 2011

Fala-se muito no cão ser o melhor amigo do homem. E olha que tem gente achando ter milhares de amigos, pensa ser querido por todos, pode contar sempre com a ajuda e o apoio dessa galera. Mas existem certas condições que afastam esses supostos "amigões": você depois de um dia de trabalho, cansado, desarrumado, sem dinheiro no bolso, sem paciência para contar uma piada ou ser piada, com fome ou mal humorado.

Mas o seu cão, não. Ele te vê, abana o rabo e vai sem sua direção, não importa como você surja na frente dele. A alegria é a mesma em qualquer hora, em qualquer condição e só é maior quando ele está com muita fome!! Falo em linhas gerais e sei que nem todo cão é assim, mas a Lilinha era.

Quando chegava em casa na terça de madrugada, o bate-volta semanal entre Campinas e São Paulo, ela sempre me recebia, mesmo no escuro. Era a primeira a me ver e a última a se despedir quando eu partia de vez rumo à capital na manhã seguinte. Me contagiava sempre, mesmo quando eu estava sem energias, oferecia sua barriga para eu coçar, eu prontamente oferecia algum carinho. Sair de casa deve deixar a gente mais besta, saudoso, e vê-la era sinal de estar de volta para minha família. Agora, não mais.

Nossa preocupação com ela não foi suficiente, afinal escapadas para a rua ou escavações no jardim não foram o que a levou. A idade veio, a gente percebia que ela já não enxergava bem, escutava menos e se locomovia com alguma dificuldade, mas ela estava bem, vivia tranquila lá em casa, dormindo bastante e sempre dando as caras. Dois dias depois de passar uma tarde toda passando por nossas pernas lá em casa, piorou e não voltou mais. Não voltou para dormir na sua caixa, nem para me deixar preocupado em fechar o portão rapidamente, antes que ela desse um daqueles piques pra fugir rua abaixo.

Queria que todos tivessem um cão para amar e serem amados. Que meus alunos tivessem a oportunidade de experimentar esse afeto sincero para então compreender como é fácil querer bem para ser bem quisto, oferecendo o melhor sem esperar o mesmo, apenas sendo feliz em mostrar que está feliz. A Lilinha cansou de provar o quanto nos amava, buscou nosso olhar quando chegava o fim e nos sentimos impotentes, mesmo a amando muito.

Não sei se fui claro, mas vou deixar o texto que meu irmão também escreveu a respeito, ele é quem tinha a Lilinha mais do que eu. Para mim, valeu o esforço de dar a ela o último auxílio e o derradeiro refúgio, cada centavo gasto, cada gota de suor e cada calo nas mãos em agradecimento por ter estado em nossas vidas por tanto tempo. Espero que ela aproveite para descansar muito, ela merece. Abraços a todos.

Lilinha

Uma das últimas fotos que tirei da Lilinha em 2011.
Nesse feriado, uma dor muito grande tomou meu coração. A pequena cachorrinha que eu cresci cuidando e amando partiu desse mundo. E o post de hoje eu escrevo com muitas lágrimas nos olhos.

O engraçado é que tudo começou em um outro Dia das Crianças em 1998. Eu tinha 8 anos e estava na segunda série do ensino fundamental. Uma criança em todos os sentidos possíveis. Mas não sabia ainda que quem eu conheceria naquele feriado marcaria a minha vida de uma forma tão bonita.

A minha avó se mudou para Caconde/SP em 1997 e desde então todos os feriados a gente pega o carro e vai pra lá fazer uma visita. O sítio na época ainda era novidade para mim e eu me divertia muito lá. Nesse feriado, a gente saiu sábado cedinho e chegamos em Caconde no horário do almoço. Passamos também o domingo lá, mas na segunda-feira de manhã, dia 12 de Outubro, fizemos mais uma curta viagem até Poços de Caldas/MG, onde ainda vivia minha tia-avó Valda. A minha tia tinha uma filha adotiva que é apaixonada por animais. Já possuía uma cachorra grande, vários gatos e muitos pássaros, porém ainda tinha espaço para uma boa ação. Uma cadelinha tinha tido filhotes e estava largada nas ruas da cidade, pois a minha "prima" acolheu-a e doou os filhotinhos. Infelizmente, ou muito felizmente para mim, ela não conseguiu doar a cadela, e ela não poderia ficar na casa, então voltaria para a rua.

Primeira foto com a Lilinha na sua casa feita
por mim e o meu pai.
Eu não sou e nem fui do tipo criança mimada. Meus pais me negaram muitas coisas e eu aprendi a aceitar uma coisa que ia contra a minha vontade desde muito cedo. Mas naquele dia, nada ia tirar aquela cadelinha de perto de mim. Foi paixão instantânea entre nós dois. A minha prima me apresentou ela como Lili, mas a gente foi chamando ela de Lilinha e o nome ficou. Sabendo da história de que ela iria para a rua, eu tive que tomar uma posição. E pedindo muito para os meus pais, acabei convencendo-os de trazê-la até Caconde e depois para Campinas. Eu consegui.

Ajeitamos ela no porta-malas dentro de uma caixa (caixas sempre foram a paixão da Lilinha) e partimos rumo a Caconde e mais tarde de volta para casa. O Rick, meu outro cão da época (que partiu em 2007), logo deu as boas-vindas para ela e os dois se tornaram grandes amigos desde então. A Lilinha se sentiu em casa e a alegria dela invadia tudo e a todos.

Quando a gente sente uma coisa no coração que a gente chama de amor, nem sempre sabemos que ele está lá. Nem sempre a gente dá valor. E a Lilinha conviveu comigo durante todos esses 13 anos e eu não sabia quão grande esse amor era. A gente passeava pelo bairro e ela me acompanhava ao andar de bicicleta, na casa de amigos meus, nas idas a padaria, farmácia... Uma companheira sempre alerta para ouvir o barulho da sua corrente de passeio, se aproximar rebolando aquele rabo de um jeito engraçado, com a boca curva em um sorriso e os olhos em atenção total a mim.

Lilinha em 2003.
Em alguns anos, a minha vida ficou corrida, eu fiquei sem tempo para passear com ela e os nossos encontros se tornavam raros momentos de carinho. Eu me arrependo bastante de não ter dado a atenção que ela precisava nesses últimos dias, sinto que fui negligente... Mas ela sabia o quanto eu queria não estar cansado depois do trabalho e da faculdade para acariciar sua barriga enquanto assistia televisão com os meus pais.

A Lilinha, além de uma ótima parceira familiar, foi também muito querida entre meus amigos. Ela era uma amiga até dos meus amigos. Sempre alguém perguntava "onde está a Lilinha?", "como está a Lilinha?", "a Lilinha ainda está com vocês?", o tipo de demonstração de carinho que não é qualquer cão que é capaz de causar.

Eu não sei como terminar um post desse. Ela foi uma cachorrinha muito forte pra idade dela. Ainda corria como se fosse seu primeiro dia lá em casa. Ainda latia como se fosse a primeira vez que um gato pulou no nosso quintal. Eu tinha certeza absoluta que ainda a teria por pelo menos uns dois ou três anos. Mas nesta última terça, dia 11, ela passou a tarde muito quieta e paralisada. Eu fui visitá-la após a faculdade e fiquei muito preocupado com seu estado triste na cama dela, mas preferi esperar o dia seguinte, e o efeito da vitamina que a minha mãe sempre dava a ela quando ela estava doente, para ver se aquilo passava. Mas acordei na quarta com a notícia do meu irmão de que ela estava fazendo barulhos de dor e sua respiração havia piorado. Pesquisamos um veterinário e partimos na mesma hora com ela em sua cama ainda, dentro do carro. Fui acariciando sua cabeça durante o percurso, tentando aliviar a sua dor.

Fazendo-se de molenga pra foto em 2011.
Quando ela foi atendida, seu quadro já estava muito pior. Mas apesar disso, sua mente ainda tentava recuperar-se da invalidez, e ela por várias vezes se levantou nas patas dianteiras e me olhou como quem pede ajuda. Essa imagem não saíra nunca da minha memória. É por ela que eu mais choro. O veterinário me disse então que o quadro dela era muito grave e que ela tinha problemas no coração e nos pulmões, além da barriga. Me deu a opção de tentar curá-la através de soro e diuréticos, ou levá-la para casa e esperar o fim. Eu acreditei mais uma vez nela e deixei a internada. Já na sala com o soro, ela gemia ainda mais e eu não podia fazer nada. Eu só podia olhar. Não aguentei, me despedi com um breve carinho em suas costas e parti com o meu irmão.

Pouco mais de uma hora depois, recebo a triste notícia de sua morte. A dor ainda ecoa dentro de mim como se aquilo tivesse acontecido agora. Eu tento não sofrer, mas aprendi que eu só supero as minhas dores quando coloco tudo pra fora. E esse post é a minha forma de agradecer a Lilinha por tudo que ela nos ofereceu. Espero que ela tenha sido feliz até o final e que o tratamento que a demos tenha sido suficiente para pelo menos valer um pouco sua paixão incondicional pelos donos mesmo quando maltratada.

Lilinha, eu te amo como uma filha, uma irmã e uma mãe. Você é e sempre será do meu sangue, da minha família e da minha eterna memória. Obrigado por existir.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Parem as máquinas!

Estou me permitindo uma pausa intelectual nesta semana para reorganizar as atividades do último bimestre, que se iniciou agora. Além disso, tenho uma reunião com amigos de longa data neste sábado, seguida de um bate-bola no domingo. Não dá para reservar o final de semana para esses assuntos, vou usar minha sexta-feira!

Na semana que vem, volto à rotina de postagens temáticas: Práticas de Atividade Física Contemporâneas (Ginásticas de Academia), não percam! Abraços a todos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Colhendo alegrias

Ontem era meu aniversário. Operacionalmente, muda muito pouco, afinal o trabalho continua, não tem boi...

Mas foi muito legal receber as parabenizações dos colegas de profissão, companheiros de diversão e cúmplices nas dificuldades, bem como ser valorizado pelos alunos com festinha, muitos "parabéns a você" e algumas lembranças. Tudo isso combinado aos telefonemas de quem representa demais (meu primeiro aniversário longe da família) e as mensagens de amigos nas redes sociais tornou esta quinta-feira mais que especial. Não pouparei meios de comunicação para agradecer a todos pelo carinho dispensado e só me cabe ficar feliz pelas homenagens.

O trabalho com pessoas tem lá suas dificuldades, eu já contei muitas delas por aqui desde 2008, mas essas recompensas são o que realmente valem a pena. Inúmeras profissões podem pagar melhor que a Educação Física, mesmo na minha área tem outras ocupações melhor remuneradas, e ainda fico com estes momentos porque dinheiro, ostentação e fama não são tudo.

Obrigado a todos, meus amigos, alunos e colegas, vocês tornam cada dia mais fácil. Abraços para vocês e até a próxima!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Em aula


Vou dar uma pausa nos textos mais práticos. Logo escrevo mais sobre os conteúdos da Educação Física na escola, tem algumas experiências interessantes acontecendo...

Hoje quero escrever sobre o estar em aula. Quando fui aluno, as aulas não tinham um formato muito convidativo: eu e meus colegas sentados em fila, o professora falando na frente, enchendo a lousa com textos, questões e outras tarefas. Mais para o fim do ensino fundamental, tive a oportunidade de estudar em salas ambiente, carteiras organizadas em círculo, em grupo, foi muito animador! Boas memórias...

Quando lembro desses dias de aluno, sinto ainda mais vontade de transformar o meio da sala de aula de maneira a fazer os alunos tomarem parte. Facilmente tornam-se passivos, alheios ao que se fala e faz: as mesas e cadeiras não são confortáveis, ninguém consegue permanecer focado por tantos minutos (ainda mais quando se é jovem e a virtude da paciência é algo raro) e a sala é apertada, suja e sem graça.

Mesmo com o desejo de mudança, o sistema oprime: tenho 50 minutos e perder 20 deles arrumando mesas e cadeiras é improdutivo. Me resta levar uma dinâmica em que eles participem o tempo todo, propondo perguntas, exigindo opiniões, fomentando reflexões, os chamando pelo nome, apontando boas soluções e levando as verborragias no bom humor de sempre.

Poderia ser melhor ainda, com uma sala de aula especialmente preparada, mesas em círculo, muito material para ser visto, revisto e manuseado, uma quadra legal, salas de dança... O ideal não alcança o real por muito. Mas o professor comprometido em tornar aqueles minutos mais agradáveis, pode apostar, sempre estará presente (eu falo de mim mesmo!).

Talvez seja a paixão pelos conteúdos de que trato (basquete e esporte coletivo), às vezes mais, às vezes menos perceptível, mas tenho sentido os alunos mais próximos nestas últimas semanas. Que seja assim sempre, ainda estou em busca daquela maturidade profissional após os 3 anos de magistério, vai ver está chegando!!

Abraços a todos!!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Todos juntos no jogo


O título parece algum tipo de demagogia barata, mas é da mesma série dos outros dois posts anteriores (links: Como deve ser um bate bola recreativo? e O adulto quer brincar e jogar!).

Não deixa de ser relevante comentar que estas observações a respeito do meu trabalho no SESC são possíveis justamente porque é nesta instituição que as atividades acontecem. É óbvio que, caso fossem aplicadas em um ambiente diferente, construído por valores e missões diferentes, tudo mudaria radicalmente e este ideal em que me basearei no texto, deixaria de existir.

Vamos ao que interessa. Não fazem duas semanas, um aluno novo de uma das aulas de esporte que ministro parecia de certa forma incomodado em alguns exercícios. Em uma ocasião, alegou estar sentindo dores na mão e preferiu ficar de fora da última parte, quando é comum dividirmos equipes para um jogo. Me aproximei para saber se estava tudo bem, descobri que o problema nunca tinha sido a mão e sim a má recepção de alguns alunos mais antigos na turma, que reclamavam do desempenho do "novato".

Aproveitei a deixa e reforcei junto ao grupo no fim da aula que era importante cultivarmos um ambiente agradável, onde todos se sentissem bem para aprender. Ainda deixei claro que a ajuda de quem tinha mais experiência nas aulas seria muito legal para os que estavam chegando.

Uma semana depois, a aula termina e vejo o mesmo aluno de antes saindo sorridente. Pergunto:
- E aí? Como está o ambiente agora?
- Mudou 100%, ótimo! (segue um cumprimento daqueles modernosos, com tapinha e soquinho)

Nesta turma, adultos jovens, solteiros, casados, quarentões, adolescentes, brancos, negros, homens, mulheres... Sem grande pressão, conseguiram uma situação de bom entendimento perante as diferenças, onde as críticas e reclamações deram lugar ao incentivo e orientação.

Fico feliz por ver o que posso ajudar a transformar com meu trabalho. Abraços a todos!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010 - partes III e IV


O ano como professor de esportes em escola particular: Uma proposta que caiu do céu, no meu colo, e lá estava eu pronto para conduzir duas turmas de futsal no Colégio Ave Maria, em Campinas. A principal diferença era o diálogo com os alunos, sem necessidade de tanta rigidez ou repressão, pois estes ainda contam com famílias construídas naturalmente e presentes, resultados de uma melhor condição financeira.

A experiência com os pequenos (4-6 anos) foi rica para entender do universo infantil e como eles se relacionam com o esporte e em atividade, egocentrismo latente... Também deixarão saudades, pois era um espaço de muito potencial.

Os meses (!!!) como instrutor do SESC: Tempo curto, o suficiente para mostrar que valeram a pena toda a jornada e a mudança para São Paulo para ser instrutor de atividades físicas na unidade Vila Mariana, perto do centro da cidade. O trabalho generalista que integra atividade física, esporte e lazer, sem falar na sociabilização, é gostoso e gratificante. Um certo estranhamento ao trabalhar com adultos, público novo, encarado somente nas arbitragens e no estágio do próprio SESC, mas que foi rapidamente superado. A educação e o empenho de sempre abrem todas as portas. Mesmo nas temidas aulas de Vôlei Adulto, eu acredito que tudo pode correr bem ao longo do ano. Só espero que em 2012 consiga turmas de esporte infantil (pelo sonho da implantação do Esporte Criança) e também aulas de natação, como é gostoso trabalhar na piscina!

Pessoalmente, 2010 foi um ano de amadurecimento em todos os campos. Trabalhei mais, expandi meus horizontes, concluí meu bacharelado na Unicamp, diversifiquei minhas atividades e atingi outros tipos de público. Sem falar no namoro, na família, nas perdas (que saudade do meu veículo automotor), nas viagens, conquistas... Só agradeço a Deus por tudo que venho sendo capaz de conquistar! Abraços a todos, um ótimo ano e até a próxima!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010 - parte II

O ano como professor social: Do bom desempenho em um processo seletivo, fui selecionado para assumir o cargo de Professor Social II - Educação Física junto à Prefeitura de Sumaré. Confesso que não fazia ideia das funções que desempenharia até realmente estar trabalhando.

E não foi difícil entender a natureza do cargo e o caráter essencialmente social atribuído a qualquer profissional envolvido com as atividades do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). As crianças que frequentam o programa estão expostas diariamente a uma realidade que não condiz com o tempo da infância, onde fala-se sobre algumas coisas antes da hora, fala-se muito de assuntos que deveriam passar bem longe delas e fala-se pouco do que realmente interessa: o desenvolvimento sadio destes pequenos seres.

Das dificuldades sociais, financeiras, cognitivas e fisiológicas, vem o amadurecimento de conceitos e vontades de transformação. Com uma rotina recheada de violência e desrregramento, fui aos poucos mostrando que é possível gostar sem agradar sempre, assim como nem sempre as contrariedades precisam terminar em conflito. O estranhamento inicial da criança desacostumada de carinho e atenção criou vínculos e hoje sinto falta de vê-los e poder passar tardes inteiras nas trocas de turmas, mesmo quando davam muito trabalho.

Lá, fiz amigos e pude vivenciar, mesmo por poucos meses, a esfera municipal do serviço público. Uma pena tal iniciativa ocorrer de maneira tão precária, sem uma sede própria, materiais mínimos e profissionais adequadamente qualificados. Das várias aulas no campo (que era mais um terreno limpo), embaixo de sol e calor, das caminhadas até a praça esportiva, dos passeios em ônibus lotados, fica a saudade. As crianças precisam de nós lá e, se não ambicionasse desde sempre o SESC, lá ainda estaria, em detrimento da escola.

Mas ficou o meu "até logo" de quem pretende vê-los de vez em quando...


Vem aí as partes III e IV da minha retrospectiva. Abraços a todos!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010 - parte I



Sei que deixei o blog ocioso por algum tempo, mas foi algo necessário para me adaptar a uma nova rotina de horários e espaços.


Aproveito esse início de ano para rever as práticas em 2010 e projetar 2011, como venho sempre avaliando desde 2008 (veja as retrospectivas de 2008 e 2009)!

O ano como professor da rede estadual: No ano que se encerrou, comecei removido para a EE Profª. Maria Antonietta Garnero La Fortezza, após a municipalização da minha escola (uma pena...), unidade em que já tinha trabalhado com uma sexta série na composição da jornada. Assim, agora efetivo da casa, optei pelas turmas da manhã e liberei o período da tarde para assumir um cargo na Prefeitura de Sumaré como Professor Social, mas ainda chegarei lá...

Com um bom acervo de materiais e ótimos espaços para trabalhar, diria que foi um ano produtivo de ideias bem sucedidas e algumas decepções, já que estas acompanham nosso processo de frustração contínuo, efeito colateral do trabalho com pessoas. Tive a oportunidade de trabalhar com todas as quintas séries com a intenção de despertar a vontade de aprender mais e tornar nossas aulas como momentos de conhecimento sobre Educação Física.

Tristemente, a indisciplina e a violência latente prejudicaram muito diversas propostas ao longo do ano. Mesmo assim, foi marcante o trabalho com Ginástica Artística, em que os alunos produziram registros bem interessantes das atividades realizadas e acredito que compreenderam bem a relação entre a modalidade e movimentos que nos acostumamos a fazer por brincadeira.

Com as sextas séries, as quatro que estiveram sob minha (Lu)docência, foram tantos momentos distintos que fica difícil definir um conceito que resuma o ano letivo. Aprofundei as temáticas de acordo com as possibilidades, pois o trabalho foi sempre limitado pela constante falta de professores e os pedidos de "subir aula". Sinceramente, neguei quando a sala não colaborava e aceitei quando me era interessante, principalmente no fim do ano, quando precisava sair antes e pegar ônibus para São Paulo. Vale registrar que uma das sextas séries sempre se mostrou interessada e participativa, mesmo com as últimas aulas do dia. Pretendo retornar com este grupo em 2011, se for possível.

Assumi faltas de outubro em diante para conciliar o trabalho no SESC. Poderia ter arranjado uma licença "picareta", mas não o fiz, pois a ética pauta minha conduta desde sempre. Continuei com aulas nas segundas e terças-feiras, faltando nas quartas e sextas-feiras. Para o ano que começa, reduzi a carga pela metade e ainda pondero se será interessante tentar a remoção para São Paulo.

(continua...)

sábado, 6 de novembro de 2010

Instrutor-estagiário

Vida nova em São Paulo. Morando sozinho, tive de fazer as compras do mês, cozinhar (mal e porcamente, afinal ainda preciso pegar o jeito...) e ainda passarei pela experiência de lavar minha roupa, em breve.

Mas sem relatos dessa rotina domiciliar. O trabalho no SESC começou na quinta e me foi pedido para acompanhar os professores durante as aulas para me habituar com a rotina da unidade, conhecer o formato das aulas, deslocamentos entre os espaços e demais informações. Tem sido legal apreender um pouco da experiência de quem já está por lá.

Parece que virei estagiário de novo, como nos tempos de SESC Campinas. Tudo novo, apesar de alguns modos de fazer serem comuns entre aquilo que eu conheci em 2007 (quando era estagiário do setor de Esportes) e o Vila Mariana.

No mais, estou animado com a possibilidade de ficar com as aulas de esportes coletivos. E tem muitas!!! Para minha felicidade: Futsal (8-10, 11-14, feminino, adulto), Basquete (adulto), Handebol (adulto) e Vôlei, mas vôlei nunca foi muito a minha praia. Esse eu deixo pra quem quiser, hahaha...

Agora sim eu sei que poderei seguir desenvolvendo um trabalho legal, com mais qualidade e estrutura. Já formulei até algumas propostas para o futuro, veremos... Para amanhã, mais trabalho sem esforço e retorno a Campinas, pois segunda-feira eu volto à escola. O contraste me impressiona desde sempre.

Abraços a todos!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

E daqui pra frente?


Agora sou SESC! E tinha muita gente achando (e querendo!) que eu deixasse a escola para trás... Mas não vou abandonar meu cargo na escola pública por alguns bons motivos:

O primeiro dele é por GOSTAR do que faço lá. Mesmo me frustrando bastante, me decepcionando e sentindo-se parte de um sistema falido, eu ainda vejo possibilidades interessantes no trabalho com Educação Física Escolar e não quero deixar de aproveitá-las para trazer algo diferente para a vida dos alunos.

Outro é CONTINUAR algo que já iniciei e não poderia deixar no meio do caminho. Infelizmente, precisei deixar os outros empregos, mas se neste eu posso e consigo continuar, não há motivo para simplesmente virar as costas e deixar se perder quase um ano de empenho.

Tem mais um motivo, menos nobre, que é a UTILIDADE de ainda ser professor de escola pública. Posso faltar quando necessário sem risco de ser mandado embora (embora falte muito pouco e, ainda assim, com peso na consciência), tenho desconto em entradas de teatro e cinema e tenho liberdade para ser o professor que desejo ser sem interferência direta de ninguém.

Uma pena que as coisas tivessem de acontecer tão rápido e eu precisasse faltar na escola e abandonar os outros trabalhos. Seria melhor se acontecesse no início do ano que vem e eu tivesse chance de reorganizar meus horários e encerrar os ciclos de 2010 adequadamente.

Mas continuo feliz e ansioso por começar. Amanhã, depois deste feriado, me mudo para São Paulo e,no dia seguinte, inicio em minha função de Instrutor de Atividades Físicas no SESC Vila Mariana. Não pensem que a LUDocência termina aqui, porque é agora que ela terá um campo aberto para se instalar!

Abraços a todos e obrigado pelas visitas! Voltem sempre!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Instrutor de Atividades Físicas

Tocou meu telefone pela 3ª vez em menos de uma semana e eu estava esperando. A proposta era algo difícil de responder: deixar minha casa, minha rotina e minha família para começar em uma cidade enorme no cargo que sempre quis.

Os conselhos dos amigos ajudaram, as conversas anteriores também e eu aceitei. Aceitei ser Instrutor de Atividades Físicas no SESC Vila Mariana, em São Paulo-SP.

Implicou em uma série de mudanças grandes. A mais importante delas é sair de casa, serei só eu no meio de estranhos, o que me deixa sozinho do mesmo jeito. A ausência de minha família será sentida por algum tempo... Depois, o abandono dos vínculos de trabalho que estabeleci neste ano, desde o cargo na Prefeitura até o trabalho com futsal no Ave Maria.

Deixarei para trás estes trabalhos, mantendo apenas a escola na esperança de chegar ao final do ano, mas sentido por prejudicar uma parte das turmas. Aliás, sinto mais por abandonar as turmas agora, no meio do caminho, deixar as crianças com as quais eu já estabeleci relações e conheço tão bem. Deixarei de fazer a diferença nas suas vidas para iniciar uma nova caminhada.

A gente sempre espera que o que vem pela frente compense o abandono do que veio antes... Mas eu queria poder ter tudo o que tenho até agora e só somar. Agradecerei sempre aos que trilharam comigo, nunca esquecerei de nenhuma pessoa que passar pela jornada da minha vida, todas colaboram para que eu siga evoluindo diariamente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Vigiar e Punir"?

--> Primeiro, desculpem o atraso no post semanal. Estou atolado de diários de classe e notas para fechar, sobra pouco tempo.

Estava eu conversando com minha namorada a respeito de qualquer coisa, quando surgiram os estudos de Foucault relacionados na obra "Vigiar e Punir". Segundo o autor, existiria um consenso entre arquiteturas de instituições públicas como hospitais, escolas e penitenciárias: muros altos, corredores estreitos, vigilância constante, ordem, janelas estreitas, grades e portões fechados. E quem se lembra de seus tempos de escola, vai pensar que a escola é assim mesmo, com as exceção às aulas de Educação Física (banho de sol?).
- Verdade! Durante a semana toda , ficávamos na expectativa da aula de "Física" pra sair pra quadra, bater uma bola, brincar lá fora...
- Mas a disciplina é mais que só jogar e brincar! Podem acontecer aulas na sala também...
- Ihhhh, Educação Física na sala? Para quê?

Não é de hoje que a Educação Física dentro da sala rende pano pra manga. Desde a elevação de seu status de "atividade" para "componente curricular obrigatório", a luta é encontrar a mediação possível entre o estudo da cultura do movimento e sua vivência prática, fundamental e prazerosa. Eu mesmo já tratei de algo semelhante em postagem anterior (leia "Céu aberto"), quando dizia da infelicidade de meus alunos ao permanecerem na sala, enquanto eu justificava a opção pela exposição intensa aos raios solares.

Desta vez, eu falo da aula na sala como ferramenta de coerção. Sim, coerção. Não me lembro de ter ouvido qualquer coisa parecida durante os anos de graduação, mas acabei descobrindo que a coerção faz parte da educação básica, veja só! Sendo algo tão oposto à pedagogia, como posso aceitar que tal termo esteja presente na minha LUDocência?

Eis onde falho. Falho, mas não sozinho. Falho por ter de oferecer aos alunos conceitos os quais deveriam vir de casa. Falho por culpa de famílias desestruturadas e despreparadas, ignorantes quanto à função da escola. Falho por ser conivente com um sistema que acumula erros e torna inviável a recuperação do tempo perdido.

Para um grupo de alunos que age com desrespeito, falta de compromisso, falta de educação e não enxerga na aula de Educação Física mais que a quadra, a resposta: aulas na sala. Fim da alegria. Fim do espaço livre, da amplitude de movimento. Uma sequência de semanas sem data para terminar de espaço restrito e teorização do que é, por natureza, motor, vivo e espaçoso. Quem sabe na restrição eles consigam valorizar o que pode ser tão mais interessante...

Eu sei que erro. Mas não me é deixada outra alternativa. Ao professor, sobra apenas a frustração momentânea. Espero que o futuro compense os erros que cometo agora. Para mim, ficar na sala deveria ser uma opção. Neste caso específico, foi a única que restou.

Abraços a todos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A esperança da Educação Física Escolar

Falta menos de uma semana para a última fase de seleção para instrutor do SESC SP. Se eu conseguir ser aprovado e convocado, confesso estar realizando uma meta, pois estarei empregado em um dos locais mais bem conceituados (ao menos na minha humilde avaliação) no trabalho educacional e também na área físico-esportiva.

Tal conquista pode implicar no abandono de meu trabalho na escola. Já escrevi muito sobre como é desgastante, desmotivador, cruel e revoltante trabalhar aos trancos e barrancos no ensino público estadual, mas hoje eu senti vontade de dar aula amanhã!!

TUDO o que planejei para as aulas de hoje funcionou. Tentei lembrar quando foi que isso aconteceu e não consegui... Só faço a ressalva para a aula paralela em duas salas (bem vindo ao sistema de professores faltantes!) e para a baixa participação (40%) numa outra. No mais, experiências, trocas, movimento, registro, questionamentos e evolução. Terminei a manhã mais feliz e pensando que, afinal, estar na escola ainda pode ser aquilo que eu sonhava.

Só espero que eu não termine despertando de minha ilusão na segunda-feira. E da pior forma possível: já sabendo que vai acontecer. Garanto que meu empenho não faltará nunca, desejo que o dos alunos também aconteça e possamos fazer juntos. Abraços a todos e obrigado aos novos visitantes!
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