sexta-feira, 15 de julho de 2011

O mês de julho

Boas! Dá pra perceber que deixei o blog em stand by nestas semanas. Falta de assunto, espera por mais votos na enquete, preguiça, tudo se somou. Assim, deixarei para retornar à carga de acordo com o resultado da enquete em agosto... Vou me permitir uma pausa, férias do blog =D Nesse meio tempo, vou postar sobre algumas amenidades que forem acontecendo, nada muito pedagógico.

O mês de julho é a pausa estratégica para recarregar as baterias e voltar com vontade e disposição para mais dois bimestres. Bom para o professor, melhor para os alunos. Uma pena que recente publicação dos dirigentes da Secretaria de Educação daqui de São Paulo engessou o uso dos meses de janeiro e julho, atribuindo as nossas férias de 30 dias em duas quinzenas nos respectivos meses. Assim, logo se aproveitam da brecha para nos convocar em recesso para alguma discussão ou planejamento improdutivo.

Coisas de professor da rede pública. Como estou em recesso somente pela metade, uma vez que o SESC não para, aproveito só para viajar menos entre Campinas e São Paulo.

Abraços a todos e até a próxima!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Enquete

Olá a todos! Nesta sexta-feira, a novidade! Agora, vocês vão escolher qual o próximo tema que abordarei na nova série de postagens. Basta votar na enquete abaixo e torcer para ser a mais votada! Enquanto a enquete rola, na próxima semana escreverei sobre o cotidiano. Está meio apertado por enquanto (fim de bimestre), mas não deixarei de publicar. Não esqueça de votar aí logo na sequência ou no canto direito da página, ali do lado ;)

Sobre qual tema deve ser a nova série de postagens do LUDocência?

Estudo dos esportes coletivos

Ginástica

Vôlei

Outros, sugira nos comentários!











Abraços a todos e obrigado pelas visitas! Entrou, vote, peça o pedaço de LUDocência que você está procurando!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades VI

Chega ao fim a série sobre o ensino do basquete nas aulas de Educação Física da escola. Eu espero que quem acompanhou as quatro postagens anteriores tenha encontrado novidades e informações úteis para dar uma incrementada na sua própria didática. Pude perceber um aumento nos acessos aqui, gostaria que esses visitantes deixassem seus palpites para ajudar a construir uma sugestão de atividades ainda mais rica, não deixem de comentar sobre o que leram, críticas, reclamações e sugestões, tudo é bem vindo!

Neste último texto, proponho apenas a realização de uma avaliação dos conteúdos estudados. A intenção deste momento é verificar como se deu a compreensão por parte dos alunos da modalidade. O importante é não privilegiar somente a compreensão prática do jogo, nem questionamentos baseados somente em informações específicas com relação às regras ou descrições de movimentos.

Aula 5 - Avaliando os conteúdos estudados

Com minhas turmas, o momento de avaliação não é algo engessado. Os alunos são avaliados continuamente em diversos aspectos (leia o post Avaliando desse jeito...) e a produção de uma avaliação escrita somente coloca de forma concreta aquilo que foi objeto de estudo, servindo para atribuir conceitos individuais e também como comprovação ao aluno de que cada atividade realizada trouxe novos conhecimentos.

Mesclo questões objetivas (com alternativas para marcar a correta), dissertativas (nas quais eles precisam pensar nas respostas), uso de vídeos, figuras e descrições de situações em que eles apresentem os conceitos discutidos em aula ou sugiram soluções. Por fim, abro um espaço para que ele rebobine a fita e lembre de tudo o que viu e fez, comparando com o que já sabia ou fazia e destacando o que foi mais interessante, além de tecer comentários sobre o que foi realizado e sua própria participação ao longo do programa.

Observe o exemplo de avaliação que apliquei nas sextas séries neste bimestre:



Nome:
Avaliação - 6ª Série - 2º Bimestre 2011

1 – Conte a origem do esporte Basquetebol, citando o país em que surgiu e como foi criado.

2 – Durante o jogo, alguns movimentos se repetem e são característicos do jogo. Quais são os movimentos observados em um jogo de basquete?

3 – Para cada frase, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) No basquete, é permitido segurar a bola nas mãos e andar sem limite de passos

( ) O movimento de bater a bola no chão com uma das mãos é chamado de drible

( ) A equipe de basquete é composta de sete jogadores na quadra, além dos reservas

( ) Durante o jogo, a maioria das cestas vale dois ou três pontos

4 – As faltas são marcadas sempre que um jogador é tocado pelo adversário. Em que local as faltas comuns devem ser cobradas?

a) Somente no fundo da quadra b) No lugar onde aconteceu c) Somente na lateral da quadra d) Na lateral ou no fundo da quadra, o mais próximo do lugar da falta

5 – Escreva sobre o seu estudo e aprendizado neste bimestre, quando falamos de basquete. Conte o que você já conhecia sobre esse esporte, o que você descobriu de novo ou interessante, quais ideias você mudou a respeito do basquete e outros comentários de sua preferência.

Algo nesse sentido é bem amplo para conseguir avaliar aqueles que se envolveram mais com o esporte e também aqueles que talvez não tenham o basquete dentre suas preferências, mas estavam em aula e precisam demonstrar conhecimento relativo ao que foi estudado. Logicamente, esse modelo de avaliação foi o escolhido para agora, mas está em aprimoramento eterno!

Sugestões de referências

Deixo aqui a indicação de um ótimo livro para quem quer ensinar basquete, tanto para a iniciação esportiva como o treinamento. Escrito por dois dos ótimos professores com quem aprendi durante os anos de faculdade, além de outro autor também formado na UNICAMP e pesquisador da modalidade, o livro PEDAGOGIA DO ESPORTE - INICIAÇÃO E TREINAMENTO EM BASQUETEBOL (Ferreira, Paes e Montagner - 2009 - Ed. Guanabara Koogan) é completo em discutir questões inerentes ao ensino e aprendizagem em esportes, apresentando conceitos básicos do esporte e também trazendo informações mais elaboradas com relação a posicionamentos, sistemas de ataque e defesa, assim como sugestões de atividades para diversos objetivos. Vale a pena tê-lo na estante para consultas eventuais, não só para o basquete.

Sugiro também alguns filmes! Primeiramente, Coach Carter (2005), com Samuel L.. Jackson, a história real de um técnico que volta ao colégio em que estudou para treinar o time de basquete, impondo algumas exigências que extrapolam o trabalho na quadra, causando revolta quando impede os jogadores de treinar e jogar pelo seu mau desempenho nas aulas do colégio. Mostra muito de basquete e também traz algumas lições interessantes. Na linha mais "Sessão da Tarde", sugiro A Hora da Virada (também de 2005), com um técnico que sai da famosa liga de faculdades estadunidenses para trabalhar em uma escola, encontrando um grupo acostumado a perder sempre no basquete. Mostra muito do que compõe o jogo e também traz a mensagem de buscar aquilo que é vantagem em cada um para formar um grupo vencedor... Mas aposte na comicidade para chamar a atenção dos alunos!

Caso queira mais opções, este site em inglês tem catalogados um número grande de filmes com a temática basquete, leia e encontre o que procura: http://www.sandlotshrink.com/moviebkb.htm

Na próxima semana, quero iniciar uma nova série de postagens, para isso, trarei uma novidade! Até a próxima, abraços a todos e bom feriado!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades V

Chegou o momento que os alunos mais esperam: jogar basquete "de verdade". A questão do esporte competitivo influencia bastante no gosto pela atividade formal, então dar ênfase nas outras atividades quebra essa sede por esporte e transforma o jogo em algo mais natural.

Aula 4 - Jogando o nosso basquete
Para ter um jogo acontecendo como meio de aprendizagem contínua e não como fim, é preciso construir junto aos alunos procedimentos que orientem o desenrolar da atividade. Este ano, fiz isso por meio de um jogo de perguntas e respostas baseado nos exemplos abaixo:

UM JOGADOR RECEBE A BOLA E ANDA PELA QUADRA TODA COM A BOLA PRESA NAS MÃOS, VOCÊ CONCORDA? O QUE SERIA CORRETO?

UM JOGADOR RECEBE A BOLA, DRIBLA PARA DESLOCAR-SE NA QUADRA, MAS SEGURA A BOLA TODAS AS VEZES QUE UM ADVERSÁRIO SE APROXIMA, VOCÊ CONCORDA? O QUE SERIA CORRETO?

UM JOGADOR TOCA NO BRAÇO DO ADVERSÁRIO ENQUANTO O OUTRO ESTÁ EM POSSE DA BOLA, VOCÊ ACHA QUE ESTÁ CERTO? O QUE SERIA CORRETO?

APÓS UM ARREMESSO, A BOLA NÃO CAI NA CESTA E UM JOGADOR EMPURRA O OUTRO PARA CONSEGUIR O REBOTE, VOCÊ ACHA CORRETO? O QUE DEVE ACONTECER?

Basta eleger situações comuns do jogo, que já pode ter acontecido e servir de referência durante este momento. Aqui, eles refletem sobre o que é proposto e apresentam soluções que entendem ser adequadas. Na sequência, é possível fazer um acerto coletivo com relação ao basquete que será jogado pela turma, estabelecendo regras básicas que todos conheçam. Também vale sonda alunos que queiram fazer a arbitragem dos jogos, alguns gostam bastante! Só não deixe de acompanhar e supervisionar, pois ainda é comum que se deixem levar pelo envolvimento pessoal na aplicação das regras ou se confundam com as observações.



As regras mais importantes do basquete

- Todas as vezes em que o jogo for interrompido, o reinício acontece na lateral ou fundo da quadra, sendo no ponto mais próximo de onde a infração/o lance ocorreu.
- Ao receber a bola, o jogador inicia o drible batendo a bola no chão e volta a segurá-la nas mãos. Caso inicie um novo drible, perderá a posse da bola. Este lance é chamado de DUAS SAÍDAS.
- Ao segurar a bola nas mãos, o jogador tem o direito de andar dois passos. Caso movimento somente um dos pés, girando sobre o outro no lugar, o giro é livre.
- O jogador em posse da bola que seja tocado, empurrado, deslocado, puxado sofre falta, que deve ser cobrada do lado de fora da quadra, no ponto mais próximo de onde ocorreu.
- As cestas podem valer 1 ponto (nos lances livres, cobrados nas faltas que ocorrem quando um jogador está efetuando arremesso em direção à cesta), 2 pontos (durante o jogo dentro da região demarcada pela linha de 3 pontos no ataque) e 3 pontos (toda a região além da linha de 3 pontos no ataque).

No mais, caso surja alguma divergência, basta parar e entrar em acordo sobre o que deve ser feito. Não é ordinário ser estritamente igual ao basquete oficial, afinal saber como funciona o jogo e quais são suas possibilidades é muito mais importante que conhecer cada regra.

Durante as aulas, procuro alternar exercícios e atividades relacionadas ao fazer durante o jogo com momentos de divisão em equipes para jogar (essa divisão feita pelo professor para favorecer jogos mais equilibrados). Confesso que não cheguei a um consenso comigo mesmo na questão da participação conjunta de meninas e meninos. Aplico atividades paralelas (o mesmo para todos), mesclo em alguns momentos, deixo jogarem junto e também faço jogos separados por gênero. Ainda percebo as meninas mais à vontade quando jogam somente entre elas mesmas, mas acredito que o processo deve incluir momentos em que os garotos aceitem a participação delas sem qualquer exigência de rendimento (falo dos meninos porque eles são os mais difíceis, embora algumas meninas...). Eis a parte mais complicada.

Vou dedicar o último texto da série para deixar algumas dicas e referências sobre a pedagogia do basquete. Abraços a todos e até a próxima!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades IV

Seguindo com os trabalhos, chegamos aos arremessos e rebotes. Nem preciso falar que essas coisas podem ser aprendidas em conjunto, afinal depois de um arremesso mal sucedido sempre existe um rebote, nada mais natural. Assim, jogos que envolvam as habilidades já apresentadas e reúnam novos elementos são legais e tornam o esporte mais interessante e possível.

Basquete

Aula 3 - Arremessos e rebotes
Esqueça deixar apenas os alunos posicionados e arremessando da mesma posição até acertar. Faça-os trabalharem em duplas, executando um pouco do movimento de arremessar de cima da cabeça. Basta eles entenderem como conseguir mandar a bola alto e para frente, isso usando o corpo todo! Um belo trabalho de coordenação, mas faça isso acontecer desapercebidamente ao longo dos jogos e atividades a seguir:

- Em trios, dois jogadores passam a bola entre si enquanto o terceiro tenta interceptar a bola para tomar o lugar de um dos outros. Valendo ou não o "toco" (veja aqui uma seleção de tocos), valendo ou não para a dupla poder saltar para arremessar...
- Em trios, um aluno segura um bambolê posicionado em cima de um banco enquanto os outros dois executam o arremesso tentando fazer a bola passar dentro do bambolê. Marcar o tempo para ver quantos conseguem sem deixar a bola cair no chão e trocar as posições.
- Dividir duas equipes, uma de cada lado da quadra. Alternadamente, eles lançam a bola com força no chão para que ela suba e o outro time tente recuperar sem deixar cair no chão, marcando os pontos no erro do adversário.

E qualquer outra possibilidade nesse sentido vai bem. Especificamente, vale falar da bandeja. A compreensão dessa jogada passa pelo uso da tabela e o número de passos que são permitidos com a bola nas mãos, então são três tacadas numa só.

- Em duplas, os jogadores se deslocam passando a bola entre si em um corredor na lateral da quadra (na grande maioria das quadras de escola, a linha lateral e a lateral da quadra de vôlei) até aproximar-se da cesta, quando o jogador do lado de dentro recebe, dá dois passos e arremessa usando a tabela.
- Dividir duas equipes. Próximos de cada tabela, distribua dois trios de bambolês no chão, à direita e esquerda, colocados em uma distância de passada adequada aos alunos. O objetivo das equipes é passar a bola até que alguém receba a bola dentro do 1º bambolê, se desloque apoiando um pé em cada bambolê seguinte e execute o arremesso fazendo a bola bater na tabela para marcar o ponto. Em caso de erro, o jogo reinicia com posse da outra equipe.


Legal, hein? Já dá pra ver que todo mundo pode tentar... Mas sempre tem aqueles que não conseguem participar em jogos tão coletivos inicialmente, então reserve sempre uma parte das aulas para algo mais simples. Recomendo o jogo do "relógio" (também chamado de "garrafão"), que consiste em arremessar das posições demarcadas no garrafão abaixo, prosseguindo ao próximo ponto de arremesso sempre que acertar. Vence o aluno que conseguir dar a volta primeiro.

Tem também aquelas estafetas legais de pegar a bola, arremessar e voltar para a fila quando conseguir acertar, apesar da comparação exigir uma certa habilidade na composição das equipes para não desmotivar e criar atritos entre os alunos (fato! eles não conseguem respeitar os limites individuais, vale reforçar essas diferenças aqui? Existem outros momentos para ter essa conversa): numerar e chamar por número, passar a bola até o primeiro/ último da fila que sai para o arremesso (driblando) e uma bem legal que aprendi a chamar de "choque": os alunos ficam todos de mãos dadas, com o professor no centro da linha formada. Com um aperto de mão que vai sendo transmitido até o fim da fila, quem está na ponta sai somente quando receber o sinal pela mão. Eles se divertem e a gente também, pegando os engraçadinhos que soltam o "choque" antes da hora!!! Tem também uma dinâmica de duas filas na qual uma equipe inicia arremessando e, se o arremesso não é convertido, a outra fila é responsável pelo rebote e novo arremesso. Em caso de cesta, dois pontos são marcados, se o outro time não consegue o rebote, um ponto é marcado. Para deixar mais acessível a todos, permita inicialmente um quique da bola no chão. Depois, vá propondo mudanças conforme a adequação da turma.

Escreveria muito sobre essa história de jogos para aprender a jogar, mas os exemplos são um início pra quem precisa de ideias. Alguma coisa disso eu já uso bastante (inclusive para outros tipos de atividades e modalidades), outras eu não pude aplicar até agora. Usem, abusem e depois voltem pra contar como foi. Não esqueçam de comentar! Abraços a todos e até a próxima.
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