Tem certas falas muito comuns de se escutar quando trabalhamos com educação, seja ela formal ou não: "Os alunos não se interessam por nada!", "Eles não querem saber de nada!", "Já tentei de tudo e eles não querem ouvir..", "É impossível essa sala..."
Eu concordo que muito do que a escola poderia (e deveria) ser está perdido em algum lugar do tempo e espaço e hoje temos levas de crianças desencontradas nas muitas salas de aula abarrotadas do nosso país. Mas detesto generalizações burras e, além disso, pessoas que se valem de "muletas" para justificar a própria incompetência.
Manter-se em constante evolução é o desafio de quem educa atualmente. O complicado é que a desmotivação dessa classe profisisonal é geral... O ritmo de trabalho é estressante e perde-se mais tempo com resolução de conflitos e menos com educação.. Quando há o espaço, acontece também do profissional responsável não ter competência suficiente para sua função. Didática é fundamental e, juntamente com condições materiais adequadas e um sistema que exija compromisso de todas as partes envolvidas, pode ser a chave para construir uma escola voltada realmente para a formação do ser humano.
Meu trampolim de pneu fez sucesso. Eu podia estar lamentando que a escola não possui espaço e materiais para que eu pudesse desenvolver um trabalho na ginástica, podia estar apostando no mesmo e culpando os alunos pelo fracasso de minhas tentativas em aula... Mas arregacei as mangas, mesmo sabendo que o reconhecimento é mínimo. Peguei firme em meu projeto, fiz algo que sabia que traria outra cara para as aulas e pude comprovar que estava certo. Mais do que saber o que ensinar, é necessário repensar o COMO, quais métodos são os mais adequados.
Estou finalizando a temática nas quintas séries, montarei as coletâneas de registros, digitalizarei alguns melhor elaborados e colocarei aqui para que possamos conversar.
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