quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pedagogia do basquete - encestando novas possibilidades III


Agora é hora de falar um pouco das atividades que podem ser trabalhadas com os alunos. Já tem um tempo que aquele modelo de aula feito com base no treinamento de habilidades vem sendo recriminado no meio acadêmico por privilegiar somente quem já possui maior bagagem motora. Ainda, a opção por jogos e atividades gerais que colocam a criança para jogar diretamente são mais inclusivas, mas talvez não deem chance do aluno perceber as maiores possibilidades dentro de um jogo ou esporte coletivo. Minha ideia: nem uma coisa, nem outra. Há momentos mais voltados para a coisa das filas, trocando passes, fazendo o movimento (embora sejam parte pequena do programa) e momentos em que se pode testar todas as variações possíveis dentro do esporte, sem restringir intenções e inovações que venham a surgir. Sou a favor de que se consiga jogar um basquete, no caso, próprio daquela turma, daqueles alunos e não vinculado a um modelo do esporte espetáculo, afinal os caras medem 2 metros e lá vai pedrada, meus alunos não passam do 1,70m!!!

Basquete

Aula 1 - Apresentação da modalidade
Momento de perguntar aos alunos se conhecem o esporte, se já viram ou jogaram uma partida, o que sabem das regras, se existe algum atleta famoso, se há locais onde se possa jogar nas redondezas. Depois, sugiro montar com eles um quadro informativo bem simples sobre a origem da modalidade, seu objetivo fundamental, possíveis movimentos, número de jogadores, um desenho da quadra, forma de disputa e tempo de duração de uma partida.

BASQUETE
Nome oficial = basquetebol (do inglês "basketball", onde basket significa cesto e ball significa bola)
Origem = nos Estados Unidos da América (EUA), em 1891, criado pelo professor de educação física James Naismith.
Objetivo = Acertar a bola em cestos para marcar pontos.
Movimentos fundamentais = Driblar, Arremessar, Passar e Receber, Pegar rebotes.
Regras básicas = Equipes formadas por 5 jogadores em quadra disputam partidas de 40 minutos, divididos em 4 tempos de 10 minutos. As cestas valem 1, 2 ou 3 pontos dependendo de onde e como são feitas.
Quadra de jogo =
Aula 2 - Manipulação de bola
Pode parecer simples, mas saber quicar uma bola no chão é impossível para alguns alunos chegam às séries finais do ensino fundamental, resultado de uma educação física que permite que se sintam excluídos e desconfortáveis em tentar realizar o que é proposto. Aqui a discussão entre atividades de caráter mais tecnicista faz um pouco de sentido e não vejo problema em dividí-los em filas para que executem diversas maneiras de driblar e passar a bola (até porque, infelizmente, não há uma bola para cada um na imensa maioria das escolas), vale inclusive o uso de jogos de estafeta para tornar a coisa mais motivante!

- Desloca-se pelo espaço lançando a bola e pegando, sem deixar cair (variações: acrescentar palmas antes de pegar a bola lançada para cima);
- Desloca-se pelo espaço passando a bola ao redor do corpo com uso das mãos;
- Desloca-se pelo espaço passando a bola por baixo das pernas, com flexão do quadril;
- Desloca-se pelo espaço passando a bola de uma mão para outra;
- Sai driblando a bola com uma das mãos e retorna com a outra;
- Sai driblando a bola alternando as mãos;
- Sai driblando de costas;
- Sai driblando e girando para a direita e esquerda;
- Sai driblando a bola por entre as pernas, de um lado a outro;
- Sai driblando e passa a bola nas mãos do colega;
- Sai driblando e passa a bola quicando no chão;
- Sai driblando e passa a bola por cima da cabeça.

Essas atividades podem ser realizadas em toda aula como aquecimento e como oportunidade relembrar e possibilitar um maior número de execuções por parte dos alunos. Existem outras possibilidades como:

- Dispor cones pelo espaço, devendo o aluno driblar contornando todos, retornar à fila e passar a bola;
- Dispor cones em linha, devendo o aluno driblar entre todos, retornar à fila e passar a bola.

Outra sugestão é tornar o trabalho mais coletivo, fazendo com que a bola saia, por exemplo, com o último da fila, que executa a tarefa e retorna na frente, passando a bola para trás de maneiras variadas: por cima da cabeça, por baixo das pernas, pela lateral do corpo, alternando diferentes maneiras. Ainda pode-se fazer com que o primeira da fila inicie a atividade, retorne driblando por entre os colegas (que ficariam mais afastados) e passe a bola para frente.

Existem infinitas variações na questão da manipulação da bola, basta ter criatividade e observar bem quais são as tarefas que trazem desafio e curiosidade aos alunos. Inicialmente, eles terão muita vontade de começar a arremessar na cesta, mas é legal fazer com que compreendam que terão muitas chances de fazer tudo que está presente em um jogo de basquete.

No próximo texto, atividades que incluam o arremesso, sem abandonar essa herança de integrar as possibilidades em pequenos jogos. Encontro vocês aqui em breve! Abraços a todos, fiquem livres para comentar.

2 comentários:

  1. Olá Guilherme.
    Post divulgado na Teia
    Até

    ResponderExcluir
  2. Opa! Obrigado mais uma vez, Alfredo. Grande abraço!!

    ResponderExcluir

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