quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - parte III

Reservei está última postagem do ano para falar somente do blog.

Retrospectiva 2011

- No blog: Em 2011, instituí um novo modelo de gestão e postei séries temáticas contendo propostas de ensino relacionadas a conteúdos da Educação Física Escolar. A partir de março, desenvolvi cada série sempre pensando em pontos de partida, caminhos para tornar aquilo que estudávamos mais próximo, encerrando com possíveis linhas de chegada. Na cronologia, temos:





Foram 26 discussões a respeito do ensino em Educação Física Escolar. Recebi muitos acessos através de pesquisas em sites de busca, provavelmente colegas de trabalho ou estudantes de Educação Física, em formação profissional ou frequentando a escola, buscando respostas para o que faziam em aula.

No entanto, todos estes acessos eram pontuais e anônimos. Sinto falta de pessoas postando comentários para dizer se gostaram, se é coerente, se as postagens ajudaram, se voltariam... Ando pensando em como tornar o blog mais receptivo a estas participações. Talvez mais registros das práticas ajudem a torná-lo mais visual, mais real e palpável, é uma meta!

Vale marcar que 2011 foi o ano em que o LUDocência se tornou reflexo de meu trabalho na escola e caminhou junto com as aulas que eu montava. Espero que ele continue crescendo, servindo de ferramenta para formação e discussão na área, além de me permitir a mesma reflexão de sempre. Aguardo vocês aqui a partir de fevereiro com postagens significativas, novas séries e mais a respeito dessa maneira de aprender Educação Física pensada através do jogo.

Deixo aqui votos de um 2012 repleto de alegrias e realizações a todos. Saio de viagem nesta sexta para curtir a companhia de quem gosto e recarregar as baterias. Abraços a todos e até 2012, LUDocência!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - parte II


Dando sequência às postagens sobre 2011, falarei sobre o SESC!

Retrospectiva 2011

- No SESC Vila Mariana: os primeiros dois meses aqui na capital paulista foram uma prévia do que ainda viria. A aposta de deixar a amada Campinas para entrar na correria de São Paulo tinha base no crescimento profissional e na oportunidade trabalhar para uma empresa socialmente comprometida.

Precisei sair de casa, mas encontrei logo um teto bacana, morando numa república bem perto do SESC, que fica numa região central de Sampa. Daqui, eu acesso facilmente a linha azul, a linha verde e a linha vermelha. Voltei a ir trabalhar de maneira mais saudável com caminhadas de 30 minutos, sem falar no tempo para almoçar!

Mas o trabalho foi o que houve de mais gratificante. Quando da virada do ano, fiquei um pouco preocupado em razão de ser escalado para assumir as aulas da turma de vôlei aperfeiçoamento. Não sabia exatamente como proceder, afinal nunca havia tido experiências aprofundadas com esporte adulto, exceção às recreações e competições arbitradas. Foi o que tive de mais difícil, pois o restante da escala foi quase que totalmente igual ao início em novembro.

Mas segui aprendendo muito sobre essa história de ser instrutor do SESC: escalas, compensações, programações, problemas, soluções, alunos, reclamações, atestados... No fim, foi gratificante demais estar com essas pessoas, colaborando para sua saúde, convivência e alegria. O reconhecimento vinha sempre pelos sorrisos e alguns mimos ;)

Só precisei deixar as turmas de terça e quinta à noite para cobrir as aulas de futsal feminino e masculino com a saída do colega Rafael. Perdi um vínculo legal, mas estabeleci outros, embora mais temporários. Para o próximo ano, carrego essa bagagem de experiências novas e diversificadas!

Não sei até quando ficarei por aqui, talvez uma transferência para outra unidade aconteça, ando pensando em Campinas, considerei outras cidades... Muitas circunstâncias influenciarão quando eu precisar decidir se tento outra mudança ou um retorno.

Na semana que vem, encerro o ano com a retrospectiva do blog! Abraços a todos e um ótimo natal, estejam perto de quem vocês mais amam!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - parte I

O fim do ano está aqui e já podemos ir recolhendo as cadeiras, limpando as mesas, 2012 está na porta e é melhor que encontre tudo arrumado. Como fiz nos outros anos, vou retomar o ano profissional e relembrar fatos importantes, avaliações e juízos. Em 2011, vou incluir comentários a respeito deste blog, que cresceu muito e tomou forma.

Retrospectiva 2011

- Na escola: Talvez tenha sido realmente o ano em que percebi maior maturidade na minha didática em Educação Física Escolar. Dentre muitos fatores, acredito que o número reduzido de turmas e o fato de já conhecer os alunos (na recíproca deles também me conhecerem como professor) foram os principais condutores de um ano especial.

No entanto, sempre fica algo que a gente pode mudar ou reformular. A falta de tempo livre para dedicar mais cuidado às avaliações trouxe dificuldades em atribuir conceitos, não saiu como eu queria. Mas não dá pra assumir a bronca sozinho, os bimestres cheios de feriados e pontos facultativos prejudicaram também, sem falar nas pressões administrativas para entregas de notas e documentos em prazos curtíssimos. O bimestre que iria até 16 de dezembro precisar encerrar notas em 26 de novembro elimina 20 dias, dos quais eu imaginava ter, pelo menos, mais sete com alunos em sala. A burrice de ter 200 dias em calendário não promove nada de benéfico aos alunos, somente professores de saco cheio querendo ir na escola assinar o ponto e irem embora.

Para o próximo ano, algumas leituras que realizei, a participação no Seminário da USP e ideias que tive ao longo das aulas me inquietaram no sentido de mudar os processos. Ando criando algumas possibilidades que permitam ao aluno assumir um maior protagonismo, pois foi ponto geral o distanciamento entre eles e a Educação Física, mesmo com sequências didáticas abrangentes. Trarei as novidades em breve!

No mais, também foi um ano de perdas consideráveis na qualidade do meu acervo material de trabalho. Com mais 3 colegas de Educação Física na escola, fica tudo desorganizado, ninguém cuida direito do que usa e acabamos o ano com bolas furadas pra todo lado, materiais quebrados, o depósito de pernas pro ar. Como era bom no Leite do Canto, era só eu para cuidar de tudo e zelava com carinho!!

2012 ainda é uma incógnita, me inscrevi para uma jornada de vinte aulas, mas estou na dependência de mudanças no SESC. Caso continue aqui em São Paulo, retorno para 10 aulas e vou selecionar as turmas de trabalho. Espero reencontrar alunos meus e também oferecer um ponto de partida a quem estiver de chegada na nossa escola.

Semana que vem, o ano no SESC e considerações a respeito do LUDocência. Abraços a todos!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sacando o Voleibol VIII


Ontem dediquei minha manhã ao trabalho da pós e acabei viajando para Campinas à noite, então os finalmentes da série chegam neste sábado cinza.

Avaliar em Educação Física sempre é complicado: o simplismo pode levar em conta somente a observação e participação e o exagero conteudista acaba deixando os alunos distantes do que fazem na prática. Para ler mais sobre avaliação, leia a postagem Avaliando desse jeito.

Aqui, vamos tentar uma proposta simples de avaliação. Fundamental exigir que o aluno deposite maior atenção ao jogo possível alcançado através das aulas, além de permitir que ele expresse sentimentos, ideias e reflexões sobre todas as tarefas cumpridas.

Produção Avaliativa - Vôlei

1 - Comparado ao futebol e o basquete, por exemplo, o vôlei tem movimentos diferenciados. Explique qual o movimento básico presente no jogo de vôlei e que dificuldades ele apresenta.

2 - Imagine que você encontrou alguém que não conhece nada a respeito do vôlei e quer saber sobre as aulas e o esporte. Quais informações você daria a esta pessoa para que ele conseguisse entender o que é o vôlei?

3 - Explique brevemente o que é o rodízio, qual o motivo dele acontecer durante o jogo de vôlei e quais os benefícios para a equipe.

4 - Descreva sua trajetória ao longo das aulas sobre vôlei, contando o que já conhecia sobre esse esporte, o que aprendeu, o que foi fácil, o que foi difícil e outros comentários a respeito que você gostaria de registrar.

Algo bem interessante para contribuir neste momento seria exibir uma filmagem daquela partida inicial, na primeira aula da série, seguida do último jogo realizado pela turma. A observação seria rica e motivadora no sentido deles mesmos perceberem a evolução alcançada com a participação.

Para mais informações, recomendo!

Just Volleyball - Site administrado pelo professor Jorge Barros de Araújo (Jorjão), ríquissimo em informações e exercícios detalhados a respeito do vôlei (quadra e areia).

Aqui mais um ponto final! Foi bem gratificante escrever a respeito do vôlei, devo muito do que aprendi às turmas de vôlei do SESC. Ao longo do ano, cada aula nas turmas de Aperfeiçoamento e Iniciação Adulto foi um laboratório importante e um aprendizado mútuo. Obrigado aos alunos pela paciência e participação!

Até a próxima, abraços a todos!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Precisa-se de professores blogueiros!!


Olá a todos! O site Blog Teia, da Agência WD1, está recrutando professores que escrevam blogs para construir um blog educacional com postagens das diversas áreas e temas. Quem estiver interessado em contribuir, acesse o site ou envie uma mensagem para alfredo_agenciawd1@hotmail.com.

Eu já estou dentro desde sempre, o Teia é um grande parceiro e ajuda na divulgação do LUDocência, espero por colegas com vontade de formar um grupo! Abraços a todos!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sacando o voleibol VII

Tem uma dica que eu deixei de citar nas postagens anteriores relacionada à dinamização do espaço. Obviamente, pensar o voleibol exige uma rede posta para dividir a quadra, na concepção simplista do esporte. É interessante vencer essa imposição espacial, propondo dinâmicas em roda, simplesmente mantendo a bola no alto, o uso da rede mais baixa, para dar oportunidade a todos de executar saques, ataques e bloqueios, e mais divisões do espaço, como cordas traçando quatro divisões na quadra, permitindo maior participação.

Saque, Recepção, Ataque... Prossigamos ao que ainda está faltando para completar as possibilidades do jogo: bloqueio e, finalmente, o rodízio.

Feitos os resgates necessários, vamos a duas sequências para falar do que ainda falta para compor o vôlei:

Aula 6 - Bloqueios

Vai surgir uma certa empolgação aqui, afinal a sensação de parar o movimento da bola com os braços e ainda conseguir pontos equivale à defesa do pênalti no futebol. Muitos saltos depois, eles estarão um pouco mais cansados e mais inteirados no que podem fazer...

-Aquecimento: dois a dois, afastados dois passos, se aproximam frente a frente, saltam e batem as mãos no alto. O mesmo pode ser feito ao longo da rede.

- Conforme o número de bolas, divida o grupo em duplas/trios/colunas com alunos frente a frente. Um colega lança para o alto, enquanto o primeiro da outra coluna deve se aproximar e saltar com os braços estendidos, recebendo a bola. Na sequência, uma fila lança enquanto a outra salta e impulsiona a bola com os braços para frente.

- Rede humana: Divida a turma em três. Uma das equipes fará o papel de rede, ficando no centro do espaço, enquanto as outras duas jogarão normalmente, o vôlei que entenderem possível a todos. Toda a vez que a equipe do centro (rede) conseguir tocar a bola antes que ela passe para a outra quadra, executando um bloqueio, ela ganha o direito de tornar-se uma equipe que joga, enquanto quem foi bloqueado assume a posição de rede humana. As variações podem ocorrer na maneira que se joga (segurando a bola, manchete, toque, manchete e toque, jogo livre, três toques, maior número de toques, cada toque em pessoas diferentes, cada passagem de bola ao outro lado exige mudança de lugar dos jogadores etc.), no espaço (divisão com equipes menores jogando em quadrado, onde quatro "redes" fecham uma equipe e tem outras quatro jogando do lado de fora) e no número de bolas, para aumentar a dificuldade.

Aula 7 - Rodízio e Posicionamento

Na regra do jogo, existe um posicionamento definido. Logicamente, uma aula com turmas escolares sempre terá muita gente para jogar e pouca quadra. Assim, adaptar o número de pessoas em quadra e formas de permitir que todos joguem, a princípio, é o caminho. Com o passar das aulas, dá pra trabalhar do jeito "certo" para que eles entendam melhor a dinâmica.

- Câmbio: Desenhe os números no chão e peça um aluno em cada posição. Explique o sentido decrescente dos números e também as regras do Câmbio: semelhante ao vôlei nos três possíveis toques em cada passagem de bola, mas permitindo segurá-la e lançá-la, inclusive no saque. Toda vez que a bola passa ao outro lado por cima da rede, a equipe realiza uma rotação do rodízio, deslocando-se uma posição. Conforme os alunos entendam o funcionamento do jogo e o deslocamento do rodízio, vá adicionando elementos dificultadores: saque conforme a regra do vôlei, recepção deve ser rebatida, o segundo toque rebatido, somente a recepção pode ser segura, três toques em rebatida para finalmente chegar ao vôlei.

Daqui pra frente, quem quiser melhorar seu jogo e se interessar mais, tem ferramentas mais do que básicas para prosseguir. Dar sentido ao que se conhecia apenas de ver e assistir é o exercício de maior valor numa pedagogia esportiva. O próximo post dará conta de uma breve maneira de avaliar os conceitos abordados e algumas referências para ajudar a compor as atividades. Abraços a todos!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sacando o voleibol VI


Uia, essa série está longa, bastante conteúdo, já chegamos na sexta postagem. Acredito que seja um reflexo da domínio motor mais complexo, então as situações de experimentação devem ser em abundância, sem falar na dinâmica inversa em relação às outras modalidades: enquanto o jogador de basquete procura reter a bola para que seu time atinja seus objetivos, o jogador de vôlei a todo momento envia a bola para a outra equipe, para o outro jogador...

Mais uma vez, vou me perdendo nas divagações!

A lapidação desta nossa sequência vai encontrar dois momentos hoje: jogos e exercícios para experimentar o ataque (conjuntamente ao saque por cima). Serei breve - na medida do possível ;) - ao abordar esta parte. Semana que vem, o posicionamento de rodízio e, por fim, uma sugestão de avaliação e outras referências para os interessados.

Aula 5 - Giba neles!

Pensando na escola, nunca tem bola para todos. A alternativa é criar materiais de fácil acesso quando preciso. Para essa aula, bolas de meia ou mesmo de papel dão conta, o ideal seriam bolinhas pequenas de borracha ou (sonho!) bolas de tênis.

- Para aquecer: em duplas (trios/quartetos/...), cada aluno deverá segurar a bolinha na mão e lançá-la ao próximo colega com o braço estendido acima da cabeça. Uso dos braços direito e esquerdo. O uso da bolinha visa facilitar o trabalho de coordenação do braço em extensão, importante para que sejam capazes de perceber o encadeamento de força tronco-ombro-cotovelo-punho-bola.

Videogame: Esse jogo eu conheci através de treinamentos feitos como instrutor do SESC com o professor Abel Ardigó. Vou adaptá-lo ao contexto da postagem, mas pode ser usado para outras aplicações, não só no vôlei.

Com a rede montada, serão colocados em cada metade de quadra 6 colchonetes (podem ser substituídos por demarcações de giz, tapetes, caixas), seguindo aproximadamente o formato das posições de rodízio. Os alunos serão divididos em duas equipes, lançando as bolinhas do fundo para acertar os alvos do outro lado da rede. A equipe que consegue acertar determinado número de bolinhas no primeiro alvo, tem o direito de substituir o alvo por um aluno, que deve receber a bolinha, e assim por diante, até termos 6 pessoas na quadra. Lembrando que o lançamento da bolinha deve ser especificamente com o braço estendido, como um ataque ou saque por cima.

Existem variações mais simples com o saque por baixo, com o toque ou manchete, tipos diferentes de bolas etc.

Outro jogo!

Paredão: Acredito que em algum lugar no espaço livre deve existir uma parede útil. Divida os alunos em duas ou mais colunas, de acordo com o tamanho da parede, ou ainda de acordo com o número de paredes disponíveis. Um a um, os alunos de cada coluna alternarão ataques da bola contra o chão de maneira a fazer com que ela bata na parede, voltando, enquanto o aluno da coluna ao lado dá continuidade. A coluna que erra o ataque (bate direto na parede, volta e cai antes da linha das colunas, bate para o lado errado), cede o ponto.

As variações consistem no movimento usado (que pode ser aquela rebatida inicial com uma das mãos, manchete, manchete antes de um toque, manchete antes do ataque) na bola ou ainda com alvos mais precisos: uma linha acima da qual a bola deve tocar a parede, uma linha que deve ser superada pela bola atacada etc.

A exploração desse movimento é um pouco mais complicada, o tempo da aula talvez não seja suficiente, mas os alunos que se interessarem já conseguiram algumas dicas para tentar.

Por hoje é só. Abraços a todos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

XI Seminário de Educação Física Escolar


Neste final de semana, entre 25 e 27 de novembro de 2011, acontecerá na Escola de Educação Física e Esporte da USP o XI Seminário de Educação Física Escolar. Já me organizei para participar das palestras, espero que traga novas reflexões para minha atuação!

Sempre gosto de eventos como esses, ver o que as pessoas andam pesquisando, porque acontecerá também uma exposição de pôsteres, ouvir estudiosos tratando da escola, da Educação Física... Essa correria anda me deixando meio distante do pensamento organizado, então uma reaproximação da academia não faz mal a ninguém.

Ainda volto com a postagem dessa semana, dando continuidade ao Vôlei! Na semana que vem, o encerramento da série Sacando o Voleibol e também os relatos do evento. Abraços a todos!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sacando o voleibol V

Saudações! Por acaso, após fazer a diária verificação de acessos ao blog, busquei o título desta série no Google e acabei encontrando um trabalho publicado chamado: "Sacando" o voleibol : do amadorismo a espetacularização da modalidade no Brasil (1970-2000), tese de doutorado publicada pelo Prof. Dr. Wanderley Marchi Junior em 2001, na UNICAMP. Posteriormente, o texto foi publicado em livro, de mesmo nome. Faço aqui o devido registro com relação ao uso do título, pois desconhecia o trabalho do colega, mas vou seguir com as postagens nesse assunto para facilitar a organização, além de construir um padrão de nomenclatura para estas séries (veja Pedagogia do Basquetebol - Encestando Novas Possibilidades).

Chega de enrolação!

Com o foco no saque, conseguimos adentrar o complexo mundo dos fundamentos do voleibol. Aos alunos, parecia um bixo de sete cabeças, mas espero que neste momento tudo já esteja mais próximo. Esta aula vai de encontro à necessidade de um jogo contínuo, que exige o uso do corpo para rebater a bola e mantê-la no ar = em jogo.

Aula IV - Toque, Manchete, Defesa e afins

Certamente, vários alunos terão experiências de jogadores e expectadores. O modelo de movimento percebido inclui a manchete e o toque, fundamentalmente. Se esse conhecimento não os auxilia ao selecionar o uso do corpo durante o jogar, as atividades vem suprir esse objetivo. O começo é bem paradão, eu ainda procuro maneiras de deixar menos analítico, e escrever essas dinâmicas tem me ajudado a rever alguns pontos.

- Duas colunas frente a frente, um aluno com a bola faz um lançamento em direção ao colega, de modo a fazer a bola chegar à altura do tronco, entrando no fim da fila para onde lançou a bola. O segundo executa uma manchete para devolver a bola à outra fila e se dirige ao final da fila para onde enviou a bola. Repete-se o mesmo para o toque!

- Manter as posições, chamando os lançamentos à direita e à esquerda da fila, exigindo um movimento mais lateral, que pode (deve!) incluir deslocamentos para se posicionar em relação à bola. Repete-se o mesmo para o toque!

É comum que alguns reclamem de dores nos braços pelo contato com a bola. Escolha bolas mais macias, se houver. Na faculdade, me recordo do professor na disciplina de Pedagogia do Voleibol propor o uso de bexigas dentro de capas de tecido redondas, no formato da bola, menos traumático, fica a dica ;)

Lembra do Ping-Pongão? (Veja Sacando o Voleibol III) Ele pode ser usado aqui também!! Basta pedir que os alunos usem os dois braços em suas rebatidas. Permitindo um quique da bola no chão, peça o uso da manchete para levantar a bola e o toque para enviá-la ao outro lado.

- Ping-Pongão: O jogo consiste em uma disputa de pontos na qual o objetivo é fazer com que a bola toque duas vezes a metade da quadrinha adversária, cada jogador deve rebater a bola em direção ao campo adversário depois que a bola toque uma vez o chão da sua metade. Com o desenrolar da proposta, eles vão ficar craques! Tire o pingo e proponha o jogo somente pelo alto, mas ainda com a rede construída nos cones, usando os três contatos permitidos com a bola. Aí, fica a critério estabelecer as regras: a mesma pessoa faz 3 contatos, devem ser 3 pessoas diferentes, somente manchete, para passar deve ser feito o toque, não pode ser passada com somente um toque...

O jogo do Resgate, da postagem anterior (Veja Sacando o Voleibol IV), também volta, agora com uma modificação!

- Resgate: Cada uma das equipes ocupa uma metade da quadra. Um dos integrantes de cada equipe vai ao fundo da quadra oposta de posse de uma bola. Sua função será sacar para que algum de seus colegas segurem a bola diretamente - sem deixar tocar o chão - e possam sair da quadra, juntando-se a ele no fundo para sacar e retirar o restante da equipe. Vence a equipe que "resgatar" todos para fora da quadra com maior velocidade. A mudança aqui é a exigência de recepcionar a bola rebatendo (toque, manchete ou outra maneira), sendo executados 3 contatos com a bola: o primeiro rebatido, segundo e terceiro passados (segurando a bola). O terceiro jogador a tocar a bola é "resgatado". Incremente conforme for ficando mais tranquilo, aumentando o número de passes rebatidos para dois ou três.

Entendo que, ao final dessa aula ou mesmo da anterior, já é possível permitir um momento de prática mais livre, com equipes jogando. Ainda é o começo e eles sentem certa insegurança em tentar recepcionar a bola, se sentem inibidos em usar alguns movimentos. Nada de instruir com relação a rodízio AINDA, nem posicionamento, deixe isso para os próximos momentos! Novamente, só garanta a participação de todos os que quiserem jogar e não permita que os mais "espertinhos" sobressaiam no jogo, excluindo quem ainda está num outro ritmo. No mais, solte a bola, eles estarão doidos pra começar a colocar em prática o que andam fazendo :D


Estou meio apertado com a pós (e olha que é EAD!), mas as postagens seguem normalmente toda sexta-feira. Não perca o restante da série... Abraços a todos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sacando o voleibol IV

Saudações! Conforme as outras postagens nessa série sobre voleibol (confira Sacando o Voleibol I - II - III), o primeiro passo para trazer o voleibol ao gosto dos alunos é possibilitar que eles entendam o que é rebater e consigam fazer isso individual e coletivamente.

Agora, as atividades podem apresentar recursos de movimento mais tradicionais à modalidade e também necessários para o decorrer do jogo. Hoje ficaremos com o saque!

Aula III - Saque

Dispondo de várias bolas, inicie o trabalho em duplas. Caso tenha poucas bolas (não necessariamente de vôlei, afinal variar o tamanho e peso vai contribuir bastante!!), organize várias filas frente a frente.

- O primeiro exercício objetiva se apropriar do saque por baixo, explicando que deve ocorrer com uma das mãos para se diferenciar da manchete (e ocorrer num toque só). Permita que eles explorem diferentes maneiras de sacar em direção ao colega que esteja na outra fila (ou sua dupla). Ofereça opções a quem ainda não está conseguindo direcionar a bola, posicionando a mão com punho fechado ou aberta. A posição do corpo ajuda bastante, observe se o tronco está flexionado em direção à bola, uma perna a frente em oposição ao braço que rebate a bola, dicas que irão ajudar os alunos que não descobriram como fazer a bola chegar ao colega do outro lado, que deve segurar a bola e realizar o saque de volta a outra fila.

Conforme forem "sacando", trocam para a fila que recebeu seu saque.

- Esta mesma dinâmica, se já estiver correndo legal, pode ser feita com as filas uma de cada lado da rede, com aumento gradual da distância entre elas até chegar ao fundo da quadra.

- Saques no corredor: demarque linhas a cada 1,5 metro na quadra de vôlei. Divida a sala em duas equipes (o jogo comporta, inicialmente, 24 alunos, mas pode ser adaptado para ter mais pessoas e mais equipes) e peça que em cada extremidade de linha esteja um jogador da equipe (exemplo: equipe 1 à direita ocupa todas as demarcações e nas extremidades da linha à esquerda estarão os componentes da equipe 2). Usa-se duas bolas, uma para cada equipe e que começam com os jogadores próximos da rede. Estes devem sacar para quem estiver na linha correspondente à deles no outro lado da rede, que recebem a bola (seguram) e sacam para a linha mais posterior do outro lado da rede, que recebe e saca a seu correspondente, seguindo assim até que a bola chegue ao último integrante da equipe. Marca o ponto a lateral que conseguir sacar corretamente todas as bolas com maior velocidade.

Dinâmica do jogo "Saques no Corredor" com a ordem de saques

- Resgate: Esse jogo é muito bacana porque pode ser usado em qualquer modalidade esportiva, não há limite de participantes e as variações são incontáveis.

Cada uma das equipes ocupa uma metade da quadra. Um dos integrantes de cada equipe vai ao fundo da quadra oposta de posse de uma bola. Sua função será sacar para que algum de seus colegas segurem a bola diretamente - sem deixar tocar o chão - e possam sair da quadra, juntando-se a ele no fundo para sacar e retirar o restante da equipe. Vence a equipe que "resgatar" todos para fora da quadra com maior velocidade. Mais para frente, usaremos esse jogo novamente...

Obviamente, existe também o saque por cima, mais bonito e mais plástico. Deixaremos para abordar possibilidades relacionadas quando chegarmos ao ataque, semelhante no aspecto motor. Caso existam alunos que já consigam executar outras formas de sacar que não somente a por baixo, incentive que as usem e contem aos colegas como também o fazer.

Até a próxima, abraços a todos!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novas Visitas

Essa postagem é extraordinária para agradecer as visitas vindas do curso de formação docente da rede estadual de São Paulo. Um dos tutores divulgou meu link onde falo a respeito do trampneu no fórum e tenho recebido muitas visitas de todos os cantos do território paulista. Não se façam de rogados, sintam-se à vontade para visitar essa e outras páginas do blog, tem muita coisa para compartilhar, só esperando alguém com vontade de ler e contribuir. Podem deixar seus comentários!!

Fico feliz que este professor possa ajudar seus colegas de atuação e espero que vocês continuem acompanhando o LUDocência. Abraços a todos!

sábado, 5 de novembro de 2011

Sacando o voleibol III

O contexto já se tornou mais próximo dos alunos e eles agora vão conseguir relacionar as informações com aquilo que já viram ou conheceram a respeito do vôlei. No entanto, é batata: coloque a rede na quadra, divida duas equipes e o jogo não sai. Os alunos tem a imagem do que é uma manchete, mas não conseguem que ela seja útil. Vem os jogadores na TV usando duas mãos acima da cabeça e passando a bola com precisão, mas o que conseguem é dar um tapa na bola sem qualquer controle.

A experiência de rebater é, cada vez mais, menos oferecida dentro das possibilidades esportivas, geralmente reduzida ao futebol e queimada. É preciso iniciar a conversa a partir do movimento que eles tem como possível. Esse diálogo é meio complicado, com certeza os alunos irão argumentar que querem mesmo é jogar sem interrupções, que eles sabem jogar (e alguns saberão, estes acabam jogando sozinhos ou cobrando dos outros algo que ainda não são capazes de oferecer do ponto de vista motor) e é chato. Brinco com meus alunos que eu, nesse caso, tenho como função ser chato para levá-los além do que já conhecem!!!

Aula 2 - Os princípios do rebater

Inicialmente, dispondo de várias bolas, distribua os alunos em duplas e peça que eles, frente a frente, procurem rebater a bola em direção a seu colega, permitindo diferentes maneiras de uso das mãos (outras partes do corpo também podem aparecer, como ombro, joelho, coxa, cabeça, são não dou muita abertura aos pés porque daí pro chute e bola rolando no chão, um passo, dispersão e já era), assim como liberdade no número de vezes que a bola pode bater no chão.

Peça, então, que eles usem dois toques: uma rebatida para o alto e um segundo toque para passar a bola ao colega. Aqui, são muitas as possibilidades... Passemos a uma alternativa que eu sempre aplico, não sei se posso dizer que criei, mas certamente apropriei!

Atividade: Ping-Pongão
Material: Bolas de tamanhos variados, cones, cordas, giz

Usando as linhas da quadra, você pode demarcar quadrinhas, onde dois cones ficam nas extremidades laterais, dividindo o campo na metade, com uma corda passando entre os dois cones.
Caso os materiais estejam escassos, um giz dá conta do recado! Só demarcar a quadrinha, quem sabe um banco ou cadeira sirva de "rede" e pronto... Se tiver poucas bolas, siga o texto para alternativas viáveis ;)

O jogo consiste em uma disputa de pontos na qual o objetivo é fazer com que a bola toque duas vezes a metade da quadrinha adversária, cada jogador deve rebater a bola em direção ao campo adversário depois que a bola toque uma vez o chão da sua metade. Permita o que for aparecendo de solução para o problema inicial de rebater, depois vá orientando no que for preciso e estabeleça regras que se tornem necessárias com o passar das disputas (o que acontece muito é a finalização de cima para baixo, que torna o jogo desmotivante, acabo aplicando uma regra de que a bola deve ser rebatida de baixo para cima. Também ocorre a situação de os alunos usarem muito a mão aberta e perderem força e direção, defino que só será válido o toque com a mão fechada ou lateral das mãos).

O 1 contra 1 desinibe a grande maioria dos alunos que não tem muita afeição pelo esporte, estes podem se apoiar nos colegas mais chegados e ir tomando contato de maneira tranquila com o aspecto motor do jogo. O desenrolar é natural, além de solução para quem tem poucas bolas: junte duas duplas e coloque para jogar, depois uma quadrinha contra a outra em um espaço maior. No fim, você terá duas equipes grandes jogando.

Quer oferecer mais? Percebendo um envolvimento bacana, vá inserindo uma cara de vôlei no que já estiver acontecendo: peça que a equipe troque dois passes antes de enviar a bola ao outro lado da rede, depois três toques. Obviamente, estas últimas variações são válidas se o grupo for se soltando. No mais, vá economizando propostas para as próximas aulas!

Nas próximas postagens, seguiremos com situações e propostas para o desmembramento do jogo em seus pormenores motores (saque, manchete, toque, ataque, bloqueio), os aspectos organizacionais (rodízio e posicionamento) e uma contextualização que aproxime o tema do cotidiano esportivo e social.

Ufa! Por hoje é só. Abraços a todos e obrigado pelas visitas! Deixem suas impressões registrada em comentários.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sacando o voleibol II


Rebater é bem menos simples do que parece. Quanto mais experiências motoras, mais facilitado se torna entender a dinâmica necessária. E só dominando o controle da trajetória com que a bola chega e é enviada podemos enxergar caminhos que tornem o vôlei algo mais organizado.

Mas partamos do princípio! De onde veio esse esporte? Vamos ao quadro básico com informações sobre a modalidade:

Nome oficial: Voleibol (do inglês "volley" = rebater)
Origem: Estados Unidos da América, 1895, pelo professor de Educação Física William G. Morgan, primeiramente com o nome de "mintonette"
Objetivo: Fazer a bola tocar o solo na quadra adversária
Movimentos fundamentais: Rebater - saque, toque, manchete, defesa, ataque, bloqueio
Regras básicas: A bola deve ser rebatida e não arremessada ou segura, o jogador não pode tocar a bola duas vezes consecutivas, a equipe pode tocar a bola até três vezes antes de passá-la ao outro lado da rede, a bola deve ser passada por cima da rede, a bola deve tocar o solo do adversário, a equipe deve evitar que a bola toque o solo em sua quadra
Quadra de jogo:

Este quadro pode ser construído de maneira mais divertida do que uma simples cópia por parte dos alunos, trazendo para a aula informações que eles já possuem, integrando o que talvez não seja tão fiel à regra do jogo, mas próximo da realidade que eles atribuem ao esporte. Aqui cabe um jogo de perguntas e respostas, um jogo de tabuleiro com informações, uma pesquisa prévia, vale tudo. O importante é aproximar os alunos do jogo!

O primeiro momento pode incluir uma prática do jogo conforme eles já a conheçam, sem qualquer orientação, apenas garantindo que todos consigam participar de maneira efetiva (a maior das dificuldades dos alunos é compreender a diferença entre eles e o outro), se assim for possível. Caso não ocorra, este deve ser um ponto na discussão sobre o jogo ao final, além dos principais pontos relacionados ao jogo em si, seu funcionamento, possibilidades de movimento, aplicação de regras...

Logo, mais dinâmicas rumo ao voleibol possível! Abraços a todos e não esqueçam dos comentários!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sacando o voleibol I

É muito significativo para mim iniciar uma série de postagens sobre vôlei. Já estive do outro lado, como aluno nas aulas de Educação Física, e passei por maus bocados ao tentar participar deste esporte em outros tempos. Talvez fosse resultado de pouco interesse, talvez faltasse o incentivo e a atenção necessárias para adquirir o básico, fato é que ignorei o voleibol ao longo de meus tempos de escola. Corri para o futsal, sempre estive no basquete e arrisquei participações no handebol (como goleiro e ponta, às vezes), o voleibol não era uma das opções.

Marcou para mim o fato de nunca ter conseguido aprender nem mesmo a sacar direito, aquele saque chinfrim por baixo. Com o passar dos anos, fui deixando para lá e me dediquei de verdade às outras coisas. O voleibol só voltou a aparecer na minha vida durante a faculdade, afinal a formação em Educação Física exigia o básico na pedagogia da modalidade. E tive que tentar de novo, praticamente começar do zero.

Com alguma insistência, pude descobrir algumas coisas curiosas a respeito de minha maneira de jogar vôlei: que eu conseguia sacar com o braço esquerdo, tanto por cima quanto por baixo (alguma sequela de minha fratura no braço direito? Até hoje um mistério, mas já o faço com os dois braços atualmente), que minha experiência no futebol como goleiro ajudou a desenvolver o uso de braços e a prontidão em manter a bola no alto e, por fim, que eu era capaz de jogar vôlei desde que houvessem momentos de aprendizagem efetiva, com alguém observando o que eu fazia e me oferecendo um retorno para evoluir.

Quem diria que, anos mais tarde, eu assumiria duas turmas de vôlei como instrutor do SESC, inclusive uma que visa o aperfeiçoamento? Nem o mais otimista de meus amigos de infância imaginaria que eu estaria nesta posição hoje, ainda mais exercendo a função com tranquilidade, consequência de uma formação profissional que transformou a visão que eu tinha de esporte.

Dos esportes coletivos tradicionais, talvez o que reúna o conjunto de técnicas mais elaborado, uma vez que envolve o rebater. Rebater a bola em direção a um local com sucesso depende do posicionamento do corpo, da trajetória que a bola possui e a velocidade com que chega. Nada que uma metodologia preocupada em oferecer situações de envolvimento técnico-tático não consiga dar conta, mostrando que este esporte pode ser interessante sem precisar ser igual ao vôlei da televisão, espetacular no quesito estético, é só dar uma olhada no vídeo!


Retomo as postagens na próxima semana com o início dos trabalhos, partindo do movimento fundamental até o jogo formal, possibilitando ao aluno dar significado ao que faz com experiências significativas ao se movimentar. Abraços a todos!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um pouco da alegria que se vai

Perdoem a ausência de temas relacionados à LUDocência, mas são coisas que a gente não consegue lidar se não botar para fora, é fato. Neste dia 12 de outubro, foi-se a Lilinha. Semana que vem, espero retornar minhas séries didáticas, por hoje, ficarei com a saudade dela.

Lilinha dormindo no domingo, 09 de outubro de 2011

Fala-se muito no cão ser o melhor amigo do homem. E olha que tem gente achando ter milhares de amigos, pensa ser querido por todos, pode contar sempre com a ajuda e o apoio dessa galera. Mas existem certas condições que afastam esses supostos "amigões": você depois de um dia de trabalho, cansado, desarrumado, sem dinheiro no bolso, sem paciência para contar uma piada ou ser piada, com fome ou mal humorado.

Mas o seu cão, não. Ele te vê, abana o rabo e vai sem sua direção, não importa como você surja na frente dele. A alegria é a mesma em qualquer hora, em qualquer condição e só é maior quando ele está com muita fome!! Falo em linhas gerais e sei que nem todo cão é assim, mas a Lilinha era.

Quando chegava em casa na terça de madrugada, o bate-volta semanal entre Campinas e São Paulo, ela sempre me recebia, mesmo no escuro. Era a primeira a me ver e a última a se despedir quando eu partia de vez rumo à capital na manhã seguinte. Me contagiava sempre, mesmo quando eu estava sem energias, oferecia sua barriga para eu coçar, eu prontamente oferecia algum carinho. Sair de casa deve deixar a gente mais besta, saudoso, e vê-la era sinal de estar de volta para minha família. Agora, não mais.

Nossa preocupação com ela não foi suficiente, afinal escapadas para a rua ou escavações no jardim não foram o que a levou. A idade veio, a gente percebia que ela já não enxergava bem, escutava menos e se locomovia com alguma dificuldade, mas ela estava bem, vivia tranquila lá em casa, dormindo bastante e sempre dando as caras. Dois dias depois de passar uma tarde toda passando por nossas pernas lá em casa, piorou e não voltou mais. Não voltou para dormir na sua caixa, nem para me deixar preocupado em fechar o portão rapidamente, antes que ela desse um daqueles piques pra fugir rua abaixo.

Queria que todos tivessem um cão para amar e serem amados. Que meus alunos tivessem a oportunidade de experimentar esse afeto sincero para então compreender como é fácil querer bem para ser bem quisto, oferecendo o melhor sem esperar o mesmo, apenas sendo feliz em mostrar que está feliz. A Lilinha cansou de provar o quanto nos amava, buscou nosso olhar quando chegava o fim e nos sentimos impotentes, mesmo a amando muito.

Não sei se fui claro, mas vou deixar o texto que meu irmão também escreveu a respeito, ele é quem tinha a Lilinha mais do que eu. Para mim, valeu o esforço de dar a ela o último auxílio e o derradeiro refúgio, cada centavo gasto, cada gota de suor e cada calo nas mãos em agradecimento por ter estado em nossas vidas por tanto tempo. Espero que ela aproveite para descansar muito, ela merece. Abraços a todos.

Lilinha

Uma das últimas fotos que tirei da Lilinha em 2011.
Nesse feriado, uma dor muito grande tomou meu coração. A pequena cachorrinha que eu cresci cuidando e amando partiu desse mundo. E o post de hoje eu escrevo com muitas lágrimas nos olhos.

O engraçado é que tudo começou em um outro Dia das Crianças em 1998. Eu tinha 8 anos e estava na segunda série do ensino fundamental. Uma criança em todos os sentidos possíveis. Mas não sabia ainda que quem eu conheceria naquele feriado marcaria a minha vida de uma forma tão bonita.

A minha avó se mudou para Caconde/SP em 1997 e desde então todos os feriados a gente pega o carro e vai pra lá fazer uma visita. O sítio na época ainda era novidade para mim e eu me divertia muito lá. Nesse feriado, a gente saiu sábado cedinho e chegamos em Caconde no horário do almoço. Passamos também o domingo lá, mas na segunda-feira de manhã, dia 12 de Outubro, fizemos mais uma curta viagem até Poços de Caldas/MG, onde ainda vivia minha tia-avó Valda. A minha tia tinha uma filha adotiva que é apaixonada por animais. Já possuía uma cachorra grande, vários gatos e muitos pássaros, porém ainda tinha espaço para uma boa ação. Uma cadelinha tinha tido filhotes e estava largada nas ruas da cidade, pois a minha "prima" acolheu-a e doou os filhotinhos. Infelizmente, ou muito felizmente para mim, ela não conseguiu doar a cadela, e ela não poderia ficar na casa, então voltaria para a rua.

Primeira foto com a Lilinha na sua casa feita
por mim e o meu pai.
Eu não sou e nem fui do tipo criança mimada. Meus pais me negaram muitas coisas e eu aprendi a aceitar uma coisa que ia contra a minha vontade desde muito cedo. Mas naquele dia, nada ia tirar aquela cadelinha de perto de mim. Foi paixão instantânea entre nós dois. A minha prima me apresentou ela como Lili, mas a gente foi chamando ela de Lilinha e o nome ficou. Sabendo da história de que ela iria para a rua, eu tive que tomar uma posição. E pedindo muito para os meus pais, acabei convencendo-os de trazê-la até Caconde e depois para Campinas. Eu consegui.

Ajeitamos ela no porta-malas dentro de uma caixa (caixas sempre foram a paixão da Lilinha) e partimos rumo a Caconde e mais tarde de volta para casa. O Rick, meu outro cão da época (que partiu em 2007), logo deu as boas-vindas para ela e os dois se tornaram grandes amigos desde então. A Lilinha se sentiu em casa e a alegria dela invadia tudo e a todos.

Quando a gente sente uma coisa no coração que a gente chama de amor, nem sempre sabemos que ele está lá. Nem sempre a gente dá valor. E a Lilinha conviveu comigo durante todos esses 13 anos e eu não sabia quão grande esse amor era. A gente passeava pelo bairro e ela me acompanhava ao andar de bicicleta, na casa de amigos meus, nas idas a padaria, farmácia... Uma companheira sempre alerta para ouvir o barulho da sua corrente de passeio, se aproximar rebolando aquele rabo de um jeito engraçado, com a boca curva em um sorriso e os olhos em atenção total a mim.

Lilinha em 2003.
Em alguns anos, a minha vida ficou corrida, eu fiquei sem tempo para passear com ela e os nossos encontros se tornavam raros momentos de carinho. Eu me arrependo bastante de não ter dado a atenção que ela precisava nesses últimos dias, sinto que fui negligente... Mas ela sabia o quanto eu queria não estar cansado depois do trabalho e da faculdade para acariciar sua barriga enquanto assistia televisão com os meus pais.

A Lilinha, além de uma ótima parceira familiar, foi também muito querida entre meus amigos. Ela era uma amiga até dos meus amigos. Sempre alguém perguntava "onde está a Lilinha?", "como está a Lilinha?", "a Lilinha ainda está com vocês?", o tipo de demonstração de carinho que não é qualquer cão que é capaz de causar.

Eu não sei como terminar um post desse. Ela foi uma cachorrinha muito forte pra idade dela. Ainda corria como se fosse seu primeiro dia lá em casa. Ainda latia como se fosse a primeira vez que um gato pulou no nosso quintal. Eu tinha certeza absoluta que ainda a teria por pelo menos uns dois ou três anos. Mas nesta última terça, dia 11, ela passou a tarde muito quieta e paralisada. Eu fui visitá-la após a faculdade e fiquei muito preocupado com seu estado triste na cama dela, mas preferi esperar o dia seguinte, e o efeito da vitamina que a minha mãe sempre dava a ela quando ela estava doente, para ver se aquilo passava. Mas acordei na quarta com a notícia do meu irmão de que ela estava fazendo barulhos de dor e sua respiração havia piorado. Pesquisamos um veterinário e partimos na mesma hora com ela em sua cama ainda, dentro do carro. Fui acariciando sua cabeça durante o percurso, tentando aliviar a sua dor.

Fazendo-se de molenga pra foto em 2011.
Quando ela foi atendida, seu quadro já estava muito pior. Mas apesar disso, sua mente ainda tentava recuperar-se da invalidez, e ela por várias vezes se levantou nas patas dianteiras e me olhou como quem pede ajuda. Essa imagem não saíra nunca da minha memória. É por ela que eu mais choro. O veterinário me disse então que o quadro dela era muito grave e que ela tinha problemas no coração e nos pulmões, além da barriga. Me deu a opção de tentar curá-la através de soro e diuréticos, ou levá-la para casa e esperar o fim. Eu acreditei mais uma vez nela e deixei a internada. Já na sala com o soro, ela gemia ainda mais e eu não podia fazer nada. Eu só podia olhar. Não aguentei, me despedi com um breve carinho em suas costas e parti com o meu irmão.

Pouco mais de uma hora depois, recebo a triste notícia de sua morte. A dor ainda ecoa dentro de mim como se aquilo tivesse acontecido agora. Eu tento não sofrer, mas aprendi que eu só supero as minhas dores quando coloco tudo pra fora. E esse post é a minha forma de agradecer a Lilinha por tudo que ela nos ofereceu. Espero que ela tenha sido feliz até o final e que o tratamento que a demos tenha sido suficiente para pelo menos valer um pouco sua paixão incondicional pelos donos mesmo quando maltratada.

Lilinha, eu te amo como uma filha, uma irmã e uma mãe. Você é e sempre será do meu sangue, da minha família e da minha eterna memória. Obrigado por existir.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Parem as máquinas!

Estou me permitindo uma pausa intelectual nesta semana para reorganizar as atividades do último bimestre, que se iniciou agora. Além disso, tenho uma reunião com amigos de longa data neste sábado, seguida de um bate-bola no domingo. Não dá para reservar o final de semana para esses assuntos, vou usar minha sexta-feira!

Na semana que vem, volto à rotina de postagens temáticas: Práticas de Atividade Física Contemporâneas (Ginásticas de Academia), não percam! Abraços a todos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Colhendo alegrias

Ontem era meu aniversário. Operacionalmente, muda muito pouco, afinal o trabalho continua, não tem boi...

Mas foi muito legal receber as parabenizações dos colegas de profissão, companheiros de diversão e cúmplices nas dificuldades, bem como ser valorizado pelos alunos com festinha, muitos "parabéns a você" e algumas lembranças. Tudo isso combinado aos telefonemas de quem representa demais (meu primeiro aniversário longe da família) e as mensagens de amigos nas redes sociais tornou esta quinta-feira mais que especial. Não pouparei meios de comunicação para agradecer a todos pelo carinho dispensado e só me cabe ficar feliz pelas homenagens.

O trabalho com pessoas tem lá suas dificuldades, eu já contei muitas delas por aqui desde 2008, mas essas recompensas são o que realmente valem a pena. Inúmeras profissões podem pagar melhor que a Educação Física, mesmo na minha área tem outras ocupações melhor remuneradas, e ainda fico com estes momentos porque dinheiro, ostentação e fama não são tudo.

Obrigado a todos, meus amigos, alunos e colegas, vocês tornam cada dia mais fácil. Abraços para vocês e até a próxima!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Estudo dos Esportes Coletivos IV



Em busca de uma definição para Tática:

Tática (grego taktiké ou téchne = arte de manobrar [tropas]) é qualquer elemento componente de uma estratégia, com a finalidade de se atingir a meta desejada num empreendimento qualquer.
Tática também pode ser entendida, no sentido bélico, como parte da arte da guerra que trata da disposição e da manobra das forças durante o combate ou na iminência dele.

Enquanto estratégia busca visão "macro", de conjunto ou, por assim dizer,sistêmica, relativamente ao empreendimento, tática ocupa-se de visão "micro", no sentido de elementar ou particular em relação ao todo.

Fiquemos com a parte estratégica e façamos a ligação com o esporte coletivo. Usualmente, a tática dá conta de como serão dispostos os jogadores em campo e quais serão as ações que estes executarão para dificultar o jogo adversário. Não é algo tão complicado de falar aos alunos pela abrangência das informações que chegam sobre futebol, os videogames atuais (com opções de modificação infinitas) e a simplicidade do conteúdo.

Para começar, parta do conhecimento dos alunos. Eles serão capazes de listar uma boa quantidade de formações táticas de futebol (4-4-2, 4-3-3, 3-5-2...). Isso vai ajudar a ilustrar o conceito das linhas que os jogadores formam em cada setor do campo e permitir a transferência para outros esportes coletivos.

Uma formação (1-)4-4-2, com 1 goleiro, 4 jogadores de defesa, 4 jogadores de meio-campo e 2 jogadores de ataque

Pessoalmente, tento incutir nesse estudo a crítica quanto a não listagem do goleiro em esquemas táticos, perguntando "Será que o goleiro não faz diferença? Se ele não estiver lá, o que muda? Não há hoje em dia goleiros que sabem jogar fora da área e com os pés?"

Assim, aparece um número 1: 1-4-4-2, 1-4-4-3, 1-3-5-2 etc. Da mesma forma no handebol e futsal: 1-3-3 ou 1-2-1-2.

Posto isso, o lance é criar vários exemplos de formações, use desenhos no quadro, permita aos alunos dispor os jogadores como preferir e considerando, de vez em quando, uma equipe adversária.

Tive a ideia de criar um jogo que fixasse este conhecimento, mas só o desenvolvi parcialmente.

Taticampeão

Nº de Jogadores: inicialmente, 2. Se forem confeccionados mais tabuleiros, mais pessoas conseguem jogar, assim como pode ser combinado um revezamento com equipes jogando uma contra a outra.
Objetivo: Posicionar corretamente os jogadores no tabuleiro conforme a modalidade e ficha de formação tática sorteada, com a variação de competir quem consegue em menor tempo.
Peças: 11 figuras recortadas e plastificadas de jogadores, 25 fichas com formações táticas (5 para cada modalidade: futsal, futebol, vôlei, handebol e basquete), roleta de cartolina dividida em cinco setores (Futebol, Futsal, Handebol, Basquete, Vôlei), tabuleiros em cartolina plastificados contendo quadras/campos dos esportes coletivos do jogo, marcadores de pontos.

As figuras de jogadores devem ser, de preferência, todas iguais. Eu pedi que os alunos colorissem de maneira uniformizada um número determinado de figuras (achei que a quantidade ideal por cor deve ser de 11, dando conta de todas as modalidades), depois colamos em cartolinas e eu apliquei plástico sobre as superfícies. Recortados em formato retangular, agrupei as cores e guardei. Cada jogador que for participar deve escolher uma equipe.
Esse é o jogador multiuso que escolhi, simpático, não?

As fichas de formações táticas podem ser feitas até à mão, mas dá outra cara a ficha plastificada e digitada. Pode ser incluída também uma pequena ilustração com a resposta correta, no caso de jogadas alternadas entre cada cor.

As roletas são simples de construir, basta um círculo dividido e identificado em cinco partes (Futebol, Futsal, Vôlei, Handebol, Basquete), também feito em cartolina ou quem sabe EVA. Faça uma seta e prenda com um alfinete ou tachinha no centro do círculo para permitir o giro com um piparote (hahahaha, que palavra engraçada... não sabe o que é piparote? Joga no Google!).

Os tabuleiros devem ser o que dá mais trabalho. Na minha ideia, meia cartolina poderia ser dividida em duas quadras/campos para que os jogadores possam competir simultaneamente e economizar cartolina, afinal eu trabalho em escola pública... Aliás, dá até para fazer frente e verso, se estiver realmente querendo poupar material e não se importar com a estética. Assim, o jogo se constitui com 5 metades de cartolina divididas em duas.

Parece legal! Só cheguei a jogar com as peças de jogadores, sem tabuleiro ou roleta, eu mesmo ia cantando as formações que eles deviam organizar na mesa. Ficaram animados ao jogar, coisa natural. Acredito que o caráter construtivo de elaborar e jogar traz bastante motivação!

Para fechar! Obviamente, este assunto renderia bem mais, mas deixo aberto a quem possa interessar. Afinal, variar as temáticas também ajuda...

Obrigado pelas visitas, deixem registrada sua presença dizendo se gostaram, se odiaram, se acham que eu só falo abobrinha, se as coisas que escrevo ajudam... Comentários são bem-vindos!

Abraços a todos e até a próxima!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estudo dos Esportes Coletivos III


Pra variar, não consegui postar, semanas corridas... Mas vamos complementar os conceitos das postagens anteriores com atividades práticas pensadas para os queridos alunos, ávidos pelo jogar coletivamente!

Gosto de trazer os exemplos daqueles elementos que constituem os esportes coletivos para que os alunos consigam identificar as características individualmente. Depois, os princípios operacionais observados de maneira situacional e algumas dinâmicas para demonstrar como eles podem coexistir no esporte coletivo e como conhecê-los torna o jogar mais amplo e possível:

Passa 10:
ELEMENTOS - Espaço de jogo, Companheiros de equipe, Adversários, Bola (implemento).
Duas ou mais equipes tem como objetivo trocar 10 passes entre os jogadores do mesmo time antes que o adversário o faça. Variações: número de pessoas por equipe desequilibrado, número de bolas em jogo, equipes em movimento, equipes se movimentando no mesmo espaço etc.

Derruba-Cone:

ELEMENTOS - Bola, Espaço de jogo, Companheiros de equipe, Adversários, Alvos a defender e atacar
Duas ou mais equipes tem como objetivo movimentar a bola no campo de jogo de maneira a atingir os cones adversários e derrubá-los, vencendo quem conseguir derrubar todos os cones sem permitir que os seus sejam atingidos primeiro. Variações: formato do campo de jogo, uma equipe desempenha somente a defesa enquanto a outra ataca e vice-versa, número de pessoas desequilibrado, número de cones, posição dos cones no campo de jogo (dentro, fora, na lateral, no fundo, no centro, dentro de círculos), trocar os cones por jogadores que devem receber a bola e passar a participar do jogo etc.

Os dois exemplos acima servem para infinitas possibilidades neste e em outros temas. E também apresentam a capacidade de tornarem-se esportes coletivos com alguns ajustes no formato, demonstrando praticamente seu uso (adotando as Regras Específicas, a invariante que faltava). Ainda, valem para observar todos os princípios operacionais, veja:

PASSA 10 - Manter a posse da bola e Recuperar a posse da bola
Caso queira modificar a atividade para tornar-se um esporte coletivo, basta deixar os 10 passes na condicional para poder tentar marcar o gol/ ponto = Progredir em direção ao alvo adversário e Finalizar contra o alvo adversário (e seus correspondentes).

DERRUBA-CONE - Manter a posse da bola, Progredir em direção ao alvo adversário, Finalizar contra o alvo adversário
Já é completo por si só. Basta tornar os alvos característicos do esporte em questão, pronto! Movimentar e tentar o gol, trocar passes para tentar se aproximar da cesta...


Ufa, já pensou essa maratona de jogos? Dá pra ficar um semestre todo falando das possíveis variações, do que dá para observar, dos elementos e princípios, das apropriações feitas no processo de mudança... Bah, exagerei, curto demais este tema!

Volto com mais um post na série para oferecer possibilidades de um estudo da tática. Abraços a todos!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Estudo dos Esportes Coletivos II

Problemas para postar ao longo desta semana... Mas retomando!

A segunda leva de conceitos para pensar um estudo dos esportes coletivos passa pelos princípios operacionais do jogo. Estes dividem-se entre ataque e defesa, formando um paralelo em que existem ações correspondentes e simultâneas:


Ataque

Defesa

I

I Manter a posse do implemento

I Recuperar a posse da bola

II

II Progredir em direção ao alvo adversário

II Impedir a progressão do adversário

III

III Finalizar contra o alvo adversário

III Proteger o alvo da finalização do adversário


Essas ações ocorrem de maneira progressiva e ininterrupta, com variações infinitas ao longo do tempo de jogo. Primeiro, a diferença entre atacar e defender reside no fato da equipe possuir ou não o implemento de jogo (na maioria dos casa, a bola). Continuar no ataque significa continuar com a bola e o próximo passo é ir em direção ao alvo do adversário, na direção do qual finaliza-se assim que houver oportunidade.

Sabendo que para marcar pontos, de maneira geral, é preciso estar no ataque, a defesa ocupa-se de anular as ações da equipe oponente e tornar-se atacante: tenta retomar a posse da bola; tenta impedir o avanço adversário nas proximidades do alvo; protege o alvo das finalizações adversárias para impedir a marcação de pontos.

O modo mais simples de explicar cada um deles é construir exemplos práticos: a- a função de alguns jogadores: o goleiro (defesa III), o atacante (ataque III), o zagueiro do futebol (defesa I ou II); b - situações práticas: O jogador arremessa a bola na cesta de basquete (ataque III), um defensor dificulta a passagem do adversário no handebol (defesa II), o zagueiro desarma um adversário no futebol (defesa I).

Para que se preocupar com o princípio III de defesa com um goleiro desses????

Aposto que ficou mais fácil. Postas essas informações, PRETENDO retornar na segunda-feira com exemplos práticos de aplicação, jogos simples e pré-desportivos que ajudam a ilustrar as ideias do estudo nos esportes coletivos. Provavelmente, o último post da série. Abraços a todos e continuem por aqui!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...